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[Resenha] A Irmã da Tempestade - por Lucinda Riley

13 dezembro 2017


Título: Irmã da tempestade
[As sete irmãs #2]
Autor(a): Lucinda Riley
Páginas: 528
Editora: Arqueiro
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Sinopse: Em A irmã da tempestade, segundo volume da serie As Sete Irmãs, as vidas de duas grandes mulheres separadas por gerações se entrelaçam numa historia sobre amor, ambição, família, perda e o incrível poder de se reinventar quando o destino destrói todas as suas certezas.
Ally D’Aplie`se e´ uma grande velejadora e esta´ se preparando para uma importante regata, mas a noticia da morte do pai faz com que ela abandone seus planos e volte para casa, para se reunir com as cinco irmãs. La´, elas descobrem que Pa Salt – como era carinhosamente chamado pelas filhas adotivas – deixou, para cada uma delas, uma pista sobre suas verdadeiras origens.
Apesar do choque, Ally encontra apoio em um grande amor. Porém mais uma vez seu mundo vira de cabeça para baixo, então ela decide seguir as pistas deixadas por Pa Salt e ir em busca do próprio passado.
Nessa jornada, ela chega a` Noruega, onde descobre que sua história esta´ ligada a` da jovem cantora Anna Landvik, que viveu ha´ mais de cem anos e participou da estreia de uma das obras mais famosas do grande compositor Edvard Grieg. E, a` medida que mergulha na vida de Anna, Ally começa a se perguntar quem realmente era seu pai adotivo.


Resenha anterior:
As sete irmãs - Por Lucinda Riley



Sendo a segunda de seis filhas adotivas de Pa Salt, Ally é a irmã cujo espírito de liderança parece lhe apetecer naturalmente e, desse modo, costuma ser aquela que resolve todos os problemas familiares. No entanto, a notícia da morte do homem que a criara com todo amor e conforto, se combinada à forma como ela descobriu e ao fato de que enquanto a pior coisa de sua vida acontecia ela estava, pela primeira vez, vivendo em uma bolha romântica com Theo, sua nova paixão e companheiro de trabalho, ambos velejadores, lhe abala mais do que qualquer um pensara ser possível.

"Tudo que temos é o momento presente, Ally. Nunca se esqueça disso, está bem?
Acordei pensando que aquela era uma das citações preferidas de Pa. E, muito embora ainda ficasse vermelha de vergonha ao imaginar o que devia estar fazendo com Theo na hora em que Pa dava seu último suspiro – naquela contrastante justaposição dos processos da vida que começava e terminava –, pensei que pouco teria importado para ele ou para o Universo se eu estivesse apenas tomando uma xícara de chá ou dormindo a sono solto. E sabia que, mais do que ninguém, meu pai teria ficado muito feliz por eu ter encontrado alguém como Theo."

Em contrapartida, é justamente nessa bolha romântica e em seu novo amado que Ally encontrará forças para passar pelo luto e enxergar boas perspectivas para o futuro. Apesar de toda a dor, uma vida de planos e sonhos até então inimagináveis parece estar à sua frente. Porém, novamente, o destino pode estar lhe reservando surpresas não tão agradáveis assim.

"E nessa hora jurei a mim mesma nunca mais colocar os pés em um barco.
As horas seguintes foram um vazio. Fiquei sentada no quarto, sem conseguir pensar nem processar coisa alguma. Tudo que sabia era que agora não restava mais nada. Nada."

Após uma avalanche de ocorridos que partiram seu coração e deixaram-na perdida até mesmo em relação aos dias seguintes, guiada pelas coordenadas deixadas por Pa Salt - ou, melhor dizendo, um livro autobiográfico de um músico há muito falecido - a respeito de seu passado e sua família biológica, Ally embarca em uma viagem à Noruega e à uma época muito, muito distante, onde está guardada a história de Anna, uma simples garota do campo, dona de uma voz angelical que, de simples, não tinha nada. Uma história regada a sonhos, paixões e decisões difíceis. Em solo norueguês, ao lado de pessoas especiais que essa jornada colocará em seu caminho e enquanto aprende a lidar com as consequências de suas perdas recentes, a segunda das filhas de Pa Salt redescobrirá um de seus antigos prazeres, a música, ao passo que cava fundo o passado para vislumbrar, quem sabe, novos caminhos para o futuro.

"Mas tudo que eu viesse a descobrir na Noruega também pertencia firmemente ao meu passado, e eu era uma pessoa que olhava para o futuro. Mas talvez, já que o “agora” estava em suspenso, precisasse reverter a ordem para seguir adiante."

A Irmã da Tempestade é escrito em uma narrativa em primeira e terceira pessoa, com as histórias de Ally e Anna, respectivamente.







Esse foi mais um dos livros das sete irmãs cuja leitura eu iniciei repleta de expectativas e, novamente, não me decepcionei.

A princípio, o romance entre Ally e Theo desenvolvido um tanto rápido demais, na minha opinião, foi algo que eu julguei ser um ponto negativo para mim. Porém, logo a trama foi ganhando profundidade, se tornando recheada de acontecimentos inesperados, os caminhos de Ally ficando cada vez mais tortuosos e essa minha primeira impressão ficou para trás. Falando em Ally, ela é uma protagonista que nos cativa logo de cara com sua personalidade doce e, ao mesmo tempo, forte. É uma menina sonhadora, ao passo que também representa uma mulher racional. Quanto à protagonista da história passada, Anna, senti o mesmo, apesar de ter desaprovado algumas de suas atitudes. Ainda assim, sua simplicidade e inocência de jovem camponesa tornam-na uma personagem bastante querida. As personagens secundárias, de ambos os tempos, como os pais de Theo, por exemplo, ou a família e os amigos de Anna, também foram extremamente bem construídas.

Bem como no livro anterior, devo ressaltar que um dos pontos mais positivos para mim foi, sem dúvidas, as descrições feitas a respeito dos cenários. Me senti carregada diretamente para a Noruega e, ainda mais, totalmente imersa no mundo da música, vozes e instrumentos, um universo bastante explorado no enredo. Confesso que, em certo momento, tive medo que outro romance rápido demais acontecesse e torci secretamente para que não, pois isso abalaria minhas boas impressões sobre a história. Mas não aconteceu. O processo de superação de Ally foi lento e íngreme, com possibilidades amorosas, mas sem romances explosivos que salvam tudo da noite para o dia, o que para mim deu a naturalidade perfeita e necessária ao enredo.

A Irmã da Tempestade é uma história que transborda amor, perdas, sonhos, esperanças que às vezes destroem e às vezes renovam. Eu recomendo para qualquer fã de um bom romance com pitadas de drama e porções de emoção.








Isabela Rocha
Estudante de jornalismo. Apaixonada incorrigível pelas palavras.
Aventuro-me por todos os gêneros,
desde romances água com açúcar, até os temíveis terror / suspense.
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