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[Resenha] Quatro Soldados - Por Samir Machado de Machado

09 janeiro 2018


Título: Quatro Soldados
Autor (a): Samir Machado de Machado
Páginas: 272
Editora: Rocco
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Sinopse: Brasil, 1754: nos últimos anos da guerra contra as Missões Jesuítas, quatro jovens soldados têm seus caminhos entrelaçados. Um alferes que, ainda adolescente, recebe seu primeiro comando, um rígido e melancólico capitão de cavalaria, um desertor que vive do contrabando de livros e um tenente de motivações sempre ambíguas.
Em comum, possuem a mesma inquietação com seu papel no mundo, enquanto vão e vêm no espaço mítico e nebuloso da fronteira brasileira do século XVIII. Entre labirintos perdidos, animais fantásticos e viagens subterrâneas, entre o Iluminismo e o Terremoto de Lisboa, nenhum deles, nem mesmo o narrador, consegue passar incólume. Talvez nem mesmo você.

Quatro pessoas muito diferentes apesar de terem uma coisa em comum: nenhum deles saiu incólume de um desafio imposto pela vida. Ainda mais quando esta é vivida no Brasil colonial, na época do Terremoto de Lisboa e não muito depois da Guerra Guaranítica, um dos mais controversos episódios da História do Brasil. Talvez este seja o mais deles.


Licurgo, que desde muito cedo conheceu a rejeição familiar depois da morte da mãe no parto e se viu inserido jovem demais em uma rotina militar que decididamente não deveria ser para uma criança.

“O que posso te contar do jovem Licurgo? Ele era o irmão caçula com que todos precisam lidar, mesmo quando, no caso dos filhos únicos, a irmandade é promovida não pelo sangue, mas pelo afeto e pela amizade. Sempre ansioso por fazer parte de qualquer coisa em que se tome parte, pronto a demonstrar uma presteza e experiência que ainda não desenvolveu; sempre irritante e impertinente em sua insistência, mas, ao mesmo tempo, confiável e companheiro – tu confiarias a tua vida a ele, mas jamais deixaria que ele soubesse disso. E de Licurgo, em específico, pesava a opinião geral de que era um bom garoto, ainda apegado ao que lhe fora dito sobre o mundo, sem ter a oportunidade de testar suas certezas frente à realidade. Era fácil gostar dele, pois era fácil confiar nele: seus olhos, de um tom de mel quase doirado, brilhavam com a rara conjunção de espontaneidade e simplicidade a demarcar a retidão de seu caráter, um senso natural de decência para com os outros, comum aos que ainda não foram esmagados pelo mundo. Simplicidade e retidão: duas qualidades que com muita frequência são confundidas ou desmerecidas como ingenuidade. Contudo, ele podia ser inexperiente, mas não era ingênuo. – Pág. 13”

Antônio, um capitão de guarda que esconde suas origens nobres por motivos desconhecidos e por isso, tem de constantemente escapar de problemas envolvendo sua linhagem.

O Andaluz, cujo nome e origens ninguém conhece, mas todos conhecem seu ofício secreto. De contrabandear as melhores armas do mundo, pois elas fazem pensar. O último, alguém que mesmo com uma história triste de orfandade, não merece perdão por seus atos. E ele próprio muito provavelmente tenha consciência disso.

“– Vejo em vossa mercê o potencial para ser mais do que é, criança, mas digo-lhe por experiência que ser voluntarioso não basta para fazer-se um bom soldado. Ter iniciativa é um bom ponto de partida que a muitos falta, mas apenas útil quando condicionada pela razão e pela habilidade. Em outros tempos, já teria lhe cortado a garganta, mas, já que Portugal e Espanha agora são aliados, lhe dou algum crédito. – Pág. 52”

Primeira coisa a dizer sobre uma das mais recentes publicações da editora Rocco, Quatro Soldados: esse não é um livro para gente com estômago fraco ou sensível demais.

Segunda: se folclore brasileiro (Saci, Mula, Boitatá e outros) ou história não são seus assuntos favoritos, passe longe desse livro. Pois o autor, Samir Machado de Machado, não poupa detalhes históricos sobre os fatos reais que inspiraram esse livro, em especial a Guerra Guaranítica, que ocorreu em 1756, quando os índios que viviam nas missões jesuíticas se revoltaram contra o novo tratado que entregava as terras dos então Sete Povos das Missões (de todos eles, apenas quatro chegaram até hoje como cidades) para o domínio português.

Terceira e última: não espere personagens extremamente heroicos ou bonzinhos porque eles aqui não existem. Nem mesmo os “estereótipos de masculinidade” escapam de serem contestados no decorrer da história devido às atitudes de alguns personagens.

“O homem era imenso, um colosso. E para surpresa de Licurgo, trajava um surrado uniforme de oficial de dragões, sem divisas ou dragonas que identificassem um posto, o tom azul-claro já acinzentando de tão gasto. E como era alto! Somente agora, que estava de pé, percebeu o seu tamanho – provavelmente, chegava a cinco côvados de altura, quase tão largo nos ombros quanto uma porta, e musculoso como um touro. Moreno e de pele mais bronzeada do que os alvos padrões estéticos europeus talvez tolerassem, de cabelos curtos, deixava as suíças unirem-se à barba rala do queixo, mas raspava o bigode, ficando à moda de imperador romano, de forma que seu crânio compacto parecia emoldurado por um elmo. Na orelha esquerda, trazia um brinco de argola. O mais peculiar, porém, era que mantinha os olhos tapados, mas agia como se enxergasse perfeitamente através das viseiras. - Pág. 90”

Agora partindo para a história em si mesma, você sente amor, ódio, raiva, indignação, consternação, dúvida, mas não consegue ficar indiferente aos personagens e seus dramas tão comuns a todos os seres em qualquer época, especialmente sobre qual é o papel deles nesse mundo onde eles parecem somente peões em um jogo de poderes que pode ser fatal para todos os lados envolvidos. (Quem aí está sentindo aquele cheirinho de Game of Thrones?) É simplesmente impossível não ficar abismado sobre a que ponto as pessoas naquela época chegavam em nome do que queriam. O que fica mais evidente na terceira história das quatro que permeiam o livro, onde eu simplesmente não achei jeito de conter as emoções. A sensação de impotência e a raiva são tão grandes nessa parte que você se pergunta como o autor foi capaz disso e do que veio depois. Nessa parte posso claramente falar que Samir quebrou meu coração em pedacinhos que dificilmente vou juntar com rapidez. (Ainda mais agora que estou lendo Vulgo Grace de onde parei depois de ter ficado perturbada o suficiente por uns meses.)

“Terceira de quatro?”, vocês com certeza devem estar perguntando. A verdade simples e direta é que Quatro Soldados não é um único livro com uma história contínua. Eu diria que ele é mais um compilado de noveletas de menos de setenta páginas, já que o livro no total tem 272 e são pelo menos quatro tramas que não exatamente têm ligações umas com as outras, mas têm personagens em comum em pelo menos duas delas, além de um narrador cuja descoberta surpreende o leitor, pois ninguém exatamente esperava (eu inclusa), que fosse aquela pessoa.

“– Este túnel não foi escavado pelos escravos – comentou o Andaluz. – É cousa mais antiga. Deve ter sido esculpido sabe-se lá quando, talvez pelos índios, antes mesmo da colonização.
Licurgo aproximou-se da parede e a tocou. Era formada por rochas que, apesar de cortadas em ângulos irregulares, encaixavam-se à perfeição. Parecia-se cousa muito antiga, e imaginou que tipo de técnica ou ferramenta produziria aquele trabalho. Encontrou barris e uma mesa de madeira, sobre a qual largou sua lanterna. Velas de sebo pendiam de chifres de boi, pendurados em pregos nas paredes, e ele as acendeu iluminando um pouco o espaço. O túnel continuava a perder-se na escuridão, mas por ora não avançaram. O Andaluz interessou-se por um estojo de madeira sobre a mesa, que abriu com cautela: dentro, havia três fitas, de cores azul, vermelha e amarela, junto dum pedaço de espelho e um pente de casco de tartaruga. Espalhou os objetos sobre a mesa e os observou por algum tempo. – Pág. 116“

E o que falar, afinal, dos personagens? Se o Samir queria fazer a gente sofrer aqueles dilemas, ele conseguiu com sucesso. Se ele desejava deixar todo mundo “pistola”, conseguiu ainda mais notoriedade. Ainda, se ele queria insistir nos fazer odiar um personagem em específico, conquistou cinco estrelas e ainda evolui o domínio da capacidade de ser um total desgraçado. Em especial porque eu queria que esse bastardo tivesse um fim condizente com a conduta miserável dele, devo dizer, o meu único ponto contra com esse livro. Ainda, o autor nos faz refletir sobre uma porção de questões sobre “quem nós somos”, “o que queremos ser” e o que estamos fazendo para lograr tal objetivo. Isso sem contar que é muito difícil você não se perguntar: e se isso fosse comigo, o que eu faria? O escritor não faz questão de dar respostas, ele joga os fatos ali e as motivações e o leitor que se vire para pensar no resto.

O que eu considero uma jogada interessante, pois mesmo na História, nada é preto no branco e por mais sentimento que tenhamos, julgar as ações de modo arbitrário não é exatamente a melhor das ideias. Apesar de que no caso da Guerra Guaranítica, dificilmente você não quer escalpelar os soberanos da Espanha e Portugal e todo mundo que achou uma boa ideia massacrar milhares de indígenas inocentes. Claro que os jesuítas e índios não eram todos santos e mesmo eles tiveram seus erros, mas, isso não cria automaticamente uma justificativa para o que eles sofreram. Devo dizer, essas palavras valem para quem fica achando que um certo babaca pode ser presidenciável e para quem fica propagando discurso de ódio. Não vou mentir, esse livro me emocionou, me incomodou, me fez refletir. Me fez pensar.

“É com infância que começamos. A mais antiga lembrança que ele conseguia evocar: sua mãe – ou melhor, de estar de mãos dadas com a mãe, enquanto ela tentava lhe ensinar o minueto. Era ótima dançarina, disseram-lhe, foi dançando que conquistou seu pai. A memória de movimentos suaves e delicados, de passos dados na ponta dos pés e o dobrar dos joelhos a subir e a descer numa cortesia, era forjada. Não se recordava de fato da dança, mas da sensação de segurança do toque materno – o resto do quadro construíra em sua memória com detalhes adquiridos com o passar dos anos. A lição aprendida nunca o abandonou e, houvesse em sua vida maior profusão de bailes, exerceria mais aquela habilidade que, afinal, foi o que o tornara eficiente no manejo da espada. Que idade teria naquela época, quatro anos, talvez cinco? Quando menino, os ritos de cortesia e os gestos em uma dança pareciam-lhe cômicos, mas gravaram em si a percepção de que mesmo para movimentos tão casuais havia um método, e o conhecimento dos métodos regeria todas as formas que um homem possui para se relacionar com o mundo ao seu redor. – Págs. 143 e 144”

Novamente pensar em o que estamos fazendo nesse mundo, em como estamos construindo um novo para as gerações que virão, o quanto estamos nos permitindo influenciar por outros e não sendo nós mesmos. Ou como estamos criando essa nova leva de seres humanos e que tipo de herança estamos deixando, em especial os valores, que nesse livro são como águas turvas, difíceis de ver e complicadas de desvendar. Pois como diria o Poetinha Mário Quintana: Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas. (O Samir é meu conterrâneo, caso alguém esteja perguntando.)


Como li em e-book, não posso falar muito da edição física, mas se estiver no capricho que eu vi no digital, com certeza considerarei uma das edições físicas mais bonitas que a Rocco fez até hoje. Isso que eu já vi uns livros da editora que são verdadeiras joias. (Inclusive tenho versões das Crônicas Vampirescas, da Anne Rice que são lindíssimas!) Mas esse, em razão da sua edição muito única, com direito até a português do século dezoito na carta introdutória e em algumas palavras, simplesmente está maravilhoso. Se a editora queria se superar, ela novamente logrou o objetivo e eu espero que assim continue.

“Não estava preparado para aquela visão. Quando Coluna deixou o reino, deixou toda uma vida para trás. Ao chegar a Salvador, o velho continente não era mais uma realidade. Conforme descia mais ao sul, em direção a Sacramento, era como se tudo se apagasse atrás de si. Agora que, pela primeira vez, fazia o caminho inverso, o mundo parecia realmente ter deixado de existir, dissolvido na névoa. Névoa era tudo o que via. A terra acabava-se à sua frente, revelava-se em um penhasco cercado por um mar leitoso, de onde o cume das rochas despontava como ilhas distantes e inacessíveis, como se ali abaixo houvesse somente o limbo. Meu Deus, como era alto! E sabia-se lá quanto mais de terra havia abaixo daquelas nuvens. – Pág. 169”

Se eu recomendo a leitura? Releia o texto. Mas se ainda querem uma resposta: sim e com louvor, pois livro como esse ainda é raro nos dias atuais e acredito que a leitura de Quatro Soldados pode, e com certeza vai, encorajar muita gente a escrever mais livros assim.











Renata Cezimbra
Professora desempregada, leitora voraz,
escritora doida e vampiróloga amadora.
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22 comentários:

  1. Maravilhosa resenha, mas esse e genero que não me agrada, acho uma leitura arrastada sabe? mas para quem gosta com certeza e prato cheio ne 😊

    Eu vi o fisico de longe então nao posso falar nada dele pra vc...

    Bruna
    https://odiariodoleitor.blogspot.com.br

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  2. Oi Renata, adorei sua resenha pois deixa bem claro tudo que vc achou do livro e todas as resalvas para um leitor interessado em fazer essa leitura. Parece um livro incrivel, mas notei que não é o meu estilo. Não sei se faria a leitura, mas com certeza vou lembrar da sua resenha quando vê-lo.
    Bjs, Tell me a Book

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  3. Heiii, tudo bem?
    Acredita que nunca tinha visto esse livro na Rocco, inclusive pela capa nem diria que é da editora.
    Ao ler a resenha, me vi surpreendida pelo enredo e apesar de folclore brasileiro nao ser meu assunto favorito, me senti bem curiosa para ver a abordagem e de como o autor trabalhou a historia.
    Otima resenha.
    Amei a dica.
    Beijos.

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  4. Olá, tudo bom?

    Acho incrível que um escritor nacional tenha usado do nosso folclore e da nossa história para escrever um livro. E, ainda, baseado em uma época que quase ninguém se refere em suas obras. Por outro lado, criar personagens que não são perfeitos ou bonzinhos demais, nos mostra o outro lado, sabe? Acho ótimo quando um escritor consegue nos conduzir o ódio em relação a algum personagem específico. É uma pena que, no fim, ele não tenha conseguido um fim condizente .-.

    Enfim, adorei a resenha e agradeço a indicação :)
    Abraços.

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  5. Oiii Renata, tudo bem? Essa é a primeira resenha que leio sobre o livro, não conhecia!! Achei a proposta mega legal, mas foi seus comentários sobre a leitura que me despertaram interesse. Espero ter a oportunidade de ler e gostar bastante também :) Adoro livros reflexivos, que fazem o leitor pensar e questionar.

    Beijos!

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  6. Pelo visto é uma leitura enriquecedora, ainda mais por conter fatos históricos do nosso Brasil. Achei que era um texto único que reunia quatro soldados. Gostei de toda premissa dele, ainda mais por fazer refletir sobre algumas questões pessoais. Dica anotada.

    Beijos
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/

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  7. Oi, tudo bem?
    Pela resenha deu pra ver que o autor soube abordar bem o nosso folclore brasileiro, o que é muito bom de se ver hoje em dia alguém utilizando nossas histórias que existem há anos pra escrever alguma obra. Porém, acho que a leitura não é pra mim, apesar do livro ter poucas páginas, vejo que é um pouco monótono.

    Abraços,
    https://jovemcigano.blogspot.com/

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  8. Oi Td bem? Que resenha maravilhosa, parabéns! Adoro história do nosso folclore e por ser brasileiro, estou muito curiosa para ler, está anotado! Obrigado, bjs.

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  9. Oi, Renata! Sua resenha foi tudo de bom, estou doida por esse livro, agora! hahaha
    Gosto de livros que retratam nosso folclore, me deixam até meio saudosa. rs
    Dica anotada!
    Bjos
    Lucy - Por essas páginas

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  10. Oiii Renata

    Quanto tempo que não leio Machado. A última leitura foi o clássico Memórias Póstumas que, confesso, não se tornou meu livro do coração. Esse parece ser bem legal, pela ambientação e temática, me deixou com uma pontinha de curiosidade grande.

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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  11. Oiii tudo bem??

    Conheço esse livro de capa, mas não imaginava do que se tratava.
    Os três pontos que citou me trazem bastante interesse pelo livro, mas quando fala da questão de ser algo envolvendo índios e tudo mais, remete a um tempo que não li muito sobre, a não ser aqueles clássicos chatos que nos são enfiados guela abaixo na escola.
    Tenho que dar uma chance a esse livro e mudar meu conceito.
    Espero conseguir ler ainda esse ano, adorei a dica.
    Bjus Rafa

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  12. Olá Renata!!!
    Eu com certeza posso dizer que esse livro não é muito para mim, pois sim eu tenho o meu estômago fraco para leituras desse calibre.
    Porém, como fiquei feliz em saber que o livro faz a gente refletir e pensar no contexto do que a gente tem feito. Além disso, é bacana quando o autor se preocupa trazer um contexto histórico e traz fatos que realmente aconteceram.
    Parabéns pela resenha!!!

    lereliterario.blogspot.com

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  13. Oiie, tudo bom?
    Este livro me parece ser muito legal, principalmente pelo fato histórico do nosso brasil que ele aborda, amo livros assim. Vou ler com toda certea, bjs ^^

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  14. Oie :)
    É um livro bem diferente de tudo o que eu leio, infelizmente não faz o meu estilo. Entretanto, para quem gosta do assunto e de todo esse contexto histórico é um prato cheio.

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  15. Oiiii,

    A única coisa que eu não gostei foi da capa, achei ela meio confusa e com muita informação, mas achei muito interessante contar a nossa história, eu sinto falta disso nos livros literários, que falem sobre a nossa história e não a de outros lugares. Mesmo não sendo um livro para quem tem estômago fraco eu vou me arriscar a ler, já coloquei na listinha.

    Beijinhos...
    http://www.paraisoliterario.com

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  16. Oi Renata, sua linda, tudo bem?
    Ah, então não é para mim, por sou muito sensível e tenho estômago fraco,risos.. Mas gostei muito do fato de que o livro mexe com a gente e nos faz questionar nossa existência no mundo, o que estamos fazendo e o que deveríamos estar fazendo. Com certeza parece ser um bom livro. Sua resenha ficou ótima!!!
    beijinhos.
    cila.
    https://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  17. Olá Renata, eu não conhecia o livro, mas pelos seus comentários ele parece estar incrível e cheio de reflexões *-* Dica anotada.

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  18. Oii.
    Estou curiosa para ler esse livro desde que vejo você comentando sobre ele no grupo. Realmente o enredo parece ser diferente de tudo que já li e muito instigante e reflexivo.
    A resenha está maravilhosa como sempre.
    Beijos.

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  19. Apesar de fato de nao ser ligada muito a Historia, a resenha pode mostrar um pouco mais da Historia do livro, que acabou sendo chamativa pra mim. Nunca vi o livro, mas quem sabe se encontrar por ai...

    Beijos

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  20. Acho bacana que tenham sido inseridos contextos históricos e lendas no livro, de certa forma acabamos apagando a nossa história quando temos elementos demais para uma boa narrativa, né? Quem leu essa obra foi um colaborador do blog e ela não funcionou muito com ele,as vendo sua resenha me bateu uma curiosidade tão grande! Já quero ler. Adoro suas resenhas porque são sempre extremamente sinceras e dão as informações necessárias na dose certa.

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  21. Olá! Alguém me segure, outro pra lista de desejados. A capa é maravilhosa e, se eu já amo qualquer livro relacionado a um período histórico, quando é ambientado no Brasil me chama mais atenção ainda. Abraço!

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  22. Oi, tudo bem? Não conhecia esse livro, mas eu posso dizer que a sua resenha bem detalhada e sincera me deu curiosidade. Não costumo ler livros históricos ou relacionados a história do Brasil com muita frequência. Não sei exatamente porque ou se não procuro mesmo, mas de fato esse período é um dos que mais chama atenção e lembro da escola. Obrigada pela dica e resenha!

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