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[Resenha] Uma Dobra no Tempo - Por Madeleine L'Engle

30 março 2018

Título: Uma drobra no tempo
[Uma dobra no tempo #2]
Autor (a): Madeleine L'Engle
Páginas: 240
Editora: HarperCollins Brasil
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Sinopse: Um clássico da fantasia e da ficção científica emerge!
Era uma noite escura e tempestuosa; a jovem Meg Murry e seu irmão mais novo, Charles Wallace, descem para fazer um lanche tardio quando recebem a visita de uma figura muito peculiar.
“Noites loucas são a minha glória”, diz a estranha misteriosa. “Foi só uma lufada que me pegou de jeito e me tirou da rota. Descansarei um pouco e seguirei meu rumo. Por falar em rumos, meu doce, saiba que o tesserato existe, sim.”
O que seria um tesserato? O pai de Meg bem andava experimentando com a quinta dimensão quando desapareceu misteriosamente... Agora, com a ajuda de três criaturas muito peculiares, chegou o momento de Meg, seu amigo Calvin e Charles Wallace partirem em uma jornada para resgatá-lo. Uma jornada perigosa pelo tempo e o espaço.
Uma dobra no tempo é uma aventura clássica, que serviu de inspiração para os mestres da fantasia e da ficção científica do mundo, agora adaptada para os cinemas pela Disney. Junte-se à família Murray nesta jornada, entre criaturas fantásticas e novos mundos jamais imaginados.


Esta é a história de Margaret Murry, mais conhecida como Meg, uma garotinha tão doce e feliz em casa quanto sinônimo de problema no colégio. Caracterizada por sua impaciência e teimosia, ela vive com a mãe, uma cientista renomada, e os três irmãos, sendo eles um casal de gêmeos e o mais novo e com quem tem uma ligação peculiar, Charles Wallace. Uma família completa... ou nem tanto assim. Há anos que Meg, juntamente com os irmãos e a tristeza silenciosa da mãe, vêm sofrendo a perda do pai que fora designado para fazer um trabalho em um lugar muito, muito distante. E nunca mais voltou ou deu qualquer notícia.

"— Por que você não subiu no sótão? — perguntou Meg ao irmão, falando como se ele tivesse pelo menos a idade dela. — Eu estava morrendo de medo.
— Venta muito no seu sótão — disse o garotinho. — Sabia que você ia descer. Coloquei um pouco de leite no fogão pra você. Já deve estar quente.
Como é que Charles Wallace sempre sabia tudo que se passava com ela? Como ele adivinhava? Ele nunca sabia — ou não dava bola para — o que pensavam Dennys e Sandy. Quanto às mentes da mãe e de Meg, por outro lado, era como se ele conseguisse sondá-las com precisão assustadora."

Entretanto, a bolha de conforto e amor na qual vivem Meg e sua família pode estar prestes a ruir quando, em uma noite tempestuosa, chega até sua casa uma estranha senhorinha, tanto em seus hábitos quanto em sua aparência. O pressentimento de Meg diz que a Sra. Quequeé não é alguém que devam receber assim repentinamente, em plena madrugada, mas Charles, que sempre parece saber de tudo, garante que eles podem confiar na tal senhora e em suas amigas, que segundo o garoto moram com ela, em uma casa tida como mal assombrada, perto dali.

"Vou ficar sentada mais um pouco, calçar as botas e, então, sigo meu rumo. Por falar em rumos, meu doce, saiba que o tesserato existe, sim.
A Sra. Murry ficou muito branca, estendeu uma das mãos para trás e agarrou a cadeira para se apoiar. Sua voz saiu trêmula:
— O que disse?
A Sra. Quequeé enfiou o pé na segunda bota.
— Eu disse — resmungou ela, empurrando o pé para dentro do calçado — que o tesserato — empurrou de novo — existe, sim. — O pé entrou na bota, e ela pegou seus lenços, cachecóis e chapéu e saiu apressada porta afora. A Sra. Murry continuou estática, sem se mexer para ajudar a idosa. Quando a porta se abriu, Fortinbrás entrou como um raio, arfante, molhado e reluzente como uma foca. Ele olhou para a Sra. Murry e ganiu.
A porta bateu.
— Mãe, qual é o problema? — gritou Meg. — O que ela falou? O que é isso?
— O tesserato… — sussurrou a Sra. Murry. — O que ela quis dizer? Como ela sabe?"

Tudo indica que a misteriosa Sra. Quequeé e suas amigas, Sra. Quem e Sra. Qual estão cientes do paradeiro do pai de Meg e Charlies e, acompanhados de uma inesperada amizade feita por Meg, as crianças serão induzidas pelas senhoras a embarcar em uma aventura repleta de suspense e surrealidade, em um planeta até então desconhecido chamado Camazotz, e onde habitam seres estranhos e perigosos, capazes de mudar para sempre a vida de Meg e sua turma. Porém, impulsionada pelo amor que sente pelo pai, a garota acredita que nada mais importa e que para encontrá-lo, tudo vale a pena.

"Sem aviso, Meg foi levada mais uma vez ao nada. Desta vez, o nada foi interrompido por uma sensação de algo frio e úmido, algo que ela nunca havia sentido. O frio ficou mais intenso, rodopiou em volta dela, através dela, e vinha recheado com um tipo de treva novo e estranho que era absolutamente tangível, uma coisa que queria devorá-la e digeri-la, como uma enorme e maligna fera de rapina.
Então, as trevas sumiram. Teria sido a sombra, a Coisa Escura? Teriam sido obrigados a atravessá-la para chegar ao Pai?"

Uma Dobra no Tempo é narrado em terceira pessoa, sempre do ponto de vista de Meg e dividido em 12 capítulos.









Há tempos não embarcava em uma leitura infanto-juvenil, este foi o primeiro livro do gênero que li esse ano e nossa, que coisa mais gostosa. Particularmente, o que mais me encantou em Uma dobra no tempo foram os próprios personagens, as crianças, com toda aquela inocência de infância, aquele jeito de transmitir amor que só elas tem. Me apeguei muito à Meg, que é uma garotinha de coração gigante e que costuma querer tudo para ontem, bem como tem mania de defender em qualquer circunstância as pessoas que ama. Seu irmão mais novo, Charles, também é um fofo e dono de uma esperteza um tanto sobrenatural que apaixona a gente. No geral, a família de Meg e Charles é inteira do tipo que nos faz ficar de coração quentinho e desejar estar lá, no meio de tanta cumplicidade. E, claro, ainda em relação aos personagens, eu não poderia deixar de citar as três senhorinhas mais doces e divertidas: Sra. Quequeé, Sra. Quem e Sra. Qual. A primeira com sua aparência esquisita e com sua voz de "portão que precisa de óleo", segundo definição de Meg, mas que costuma atuar como a líder do grupo. A segunda com sua forma de falar utilizando citações de livros, e a terceira com sua fala absurdamente arrastada. Cada uma com seu jeito peculiar me arrancou muitas risadas e me despertou um enorme carinho.






Outro ponto que eu considerei muito positivo no enredo foram as descrições. Na casa de Meg, por exemplo, faz muito frio, eles passam por um período de tempestade, ventania e trovões, e eu me senti como se tivesse sido transportada para lá. Em Camazotz as pessoas são vistas através dos olhos das crianças como estranhas, como se fossem robóticas, sem ser robôs. E eu pude sentir toda essa estranheza com eles, também, ainda que em nenhum momento ela tenha sido escrita de forma explícita.

Já em relação a pontos negativos, não encontrei a serem destacados.






Uma dobra no tempo é uma leitura leve que fala de amor, amizade e lealdade, uma fantasia repleta de inocência e boas risadas que eu recomendo para qualquer um que quiser aproveitar uma boa história infantojuvenil.








Isabela Rocha
Estudante de jornalismo. Apaixonada incorrigível pelas palavras.
Aventuro-me por todos os gêneros,
desde romances água com açúcar, até os temíveis terror / suspense.
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