RESENHA DE A MULHER NA JANELA – POR A.J. FINN
RESENHA DE CONTAGEM REGRESSIVA – POR KEN FOLLETT
RESENHA DE UM SEDUTOR SEM CORAÇÃO – POR LISA KLEYPAS

[Resenha] O Homem de São Petersburgo - Por Ken Follett

14 março 2018

Título: O homem de São Petersburgo
Autor (a): FKen Follett
Páginas: 336
Editora: Arqueiro
Skoob || Goodreads
Compre: Amazon || Submarino || Americanas

Sinopse: A história pode estar prestes a mudar. 1914: a Alemanha se prepara para a guerra e os Aliados começam a construir suas defesas. Ambos os lados precisam da Rússia, que enfrenta graves problemas internos e vive na iminência de uma revolução. Na Inglaterra, Winston Churchill arquiteta uma negociação secreta com o príncipe Aleksei Orlov, visando a um acordo com os russos.
No entanto, o anarquista Feliks Kschessinsky, um homem sem nada a perder, está disposto a tudo para impedir que seu país envie milhões de rapazes para os campos de batalha de uma guerra que nem sequer compreendem. Para isso, ele se infiltra na Inglaterra com a intenção de assassinar o príncipe e, assim, frustrar a aliança entre russos e britânicos.
Um mestre da manipulação, Feliks tem várias armas a seu dispor, mas precisa enfrentar toda a força policial inglesa, um brilhante e influente lorde e o próprio Winston Churchill. Esse poderio reunido conseguiria aniquilar qualquer homem no mundo – mas será capaz de deter o homem de São Petersburgo?
Costurando com maestria a narrativa ficcional à colcha da História, mais uma vez Ken Follett fala sobre assuntos universais, como paixões perdidas e reencontradas, amores e traições, ao mesmo tempo que oferece uma visão precisa sobre os acontecimentos que mudaram o mundo para sempre.

É tempo de uma possível guerra envolvendo a Inglaterra. Alianças políticas estão sendo formadas e a sociedade vive em uma época onde mulheres são criadas longe dos problemas econômicos e sociais do país, ensinadas apenas a servir suas famílias e atender aos princípios da boa educação. É isso o que está descobrindo Charlot que, no auge de seus dezoito anos, está prestes a debutar. Entretanto, ao contrário de sua prima e melhor amiga, Belinda, Charlot não tem preocupações imediatas com arranjar um marido, ser dona de sua própria casa e ter filhos. Repleta de anseios maiores e uma vontade de desbravar o mundo, a filha do conde Walden e sua condessa, Lydia, encontrará dentro de si mesma instintos aventureiros e exploratórios que nem seus pais, tão pouco as imposições da sociedade serão capazes de conter.


"– Acha que vamos nos sentir diferentes depois que debutarmos? – perguntou Belinda.
Charlotte já pensara a respeito.
– Eu não me sentirei.
– Mas seremos adultas.
– Não vejo como um monte de festas, bailes e piqueniques pode fazer com que uma pessoa se torne adulta."

O que a jovem Charlot nem imagina, é que seus ideais talvez não tenham vindo do nada e que suas semelhanças com sua mãe possam ir muito além do que parecem. A mulher tranquila e centrada que se tornara esconde bem o passado escuro de Lydia. Uma vida de segredos, encontros furtivos e uma paixão avassaladora que ficara para trás... mas cujas peças pregadas pelo destino poderão aproximar dela outra vez, desenterrando sentimentos que ela julgava esquecidos e levando a guerra e o caos para dentro de sua própria casa.

"Pensou no marido com uma pontada de culpa – era raro pensar nele de outra forma. Não o amava quando se casaram, mas agora sim. Ele era forte, afetuoso, e a adorava. Sua afeição era constante e gentil, totalmente desprovida da paixão desesperada que ela conhecera no passado. Ele só era feliz, ponderou Lydia, porque jamais soubera que o amor podia ser selvagem e ávido.
Não quero esse tipo de amor, pensou. Aprendi a viver sem ele e ao longo dos anos foi ficando cada vez mais fácil. E não podia deixar de ser assim – já tenho quase 40 anos!".

Incumbido do assassinato do príncipe Aleksei, devido a questões políticas, o forasteiro Felix se aproximará dos Waldens, visto que a vítima é um dos sobrinhos do conde. O que nem um deles sabem é que, muito mais do que a vida de um jovem e os problemas de um país, são as convicções deles próprios que estão em jogo. Essa proximidade não planejada poderá desordenar todas as verdades em que Felix, Walden e sua família acreditam.







O homem de São Petersburgo traz uma narrativa em terceira pessoa, alternada entre os pontos de vista de todos os personagens principais.

Confesso que esse não foi, para mim, um daqueles livros que pegam a gente logo nas primeiras páginas. Não que eu estivesse achando ruim, apenas não estava vendo nele grande coisa. Mas até parece que um livro do Follett não seria grande coisa, né? Pois foi enorme! Particularmente, eu considero esse autor um dos melhores no quesito descrição. Consigo me transportar para cada um dos lugares e épocas que ele descreve e é uma sensação incrível. Bem como nos outros poucos livros dele que já li, esse não deixou a desejar nesse aspecto e foi um dos pontos mais positivos da leitura para mim.

Outra questão que merece ser citada é a forma cativante e realista como todos os personagens foram
desenvolvidos. Sempre gosto de comparar leituras de mesmo autor umas com às outras, e acredito que esse tenha sido o livro do Ken Follett que mais me fez sentir próxima dos integrantes da história. Charlot é uma garota que sempre quer mais, o que nos leva a viver altas emoções ao seu lado, vibrar, sentir indignação e aprender junto com ela. Seu pai, Walden, foi talvez o personagem que mais me surpreendeu, positivamente. Apesar de acostumado a seguir os padrões da sociedade, me causou grande empatia por sempre tentar compreender a filha e fazer suas vontades, mesmo não concordando com elas, além de todo o carinho que dedicou à família durante toda a história. Lydia, por sua vez, me despertou certa irritação em algumas partes, devido a sua luta consigo mesma e contra os instintos da filha. Parte disso, no entanto, foi compreensível e não fez dela uma pessoa ruim. E, por fim, há Felix, o personagem mais peculiar de todos. É quase um vilão, mas também o mocinho. Eu passei o livro inteiro sem saber se estava torcendo por ele ou contra ele. Tão carismático quanto Walden, na minha opinião, ainda que ambos possuam personalidades totalmente opostas.

Já em relação a pontos negativos, não encontrei a serem citados.

O homem de São Petersburgo é um enredo que engloba romance, drama, pitadas de ação e mistério, além de oferecer detalhes a respeito de acontecimentos históricos do país. Uma história sobre família, perdão, segredos e amores que sabem mesmo como tocar o coração da gente.








Isabela Rocha
Estudante de jornalismo. Apaixonada incorrigível pelas palavras.
Aventuro-me por todos os gêneros,
desde romances água com açúcar, até os temíveis terror / suspense.
0 Comentários | BLOGGER
Comentários | FACEBOOK

0 comentários:

Postar um comentário

 
© Galáxia de Ideias, VERSION: 01 - BLUE UNIVERSE - janeiro/2018. Todos os direitos reservados.
Criado por: Maidy Lacerda. Widget inspirado/base do menu por MadlyLuv
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo