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[5x5] Literalmente amigas - por Laura Conrado e Marina Carvalho

30 maio 2018


Hoje, na coluna 5x5, trago para vocês 5 motivos para ler um dos livros que já entrou para a lista dos melhores do meu ano e foi com certeza a leitura mais deliciosa que eu fiz nesse mês de maio, além, claro, de 5 quotes para vocês se divertirem e se encantarem tanto quanto eu. Estou falando do Literalmente Amigas, das autoras Laura Conrado e Marina Carvalho.



1) Acredito que, sempre que nos apaixonamos por um livro, grande parte disso se deve aos personagens e a forma como foram capazes de nos cativar. Sendo assim, preciso dizer que Gabi e Lívia já fizeram valer a minha paixão por literalmente amigas, ainda que eu tenha amado ele por tantos outros motivos também. São duas protagonistas extremamente diferentes no que se refere à suas personalidades, mas igualmente carismáticas, engraçadas, maluquinhas e cheias de amor. A cada cena minha vontade era de ser amiga delas e acompanhá-las pra sempre.

2) Não há como não amar um livro de narrativa leve, fluída, onde cada acontecimento se entrelaça tão bem com o próximo e que nos faz gargalhar e derramar umas lágrimas facinho. Eu terminei literalmente amigas sentindo grande admiração pelas autoras Laura e Marina, porque é surpreendente a forma como conseguiram construir uma história tão envolvente em que tudo se interliga, é impressionante como as narrativas de ambas as personagens estão no mesmo ritmo e há sintonia entre elas, mesmo que tenham sido escritas por pessoas diferentes.

3) O tanto que esse livro me fez rir certamente foi mais um motivo para tanto amor por ele. Gabi, com sua mente absurdamente avoada, faz umas reflexões às vezes que é impossível segurar o riso e que a gente fica se perguntando "meu Deus, de onde saiu isso?" inclusive, me identifiquei muito com esse lado dela. Lívia, apesar de ser um tanto mais séria, também dá umas viajadas às vezes e passa por umas situações embaraçosas, das quais eu não vou falar para evitar spoiler, mas que me fizeram rir muito.

4) Gostei muito das referências diversificadas que o livro traz. Há cenas de jogo de futebol, atos religiosos, detalhes da cultura japonesa. Sem falar nas referências literárias, claro, que são inúmeras e me fizeram recordar autores que eu mesma já li como Nora Roberts, Jorge Amado, Sophie Cyncela etc.

5) Por fim, como é que a gente não se apaixona por uma história que trata, principalmente, de duas das melhores coisas do universo, né? Amizades e livros. Eu também tenho amizades muito especiais que nasceram e se estreitaram no amor em comum pela literatura, o que me fez lembrar e me identificar com vários dos momentos de Gabi e Lívia. É um livro que me ganhou já nas temáticas centrais, só elas já seriam o suficiente para me deixar como ele deixou: literalmente apaixonada.



Agora, vamos aos quotes:


Subo as escadas do prédio segurando o riso para que os vizinhos não me achem a louca que gargalha sozinha. Okay, depois daquela semana que saí pedindo caixas de remédio vazias a todo mundo que eu conhecia — e não conhecia —, eles tiveram certeza de que não regulo muito bem das ideias, mesmo eu tendo explicado o nobre motivo da saga pelas caixinhas: uma exposição maravilhosa na qual usei as embalagens de medicamentos como livros, com poesias saindo de dentro delas, numa verdadeira “livroterapia”. Há remédio mais eficaz do que as palavras certas? Lotei meu Instagram de fotos da intervenção, que foi meu trabalho final numa disciplina do mestrado em Belas-Artes, na Universidade Federal de Minas Gerais, e de quebra fiz um post com fotos arrebatadoras para o blog Literalmente Amigas, que mantenho com minha amiga Lívia.
Ah, a Lívia e os memes que ela me manda durante o dia! É por causa disso que estou rindo sozinha, mesmo segurando quatro livros, uma bolsa pesada e os envelopes das contas que acabei de pegar na portaria.

Uma história de amor é como a história de um livro: a gente pode ficar fascinado pela capa e pela sinopse, mas só o desenrolar dos capítulos vai mostrar se a trama pegará ou não seu coração de jeito.

— Ráááá!! — grito e aplico um golpe de karatê na janela, que rapidamente cede à minha força.
Um vento inesperado invade meu apartamento pelo espaço agora aberto, balançando as peças que estão no varal. As roupas mais leves se agitam, e eu mal consigo me manter em cima da máquina para segurá-las. Logo percebo que pregadores têm utilidade além de prender trabalhos de educação artística infantil. As calcinhas que lavei à mão voam como se tivessem vida própria. Consigo recolher a rosa, que flutuava livremente na direção da janela junto com outras peças. Rapidamente, fecho o basculante e o vento cessa.
Meu varal e as roupas voltam para o lugar.
Desço da máquina com calma e acredito que o vento tenha me dado uma lição por querer xeretar a vida alheia.
Volto para meu quarto e penso no que vestir. Talvez Lívia e eu saiamos um pouco, mesmo com o risco de uma chuva torrencial. Aliás, que mal fará um banho de chuva? É só usar máscara à prova d’água nos cílios.
Escuto ao fundo meu celular tocar. Confiro no visor o nome já tão conhecido. Atendo e escuto uma voz calma falar:
— Amiga, tem uma calcinha verde-limão com o desenho da Hello Kitty na porta do seu prédio. Não tenho dúvida de que é sua, mas fiquei curiosa para saber o que ela está fazendo aqui...
É Lívia ao telefone — e minha calcinha voadora.

Sou obrigada a rever meu conceito ao me recordar do mais novo morador do meu prédio. Se eu fosse escritora, como será que eu o descreveria?
Puxo meu bloco de anotações, saco uma das inúmeras canetas que enchem minha caneca com a estampa de uma das capas de Senhora, do meu amado Alencar — presente da Gabi, que sabe o quanto amo essa história — e rabisco rapidamente os detalhes da aparência do meu vizinho — e que ninguém duvide da minha capacidade de observação, ainda que em tempo recorde:
Santiago poderia ser um ator daqueles programas de pegadinha. Colocam um cara absurdamente belo dentro de um elevador, sozinho com uma desavisada, e esperam pela gafe, que fatalmente vai ocorrer. Porque não é possível ficar indiferente a quase dois metros de pura gostosura: corpo torneado, demarcado pelo jeans ajustado à perfeição e pela camisa cuja gola meio esgarçada deixa entrever um tórax esculpido ao estilo de Rodin. Os cabelos, presos num coque cheio de atitude, são do tom que as areias da praia adquirem quando banhadas pelo mar. Mas o verdadeiro poder daquele homem emana de seu olhar, azul límpido feito céu de primavera.
Termino a descrição antes que fique ainda mais ridícula. Ainda bem que não sou escritora. Deixo o ofício para quem sabe usá-lo com responsabilidade.

mas minha sanidade mental não resiste e envio um áudio daqueles desabafando sobre a angústia de estar dividida entre sonhos.
Então, meu telefone toca.
— Capitu não traiu Bentinho. — É ela do outro lado da linha.
Respiro aliviada.
Apenas minha literalmente amiga entenderia o código de segurança que expulsa qualquer paranoia da minha cabeça.






Isabela Rocha
Estudante de jornalismo. Apaixonada incorrigível pelas palavras.
Aventuro-me por todos os gêneros,
desde romances água com açúcar, até os temíveis terror / suspense.
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