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[Resenha] A pérola que rompeu a concha - Por Nadia Hashimi

05 janeiro 2018


Título: A pérola que rompeu a concha
Autor (a): Nadia Hashimi
Páginas: 448
Editora: Arqueiro
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Sinopse: Filhas de um viciado em ópio, Rahima e suas irmãs raramente saem de casa ou vão à escola em meio ao governo opressor do Talibã. Sua única esperança é o antigo costume afegão do bacha posh, que permite à jovem Rahima vestir-se e ser tratada como um garoto até chegar à puberdade, ao período de se casar. Como menino, ela poderá frequentar a escola, ir ao mercado, correr pelas ruas e até sustentar a casa, experimentando um tipo de liberdade antes inimaginável e que vai transformá-la para sempre. Contudo, Rahima não é a primeira mulher da família a adotar esse costume tão singular. Um século antes, sua trisavó Shekiba, que ficou órfã devido a uma epidemia de cólera, salvou-se e construiu uma nova vida de maneira semelhante. A mudança deu início a uma jornada que a levou de uma existência de privações em uma vila rural à opulência do palácio do rei, na efervescente metrópole de Cabul. A pérola que rompeu a concha entrelaça as histórias dessas duas mulheres extraordinárias que, apesar de separadas pelo tempo e pela distância, compartilham a coragem e vão em busca dos mesmos sonhos. Uma comovente narrativa sobre impotência, destino e a busca pela liberdade de controlar os próprios caminhos.


 "– Ela está assumindo riscos e pode ser louca, mas está fazendo o que quer. E aposto que não se arrepende. Aposto que vai continuar a agir do mesmo jeito. É o que as pessoas algumas vezes têm que fazer para conseguir o que querem. Ou para serem o que quiserem."

Rahima era a terceira filha de uma família Afegã, e assim como suas conterrâneas, ela aprendeu desde cedo as regras impostas para as mulheres naquele país: sair de casa o mínimo possível, ser preparada para casar cedo, e sempre, sempre obedecer ao homem da casa, que primeiro é o pai, e depois, o marido. Dessa forma, a garota cresceu, vendo a saga da mãe, que era submetida a todas essas regras, e entendia que deveria também segui-las, quando fosse a hora. No entanto, por conta de sua mãe nunca ter gerado um menino, ela sofria retaliações de toda a família, inclusive do marido, um viciado em ópio, e, assim que percebeu que a vida das meninas se tornava mais difícil a medida que cresciam, a mãe da garota resolveu tomar uma atitude que era prática comum onde viviam: o bacha posh, que consistia em transformar Rahima em um menino, cortando seus cabelos, vestindo-lhe como um rapaz, e permitindo-lhe sair na rua, ir para a escola, e fazer todas as coisas que as irmãs não podiam fazer. Dessa forma, a garota acostuma-se a viver em liberdade, e até  mesmo ousa sonhar com algo diferente. No entanto, após algum tempo, as características naturais de uma garota começam a aparecer na jovem, e ela se vê obrigada, por uma sociedade dura e cruel, a voltar à sua verdadeira identidade e cumprir aquilo que é esperado das garotas afegãs desde o seu nascimento: casar-se com um homem que já possuía várias esposas e que tem idade para ser seu avô.

"Eu me aproximei da bola. Havia seis pés chutando-a, tentando levá-la até o gol adversário. Meti o pé na disputa. Senti o couro contra a sola do meu pé. Chutei a bola, que voou na direção de Abdullah. Ele a parou com o calcanhar e a conduziu rumo ao gol oposto. Ele estava correndo.
Senti empolgação enquanto corria atrás dele. Gostava de fazer parte de um time. Gostava da poeira que se levantava sob meus pés.
Eu gostava de ser menino."

A única pessoa que apoia e entende Rahima e as irmãs em seus destinos dolorosos é Shaima, uma tia que por ter uma deficiência, jamais conseguiu casar-se. Shaima é uma luz em meio a escuridão das garotas, e lhes mostra ideias de liberdade e de sonhos, incutindo-lhes força ao relatar a história de Shakiba, trisavó das garotas, que no passado, após ficar órfã, também foi uma mulher ousada, que precisou lutar, brigar e se transformar, para conseguir sobreviver em meio a parentes gananciosos e cruéis e pessoas que a usavam apenas enquanto precisavam, mas que a desprezavam por suas características físicas e que ousavam ter a vida da jovem em suas mãos, para que fizessem aquilo que bem entendessem.

"Ele deseja isso, percebi. Meu pai quer nos casar.
Esse pensamento me causou um arrepio. Eu compreendi algo que minha mãe já sabia: os homens podiam fazer o que quisessem com as mulheres. Não havia como deter o que Padar tinha começado."

Em A pérola que rompeu a concha descobrimos duas histórias que se passam com quase um século de diferença, mas que são carregadas de muitas semelhanças, e através delas conhecemos duas mulheres de fibra, compostas de coragem, força e resiliência para seguir o que lhes é imposto e ainda assim nunca perdem as esperanças e o amor por si próprias.

"Se eu soubesse naquele momento o que o futuro nos reservava, teria feito exatamente isso. Teria fugido com ela no meio da noite. Pelo menos ela teria uma chance."

"– Eu sei, Rahima-jan. Mas os tempos mudam. Tudo muda. Um por um, os pássaros voam para longe."







Sabe aquele livro que quando vemos a sinopse já temos a impressão de que será uma leitura positiva? Pois é, isso ocorreu com esse livro, e eu estava ávida por lê-lo e saber todas as minúcias dessa bela história. E preciso dizer que eu me surpreendi muito, indo além de todas as expectativas que havia criado. É um livro que é realmente uma lição, e é muito real, pois apesar de trazer personagens fictícias, ilustra a história de milhares de Rahimas, Shekibas e até mesmo Parwins (irmã de Rahima), que existem no Afeganistão e nos países orientais, e nos mostra que cada uma encontra o seu modo de passar pelo que lhes é imposto, ainda que estes não sejam os melhores modos ou que sejam modos dolorosos.

O que mais me fez refletir nesse enredo foi o fato de estas mulheres, principalmente Rahima, viver em uma época que nós próprios vivemos, e em um mesmo mundo, mas, ainda assim, há tanta desigualdade, pois enquanto nós, mulheres brasileiras e americanas, por exemplo, conquistamos nossa liberdade a partir das últimas décadas do final do século XX, lá no outro lado do mundo, mulheres como Rahima foram e são submetidas a tantas atrocidades que se mostram até mesmo inimagináveis para nós. Além disso, é um enredo que toca em temas sensíveis, como o preconceito, que é completamente escancarado, o machismo, a violência, que para esse povo é uma coisa normal, e a falta de empatia, enquanto a maioria das pessoas fecha os olhos para o que acontece com seus semelhantes.

Creio que esse ponto de trazer várias lições foi o mais positivo para mim, pois me fez refletir muito, fez com que eu me colocasse no lugar das situações descritas, e me mostrou tudo com muita clareza e realidade. Além disso, amei o modo como a autora traz as mulheres como protagonistas dessas histórias, e por mais que haja homens sempre à vista, pois são eles quem "comandam" as suas mulheres, eles passam por nós como meros coadjuvantes, pois sabemos sobre os sentimentos, pensamentos e dores somente das mulheres e é por elas que nosso coração dói, que as lágrimas surgem em nossos olhos e são essas mulheres lutadoras que admiramos. Além disso, achei incrível o entrelace criado com a história das duas personagens, e com isso conseguimos perceber que as mulheres quase sempre viveram as mesmas coisas no Afeganistão, mesmo com séculos de diferença. Ainda, cabe destaque para o fato de que essa história nos ensina muito, não somente sobre a saga das mulheres afegãs, mas também a respeito de costumes, cultura, história e até mesmo nos apresenta fatos sobre a política, tudo de forma muito sutil e extremamente bem conduzida.

É difícil encontrar pontos negativos a destacar. Porém, alerto que essa é uma história forte, daquelas em que vemos pessoas queridas partindo e também daquelas onde coisas injustas acontecem com pessoas boas, então, caso você seja um leitor sensível, que não aprecia esse tipo de enredo, muito provavelmente não gostará dessa história. Outro fator que requer atenção nessa obra, é o fato de termos personagens com nomes  bem diferentes do que estamos acostumados, então eu demorei um pouquinho para decorar todos eles.

Rahima é uma personagem incrível, e, diante de tudo que ela passa, se torna até mesmo inacreditável imaginar que na data de seu casamento ela é uma menina de apenas treze anos, o que deveria ser ainda uma criança, mas que precisa se tornar mulher. Ela é uma personagem que amei acompanhar e que admirei muito. Shakiba, a trisavó de Rahima, é mais uma mulher sofrida, e que também me despertou muita admiração. É uma mulher de fibra, que teve uma vida singela, mas com muito amor, e que viu todos que amava indo embora e teve de ficar sozinha enfrentando as consequências. Todas as mulheres que vem como personagens secundárias nessa história também conseguem nos tocar e mexer conosco de alguma maneira, e é impossível falar sobre cada uma, pois é preciso conhecer suas histórias para entender o sentimento intenso que elas nos causam, e, sinceramente, não consigo definir qual a minha parte preferida nesse enredo.

Dividido em 69 capítulos, o enredo traz o ponto de vista de Rahima, em primeira pessoa, à medida que ela nos relata tudo que ocorreu em sua vida, desde quando se tornou uma bacha posh, e em terceira pessoa, conhecemos a história de Shakiba, que é narrada por Shaima, a tia de Rahima, e os capítulos das duas histórias surgem de forma intercalada. Além disso, realizei a leitura em ebook e este não possui erros. Outro fato que cabe destacar é que a autora é natural do Afeganistão, embora ela tenha nascido e crescido nos Estados unidos. Parte dessa experiência como afegã é relatada em uma entrevista ao final da obra, onde ela nos fala de seus pais que viveram no país e também de quando ela pode conhecer seu lugar de origem, além de nos falar sobre seu trabalho enquanto escritora e sobre sua vida.

Recomendo essa história para leitores que amam enredos fortes, densos e que tocam fundo no coração; acredito que deva ser lido pelos leitores já sabendo de antemão que essa não é uma história com um final cheio de "felizes para sempre" e "perfeição", e sim um livro que traz lutas, destino, amor, fé e um tom intenso de esperança e sonhos.






Tamara Padilha
Leitora compulsiva com foco em quase todos os gêneros
(exceto os romances de época e ficção científica).
Apaixonada por escrita, e em breve bacharel em direito.
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25 comentários:

  1. Olá, tudo bem? De cara não é um livro que me chame muito a atenção, porém lendo tua resenha fiquei bem curiosa... Essa coisa de a obra trazer várias lições com certeza já me interessou, haaha. Ótima resenha!

    Beijos,
    https://duaslivreiras.blogspot.com.br/

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  2. Sempre que vou escolher um livro penso "dessa vez pegarei algo leve, para me distrair" e no final sempre acabo escolhendo um com a trama pesada, intensa e reflexiva rs.. Que bom que deixou isso claro. De qualquer forma, fiquei com vontade de me aventuras e conhecer a história <3

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  3. Olá, tudo bem?
    Essa capa me despertou curiosidade, eu já tinha lido a sinopse antes e fiquei interessado na leitura. Gosto de enredos fortes como você acima disse, parece ser uma leitura envolvente, tocante e reflexiva. Gostei da sua resenha, dica anotada!
    Abraço!

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  4. Oi, tudo bom?
    Olhando somente a capa e a sinopse, não sei se buscaria lê-lo, bem provável que não. Mas, descobrindo um pouco mais da história, percebi que é uma trama bem tensa, que nos ensina muito, o que me dá muita vontade de ler. Acredito que seja um livro bem emocionante. Adorei sua resenha.
    Até mais o/

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  5. Oiiee, tudo bem??
    Gostei da capa e da sinope, a capa não é muito importante quando vejo um livro mas amei do mesmo jeito rs. Gosto desse tipo de livro, ansiosa para conseguir ler, obrigada. Ameeei ^^

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  6. Caramba! Acho que vou ali ver se tenho dinheiro pra comprar esse livro de uma vez! Tipo, eu amo romances, mas esse livro com esse "peso" tão real, tão reflexivo me conquistou completamente! Cultura diferente e a força da mulher mesmo assim...! Uau, parece ser um prato cheio para um ótimo livro!

    Adorei a resenha e a dica!
    Abraços,
    https://literaleitura2013.blogspot.com.br/

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  7. Oii
    Eu adoro enredo assim, fortes e comoventes. Não tinha ouvido falar desse livro ainda, mas adorei a premissa, vou procurá-lo depois para poder ler, espero gostar também. Linda resenha.
    BJos, Bya! 💋

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  8. Que cultura difícil!
    Eu estou sem palavras!
    A violência e submissão da mulher nestes países é escancarada e muito mais forte.
    Mas há violência aqui também. De uma forma mais velada, quase oculta.
    Embora também faz feridas muito profundas.
    Que bom que aprendemos a alçar nossas vozes a cada dia e a valorizarmos nossos direitos de escolha.
    O feminismno nessas culturas, não teve a potência que teve por aqui, por isso, lá as mulheres ainda vivem subjugadas.
    Mas isso não altera o fato de que ainda por aqui existem muitas mulheres sofrendo muito com a violência.
    Que bom que a história do livro foi bem além de suas expectativas!
    Realmente me pareceu uma história muito forte e intensa.
    Grata pela sugestão! Amei de verdade a resenha!
    Beijos!

    Eliziane Dias

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  9. Uau. Me convenceu. Adorei a resenha e o livro então... já está na minha lista.

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  10. Adoro livros que ensinam lições e nos fazem aprender. Gostei da resenha e da história. Parabéns.

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  11. Nossa, sabe quando você lê uma sinopse/resenha e fica parando e pensando em como somos favorecidos por não vivermos onde sua voz é calada, e não levada em consideram que é sua vida e não ter suas escolhas respeitadas. Mas que infelizmente a milhares de outras pessoas que acabam tendo que lidar com situações para nós inimagináveis.
    Quero algum dia ler sim esse livro que já mexeu tanto comigo somente com sua resenha.

    Bjus*
    http://imagine-livros.blogspot.com.br/

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  12. Pela resenha já imagino a carga dramática que o livro possuí. Fico feliz que tenha passado as suas expectativas, espero poder ler, por mais sensível que eu seja, adoro derramar lágrimas com um livro. Dica anotada.

    Beijos.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/

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  13. Olá!!
    Nossa, acredito que até hoje nunca li nenhum livro que tenha uma história no mínimo semelhante a essa. Pela sua resenha podemos ter a ideia do quão tocante e emocionante deve ser essa história. Entretanto, atualmente eu estou mais voltada para os enredos mais leves. Sendo assim, vou deixar a sua dica passar, mesmo tendo a certeza que estar perdendo um livro incrível.

    beijos
    Livros & Tal

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  14. Olá Thamara, tudo bem?

    Acho que nunca li um livro tão emocionante quanto este que você descreveu. Eu até percebi que este seria o teor, mas como achei que o enredo seria mais pesado, acabei optando em solicitar outros à Arqueiro. Se bateu uma pontinha de arrependimento? Talvez. Mas deixarei aqui o título anotado, dentre tantos outros tão positivos que vi por aqui...

    Beijos
    @blogodiariodoleitor

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  15. Oii! Nossa, parece ser uma história realmente interessante e reflexiva, os personagens parecem ser muito bem construídos. A sua resenha está maravilhosa e muito completa. Eu gosto bastante de enredos fortes e já adicionei na minha lista haha. Obrigada pela dica, bjss!

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  16. Oi, Tamara!
    Eu já tinha lido a sinopse do livro, mas não esperava que fosse tão emocionante. Eu fiquei imaginando os tipos de provações que as personagens passaram depois de chegarem à puberdade. Deve ser horrível de repente ver sua liberdade ser tomada de você.
    Gostei muito da dica, vai para a lista de desejados.
    Bjs
    Lucy - Por essas páginas

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  17. Olá, ainda não conhecia esse livro, o título é bem curioso e a capa é bonita. Só pela sua resenha eu já fiquei emocionada, acredita?! Não deve ser fácil ler e descobrir todas as dificuldades pelas quais a protagonista e sua parente passaram, e que tantas outras mulheres reais ainda passam nos dias de hoje.

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  18. Olá Tamara, não conhecia esse livro, mas seus comentários me deixaram bem curiosa para lê-lo, gostei de saber que a autora construiu personagens forte *-* Dica anotada.

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  19. Oi, Tamara

    Realmente chega a ser difícil de entender como há tanta desigualdade no mundo. Como ainda pode haver tanta discriminação, violência e submissão em relação às mulheres? Difícil de entender e de aceitar!
    Quando li a sinopse desse livro já pude perceber que se tratava de uma história bem forte e sua resenha só veio confirmar isso.
    Adoro livros que conseguem nos transmitir a cultura e costumes do lugar onde é ambientado.
    Parabéns pela resenha, ficou ótima!

    Beijos
    - Tami
    http://www.meuepilogo.com

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  20. Olá...
    A PÉROLA QUE ROMPEU A CONCHA é minha leitura atual e estou amando demais! Adoro ler livros que falem de outras culturas, então, já dá pra perceber que essa leitura está sendo um prato cheio, né? Rsrs...
    Confesso que li sua resenha por alto, pois, tenho alergia de spoiller (rsrs), mas, fico feliz que tenha gostado tanto a ponto de favorita-lo ... E concordo com você e, mesmo não tendo finalizado a leitura, recomendo pra quem curte enredos mais fortes, densos e que tocam fundo no coração.

    Beijos

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  21. Oi, tudo bem?
    Eu tenho visto muitos comentários sobre esse livro e estou bastante curiosa para ler. Acho interessante poder ver uma realidade que, mesmo tão próxima em termos de tempo em que ocorre, é tão distante da que vivemos. Se a realidade das mulheres no ocidente já é difícil, fico imaginando como deve ser nesses países em que elas não podem estudar, trabalhar e tomar decisões sobre a própria vida.
    Acredito que seja uma leitura muito interessante e intensa, principalmente por trazer as mulheres como protagonistas. Por outro lado, deve ser muito duro ler essa história e saber que é a realidade de muitas mulheres.
    Adorei a resenha e vou anotar a dica para ler em um momento mais tranquilo. Atualmente, estou evitando livros mais pesados.
    Beijos!

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  22. Olá, tudo bem? Acho que pelo enredo trazido já podemos imaginar um final não tão feliz, porém muito necessário na vida das pessoas para que possamos refletir sobre outras culturas, outros comportamentos e temáticas que talvez não vivemos. É um livro que sempre me interessou desde o lançamento. Sua resenha só me deixou mais ansiosa ainda. Adorei!
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

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  23. Oi!
    Já tinha visto essa resenha por aí e achei a história tão trágica, principalmente por ser muito real essa prática de se vertir de menino pra ter um mínimo de dignidade naquele lugar :'(
    Não sei se teria emocional pra uma leitura dessas, mas com certeza é um livro muito importante e que nos faz refletir muito

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  24. Olá!
    Esse é um dos livros que estou bem curiosa para ler nesse ano. Realmente é muito triste ver que em uma época tão moderna, mulheres de vários locais do mundo ainda são tratadas dessa maneira. Ótima resenha!
    Beijos.

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  25. Oi, tudo bem?
    O enredo deste livro é bem interessante, mas devo confessar que provavelmente eu não leria, não faz muito meu estilo.
    Bjs

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