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[Resenha] Beco da Ilusão - Por Mallerey Cálgara

17 abril 2018

Título: Beco da Ilusão
Autor (a): Mallerey Cálgara
Páginas: 280
Cortesia: Mundo Uno Editora
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Compre: Amazon || Americanas || Submarino

Sinopse: Meu nome é Sarah Wainness, mas este nem sempre foi o meu nome. É apenas mais um, entre tantos que já tive. Minha infância foi feliz e simples, como a de qualquer criança da minha idade e do meu bairro em Karnobat, Bulgária.
Éramos uma família de cinco irmãos, incluindo eu.
Papai, um homem muito bom, enérgico e religioso, frequentava a sinagoga, enquanto mamãe trabalhava em casa, cuidando de tudo e de todos nós.
Após recebermos uma herança de um tio falecido que morava em Berlim, mudamos para lá e, ao chegar, deparei-me com uma realidade totalmente diferente da que eu conhecia.
Meus sonhos desabrocharam em contato com a cidade. Um deles, tive que manter em segredo: eu queria ser bailarina. Sempre pegava as roupas da mamãe, escondida, e rodopiava no fundo do quintal, vendo tudo ao meu redor mudar. Isso me fazia feliz. Mas, um dia, meus sonhos desmoronaram e minha vida mudou completamente: os nazistas invadiram nossa casa, e fui levada para um lugar de prostituição.
Meu nome é Sarah Wainness e já morei no Beco da Ilusão.


Yidish era uma menina búlgara de nove anos quando sua família, de origem judia, foi agraciada pela herança de um primo falecido, uma gráfica em Berlim, a efervescente e bela capital alemã. O ano era 1931.

Um número somente. Nada de extraordinário. Se a Alemanha, desde o fim da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), não enfrentasse uma enorme crise econômica e moral e os judeus, desde muito antes, não carregassem consigo o peso de suas origens, alvo de desconfiança e preconceito desde tempos imemoriais, até do próprio Egito.

Dois anos depois, porém, um novo chanceler é eleito na Alemanha. Um austríaco com inúmeros planos de grandeza e um desejo de construir um Terceiro Reich. Ele passou à história como o maior genocida de todos os tempos e nem mesmo o pior dos insultos é capaz de definir a cretinice e a canalhice dessa figura chamada Adolf Hitler. Que nem de humano deve ser chamado.

"- Tudo o que a memória já amou ficou eterno. E entre tudo o que você poderia ser para mim na vida, a vida escolheu torná-lo saudade... - A voz soa trêmula, suspiro ao deslizar os dedos sobre o recorte de jornal contornando o rosto de Erdmann." - Pág. 11

O nazismo subiu ao poder então. No entanto, quem pagou o preço foram todos aqueles que não se encaixavam na pureza ariana com a qual esse monstro sonhava.

Yidish era judia. Outros eram comunistas, homossexuais, ciganos, negros, deficientes e qualquer um que não fosse o desejado pelo padrão estúpido imposto.

A então menina começou a ver cada parte de sua rotina desfazer-se diante de seus olhos. Nem mesmo à escola ela podia ir mais. Judeus não tinham mais direito a nada, nem mesmo a carregar o próprio nome. O pior, porém, ainda estava por vir e a agora jovem Yidish veria de perto todos os horrores dos campos de concentração nazistas e da própria Segunda Guerra Mundial. Viveria situações humilhantes e degradantes que nenhuma pessoa mereceria, menos ainda apenas por ter nascido e ser do modo como é.

Ela foi Dalina, Bertha e por último, Sarah. É a última, que no fundo é ainda aquela menina, Yidish, que sonhava com a liberdade e o balé, agora no ano de 1995, a narrar sua história de sobrevivência, nos fazendo andar pelo Beco da Ilusão.








A primeira coisa sobre esse livro é: ele é baseado em milhares de histórias reais. Nem todas com finais felizes.

A segunda coisa sobre ele é: a Mundo Uno Editora está de parabéns pela linda edição. A capa, belíssima, mostra um cenário belo e ao mesmo tempo desolado. A diagramação está muito bem feita, a fonte é de bom tamanho e excelente para leitura, combinando com páginas amareladas com a intenção de não cansar a vista. Especialmente para quem, como eu desde novembro, usa óculos.

A terceira e isso vai durar o resto do texto: esse não é um livro fácil de ler apesar da escrita muito fluida da autora mineira Mallerey Cálgara. Porque li todo em um período de pelo menos um dia, mas isso não significa que não foi sofrido porque foi.


"A situação começou a ficar pior para os comunistas quando o Reichstag foi incendiado. A acusação recaiu sobre eles com a alegação de que estavam conspirando contra o governo alemão. Após ouvir o noticiário e contar para a mamãe, ela desceu as escadas feito louca. Quase se jogou do andar de cima só para chegar embaixo mais rápido. Saiu gritando histericamente pelo Abner e por papai. Ambos saíram do escritório assustados com a gritaria." - Pag. 55


Sofrido ver que existiu um período da História Mundial em que uma única pessoa (eu ME RECUSO a chamar o Hitler de gente porque ele podia ser qualquer coisa, exceto isso) foi capaz de mover meio mundo a uma guerra só porque queria fazer da Alemanha um império e antes disso, privar toda uma população dos direitos mais básicos só por eles serem quem eram. E não foram só judeus. Quem leu a História mais a fundo sabe que homossexuais, ciganos, negros, deficientes e outras minorias sociais foram condenadas ao extermínio em massa em nome da supremacia ariana, conceito deturpado e preconceituoso no qual muita gente ainda hoje acredita. Nada menos que mais de 66 milhões de mortos. Os prisioneiros dos campos de concentração, os que morreram lutando como soldados, os que foram assassinados em invasões e outras tantas atrocidades cometidas. Não só pelos nazistas, devo dizer, e vou ficar apenas por aqui com esse tópico.

Mais sofrido ainda é saber que isso, por mais que muita gente conteste fortemente, foi feito com conivência do próprio povo alemão, que por décadas sofreu as consequências das suas escolhas erradas. Eu poderia dizer que eles mereceram? Poderia. Mas aí estaria sendo cruel com quem não merece porque votar errado todo mundo vota, até no Brasil. Devo dizer, somos o segundo país NO MUNDO a ter uma noção parca de realidade, segundo as estatísticas. Ainda, não é porque as pessoas do passado erraram que as do presente têm necessariamente que pagar apesar de muita gente, infelizmente, concordar com isso. Portanto, escutem isso: a História serve para que não repitamos os erros do passado, assim, não é justificativa para discriminar os outros usando insultos e agressões.


"Aos poucos minha visão fica turva e a imagem que passo a ter à minha frente é outra. Por um momento achei que poderia ser feliz, esquecer o passado, porém, as lembranças voltam para a apresentaçãodo segundo ato. A felicidade não existe*, é apenas uma ilusão. O que existe são as decisões que tomamos, e elas fazem com que os momentos se tornem preciosos." - Pág. 120






Lendo Beco das Ilusões, é nítida a extensa pesquisa que a autora fez para compor o livro e seus personagens, cujas atitudes e escolhas nos fazem amá-los, odiá-los ou ficar com sentimentos contraditórios com relação a eles. Ainda mais quando, no passar da trama, que se divide entre três fases diferentes, distribuídas em dezoito capítulos, descobrimos que mesmo no exército nazista existiam pessoas capazes de ter compaixão e empatia, inclusive ajudando prisioneiros a fugir, mas, sendo obrigados a cometer atos muito ruins para manter o disfarce e evitar serem descobertos. Ainda por cima, antes de cada capítulo há uma foto daquela época e uma frase do Hitler. Impossível não querer, como o próprio Erdmann narra no capítulo com seu ponto de vista, não querer ele vivo para matá-lo*² todas as vezes porque nunca nessa vida vi criatura mais odiosa do que esse "austríaco louco" (palavras de alemães, não minhas porque as que eu falo são bem mais pesadas).

"O dia passou se arrastando pela janela do carro. A chuva só nos atingiu com maior intensidade quando chegamos à fronteira da Alemanha. Usávamos o carro dos soldados que matamos. Quando vi seus corpos caídos, tive vontade de atirar mais. Queria que se levantassem para que eu pudesse matá-los de novo. Nunca pensei que pudesse sentir tanto ódio. Por um instante, eu os odiei mais do que ao próprio Führer." - Pág. 229

No livro, sendo a figura de Franklin, que tem um motivo muito especial para não apenas ajudar a protagonista, mas também muitos outros prisioneiros. Pensem em como era para ele conviver com todas essas atrocidades e ainda ajudar alguns prisioneiros mesmo sabendo que podia ser rechaçado. Pode ser que tenha sido pouca coisa, mas com certeza foi muito significativo a essas pessoas, que pelo menos puderam ter uma chance de seguir para uma nova vida longe daquele horror ainda que com muita dor no coração por aqueles que ficaram para trás.

Por sua vez, Sarah, a protagonista, vai narrando, com um olhar esperançoso e ao mesmo tempo profundamente abatido, os horrores que presencia e como se sente incapaz por não ser capaz de fazer tudo o que gostaria. Ela tem de se contentar em apenas ouvir as pessoas ou amenizar a dor delas com analgésicos que rouba dos armários. Isso sem contar que precisa se esconder sob outro nome e ocultar todos os sentimentos que afloram dentro dela se quiser sair com vida de mais um dia na insana guerra.

"Fiquei me perguntando o que aquelas pessoas indefesas teriam feito contra o Führer para merecem tal vida. A resposta surgiu num estalo. Nada. Não fizeram nada. Tinham apenas nascido." - Pág. 169 (Sim, eu devo ter visto essa quote umas quantas vezes nas resenhas que li sobre esse livro, mas vamos combinar, é uma pergunta que até hoje o mundo inteiro se faz por mais que a resposta pareça defintiva.)

Pensem agora na quantidade de cicatrizes psicológicas que não ficaram daquela época não só na mente dela, mas na cabeça de outros milhares da vida real que tiveram a sorte de escapar com vida dos campos de concentração. Imaginem essas pessoas tendo que conviver com essa dor, não raramente tendo episódios de depressão, insônia e outros e ainda saber que no mundo moderno existe gente que ainda pensa tão pequeno e baixo. Se isso não é motivo suficiente para se achar a guerra e o preconceito, sem contar as outras mazelas, as coisas mais insanas do mundo, então falhamos como humanidade.

Em Beco da Ilusão, seu título é justificado por uma razão que prefiro deixar para vocês descobrirem quando leiam, mas que é compreensível apesar de no início pensarmos que Sarah ainda vai ter que sofrer mais ainda. Não de modo direto, mas com a incerteza de não saber se vai viver até o dia seguinte, principalmente, porém, não tendo ideia se algum dia vai reencontrar os familiares de quem foi separada de modo tão cruel. O que, devo dizer, torna a leitura mais angustiante ainda, porque torcemos profundamente para que pelo menos uma pessoa ela possa rever e com esse alguém possa buscar uma nova vida em algum lugar longe daquele caos. Sem contar Erdmann, o rapaz por quem se apaixonou e com quem sonha em construir uma família feliz.

"– Ah, Yidish, minha Yidish! Ver você inconsciente foi aterrador. Me senti impotente. Mas segurei sua mão fria e fechei os olhos num desejo silencioso de que todo o seu sofrimento acabasse logo. Infelizmente você estava ali, delirante e febril, tão frágil e abatida, e tudo por minha culpa. Era imperdoável, mas tão real quanto a vontade de acabar com a minha própria existência. Minha amada, vê-la inconsciente sangrou meu coração e a dor foi lancinante. Temi que não se recuperasse e, se isso acontecesse, eu jamais me perdoaria. Não conseguiria passar por todas as atrocidades dessa vida cruel e miserável sem você que é meu porto seguro, minha esperança de dias melhores. Eu não teria forças para abrir os olhos a cada amanhecer e ver o sol brilhar sabendo que causei a sua morte. Ah, meu amor, depois de tanto velar o seu sono agitado, agora posso respirar aliviado. As lágrimas são de felicidade por saber que muito em breve a verei com a mesma alegria contagiante que eu tanto amo. – Detive meus olhos em sua boca perfeita e  fui capaz de ver uma ameaça de sorriso. – Yidish, como tive medo de perdê-la! Eu te amo!" - Pág. 216

Apesar dos personagens secundários serem poucos, eles são muito importantes para manter Sarah a salvo e com a mente no lugar. Eles mostram também que, apesar dos horrores impostos pela guerra, ainda existe lugar para o melhor da humanidade e que mesmo com todas as chances contra, a fé e a esperança ainda são importantes armas na luta contra a tirania e a maldade.

Por fim, se você deseja encontrar um excelente romance histórico que faça Game of Thrones e semelhantes parecerem surreais demais para serem de verdade, Beco da Ilusão é o livro que você procura e que a Lady Trotsky indica.








Renata Cezimbra
Professora desempregada, leitora voraz,
escritora doida e vampiróloga amadora.
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24 comentários:

  1. Já tinha visto a capa desse livro, mas nunca parei para ler a sinopse. E uau. Eu gosto bastante dessa temática, principalmente quando são histórias reais, para poder saber um pouco mais sobre a História. Eu gostei muito da sua resenha, ficou perfeita e apresentou pontos marcantes da obra e do que encontrar. Agora fiquei super curiosa para ler, apesar de saber que é uma história tão triste da nossa História. :(
    beijos
    www.apenasumvicio.com

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  2. Oi Renata, tudo bem? Olha, pela resenha parece ser mesmo um livro bem denso e difícil, daquele que eu particularmente preciso me preparar bastante pra leitura, pra conseguir absorver tudo. A história parece impactante e bem trabalhada. Não conhecia o livro, mas gostei do li no post e sua resenha está lindíssima! Parabéns!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  3. oie... eu curto bastante leituras ambientadas na segunda guerra,e sim, Hitler foi um fdp sem limites... infelizmente ainda hoje temos a legião de 'fãs' dele, e que ganham voz e vez na figura de um certo 'candidato' que me recuso a pronunciar o nome e que muitos que não estudaram História tão falando que vai ser a salvaçao do nosso país...enfim...

    sobre a leitura, tenho muita curiosidade em fazer. já ouvi falar do livro antes e ele tá um bom tempo na minha wishlist ^^
    bjs...

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  4. Oi Rê.
    Eu gosto muito de livros com esse tipo de enredo, mas sei bem como a leitura pode ser sofrida, por isso tenho que estar muito preparada mesmo para ler um livro assim. Lendo sua resenha imaginei tudo pelo que a personagem passou e o tanto de raiva e tristeza eu sentiria durante a leitura, principalmente sabendo que muito daquilo aconteceu de verdade.
    A resenha está excelente, como sempre e eu gostaria sim de ler, mas teria que me preparar para isso.
    Beijos.

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  5. Olá!
    Nossa esse deve ser o tipo de livro que tira da zona de conforto né. Deve ter sido uma leitura bem intensa. Não sei se leria porque se de ver que tem Hitler por aí já me causa arrepios. Mas gostei de conhecer um pouco das histórias presentes na trama através da sua experiência com a leitura.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  6. Olá!

    Sua resenha ficou ótima, parabéns!

    Muito obrigada pelo carinho e apoio ao meu trabalho! :D

    Depois dá uma passadinha no Skoob e deixa a sua avaliação.

    abs

    Mallerey

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  7. Olá, tudo bem? Menina, que livro super interessante esse, já estou procurando para comprar um exemplar para mim, eu gosto muito de livro baseados em histórias reais mesmo que elas não sejam tão felizes assim, me faz sair da minha zona de conforto e olhar os problemas das outras pessoas também. Amei a sua resenha, espero conseguir ler o livro em breve.

    Beijos e abraços
    http://vickyalmeida.blogspot.com.br/

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  8. Já tinha visto resenhas desse livro antes, mas confesso que apesar da incrível resenha que acabei de ler não é um livro que me atraia em nada para leitura, mas a temática dele é bem interessante, parabéns pela bela resenha.

    Beijos

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  9. Eu não tenho maturidade emocional pra ler um livro desse porte, acho que até hoje muitas pessoas querem saber o que passou na cabeça de Adolf Hittler, que como você mesma disse não pode ser chamado de humano de forma alguma! O livro parece ser bem intenso do começo ao fim, e até a capa transmite medo!

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  10. Oi, Renata!
    Menina, nunca que eu iria imaginar que esse é o enredo desse livro. Eu gosto de ler histórias que se passam na Segunda Guerra e esse entrou na listinha de leitura.
    Beijos
    Balaio de Babados

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  11. Oi Renata!
    Eu não conhecia a autora nem o livro, mas adoro ler histórias sobre a IIGM ou que se passa na época dela. Acho muito importante termos total conhecimento do que aconteceu, para não repetirmos o mesmo erro. Por isso que a história é tão importante!
    Mesmo sendo uma ficção, sabemos que histórias parecidas existiram e isso é muito triste.
    Adorei a sua resenha.
    Bjss

    http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com.br/

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  12. Olá, tudo bem? Conheço a autora por nome, no entanto não sabia da existência da obra. Vejo que é um enredo pesado, no entanto o assunto me interessa muito, e acho de extrema importância ser debatido. Dica anotada, e pelo final que fala que é melhor que GOT posso ter expectativas altas. Adorei!
    Beijos,
    http://diariasleituras.blogspot.com.br

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  13. Olá!
    Eu tenho ao mesmo tempo fascínio e rejeição sobre livros que falam sobre a 2ª GM. Ao mesmo tempo que gosto de ler sobre a época, conhecer mais sobre os acontecimentos, etc; passo a maior parte da leitura tendo crise xD
    Achei interessante esse, não conhecia nem a autora, nem a obra. Vou deixar na minha listinha, pra quando eu estiver boa pra ler kkkk
    E uma coisa, infelizmente, Hitler era um ser humano/pessoa. E sim, é triste e revoltante saber/acreditar que tem gente igual a ele, mas alguns humanos são monstros, e temos que conviver com esse fato na nossa espécie :(

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  14. Oi! Normalmente evito livros tão chocantes e intensos, principalmente se tiverem covardia e crueldade no enredo, mas abro exceções para os que falam do período da segunda guerra mundial, que considero a guerra mais selvagem e cruel. É realmente uma época que não pode ser esquecida, abominável, mas achei bem legal a autora mostrar que há esperança além da escuridão. Quero muito ler.


    Bjoxx ~ www.stalker-literaria.com

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  15. Olá nunca li nada relacionado essa maldade, mais tenho vontade não tinha ouvido desse livro mais vou anotar a dica

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  16. Oi, Renata!
    Já conhecia a autora, mas nunca tive a chance de ler nada dela. Fiquei super curiosa com o livro por abordar um tema bem denso e difícil. A autora deve ter tido um processo intenso de pesquisa para construir essa história. Fiquei curiosa e assim que tiver um tempo vou conferir essa leitura.

    Beijos,

    Rafa - Fascinada por Histórias

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  17. Oi Renata, mas que livro marcante foi esse. Uma vez teve uma exposição na faculdade onde estudo sobre o nazsimo e as pessoas que forma prejudicadas pelo regimento de Hittler. Realmente foram muitas pessoas perseguidas só por não serem dadas como a raça pura, segundo ele.

    Achei a Segunda Guerra Mundial umas das guerras mais repugnantes para mim. Eu sempre tive curiosidade de ler algum livro que abordasse esse tema. Esta anotado aqui no meu skoob para uma próxima aquisição.

    Parabéns pela resenha.

    Beijos

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  18. Oi Renata.

    Eu já tinha visto a capa deste livro, mas não sabia que ele era baseado em histórias reais. Isso aumentou minha curiosidade em adquiri-lo. Tudo que li na sua resenha mostra que o livro contém uma história bem desenvolvida. Parabéns pela resenha, fiquei bem curiosa.

    Bjos
    http://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com.br/

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  19. Olá, tudo bem?

    Não conhecia a obra e lendo sua resenha, achei a premissa interessante. Livros baseado em fatos reais não são meus preferidos, mas só de ler sua resenha tive um misto de sentimentos fortes, e fiquei com vontade de ler. Dica anotada com certeza!

    Beijos

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  20. Ao mesmo tempo que não gosto de histórias com guerras como pano de fundo, acho esse tipo de narrativa interessante, ainda mais quando são baseadas em relatos reais.
    Eu não conhecia o livro, mas fiquei interessado na leitura.

    Abraço!

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  21. Olá Renata,
    Já tive a oportunidade de ler esse livro e me encantar completamente com ele, com a construção da história e dos personagens. Eu AMEI, AMEI, AMEI cada parte desse livro e da realidade que a autora apresentou. Como você disse, é nítida a pesquisa que a autora fez para escrever esse livro. Acho que leria até a lista de supermercado da Mallerey.
    Beijos,
    https://www.umoceanodehistorias.com/

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  22. Oi.

    O final da sua resenha me deixou muito ansiosa para ler este livro. Eu também gosto muito de livros que tenha fatos reais inseridos na narrativa, isso torna a leitura ainda melhor. Já gostei da obra antes mesmo de lê-la e já anotei a dica.

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  23. Oi gente, como estão?
    Novamente sou gratíssima por todo o carinho recebido nos comentários e saibam que sem vocês esse blog não seria metade do que é, pois o incentivo de vocês é extremamente importante para continuarmos indo tão longe com esse sonho que ainda estamos realizando!
    Abraços e beijos da Lady Trotsky...
    http://www.galaxiadeideias.com/
    http://osvampirosportenhos.blogspot.com

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  24. Oi, tudo bem?
    Meu coração ficou apertado com a sinopse e com o decorrer da resenha, definitivamente a história é só o reflexo de muitas pessoas que viveram aquele momento horrível: a ausência de um final feliz. Sabemos que muita gente foi salva, mas diante de tantos outros que tiveram suas vidas destruidas. Já li várias histórias sobre a primeira guerra mundial, mas essa eu ainda não conhecia. Adorei a resenha. Beijos

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