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[Claquete] O Vampiro da Noite (1958)

15 maio 2018

Sinopse: O estudioso de vampiros Dr. Van Helsing chega à cidade e descobre que Jonathan Harker foi mordido por Drácula. Forçado a enfiar uma estaca no peito do amigo, ele sai em busca da sua esposa Lucy e sua família, que agora também estão na mira do Conde. 
Título: O Vampiro da Noite
Título Original: Horror of Dracula
Lançamento: 1958
Duração: 78 minutos
Diretor(a): Terence Fisher
Gênero: Terror




Jonathan Harker, um bibliotecário inglês, foi contratado para catalogar os livros de um nobre que vive em um castelo antigo na cidade alemã, talvez austríaca, de Klanensberg.

Chegando ao seu destino, é recepcionado primeiramente por uma jovem que diz ser prisioneira do dono da casa e implora que ele a salve no exato momento em que o nobre em questão chega e se apresenta como Drácula. O inglês e o nobre em questão trocam cumprimentos e Jonathan, não muito depois, se vê trancado em um quarto, onde ele passará os próximos dias. Talvez meses.

Com na realidade um objetivo bem diferente de catalogar livros: matar Drácula. Que na verdade é um perigoso e sedento vampiro que há anos aterroriza os locais. Harker, por sua vez, é discípulo do Professor Van Helsing, um estudioso das criaturas da noite que aparentemente conhece Drácula de outros carnavais.

Na noite seguinte, porém, ao novamente se deparar com a bela mulher do dia seguinte, descobre, dse um jeito bem pouco amigável, que ela é a noiva do vampiro. Temendo ter sido contaminado com a terrível moléstia, resolve tomar uma atitude, mas acaba emboscado.

A partir desse momento, Van Helsing agora vai precisar usar de toda a sua astúcia para evitar mais vítimas e de preferência, matar Drácula de vez. Mas o vampiro também é astucioso e não desistirá tão rápido assim. Os dois, até o fim, lutarão para vencer essa batalha e talvez alguém ainda precise ser prejudicado para que isso aconteça.





Em oito de maio de 1958, a Hammer Films, uma produtora inglesa que surgiu nos anos quarenta, criava o boom vampírico que tinha começado no México em 1957: os vampiros não apenas usavam capa e terno desde Bela Lugosi, agora tinham também presas manchadas de sangue.





Além de mostrar ao mundo a imponência do alto de 1,93 m e o vítreo olhar do ator inglês Christopher Lee (1922 – 2015). Que apesar de toda a consagração que recebeu novamente anos depois, ao atuar nas franquias Star Wars, como Conde Dooku e Lord of the Rings, como Saruman, ambos vilões, papel que melhor desempenhava nas telas, nunca pôde ser dissociado de Drácula. Inclusive muitos fãs o consideram o vampiro de Bram Stoker. Embora a aparência cinemática desse filme que aqui comento destoe muito da descrição original do livro, que Lee usou em 1970, em Jess Franco’s Count Dracula, onde atuou com a musa suprema do diretor a espanhola Soledad Miranda. Que futuramente revisarei nesta coluna.





Ademais de colocar um novo Professor Van Helsing nas telas, já que Edward Van Sloan já era falecido na ocasião. Peter Cushing (1913 – 1994) foi o ator responsável por dar vida ao personagem nada menos que sete vezes, até 1974, quando The legend of Seven Vampires foi lançado, sendo um fracasso comercial e criticamente devido à mistura de vampiros com artes marciais. Mistura que acabou ficando popular em meados dos anos oitenta, quando umas produções muito cabulosas (que na sua maioria eram comédias cheias de sátira) vindas da Ásia aportaram por esses lados.




Falando agora do filme em si, a produção é muito bem feita, pelo menos para os padrões da época para um filme de “categoria B” (caso alguém não saiba, é a classificação para terror e semelhantes ou filmes com orçamento menor). Os cenários são bem desenhados e a fotografia é muito interessante. Além de ter mostrado sangue de forma explícita, coisa que não era nada comum em produções de terror. Devo dizer, foi a partir daí que os diretores começaram realmente a ousar nesse quesito, tanto que nos anos oitenta houve uma verdadeira explosão sanguinária, os slasher movies. No caso, as duas cenas de estaqueamento ocorridas no filme não são nada escondidas, embora a segunda seja bem mais explícita que a primeira. Inclusive a versão integral foi censurada na época do lançamento e só anos depois é que o corte completo pôde ser realmente visto.




Quanto ao elenco, a atuação não deixa nada a desejar apesar do roteiro muito simples, ainda que bem fechado, já que no final dos anos cinquenta, a maioria dos filmes tinha o único e exclusivo propósito de entreter o público e não oferecer mais do que estava na tela.

Tanto que eu poderia dizer que o filme seria perfeitamente esquecível (naquele tempo) se não fosse pelos ataques do vampiro, embate final entre Van Helsing e o vilão e a própria caracterização de Lee como o vampiro, que se tornou a imagem recorrente da criatura noturna. Até meados dos anos oitenta, quando os vampiros ganharam um guarda roupa mais variado e um visual mais de acordo com a moda atualizada. Além dos caninos muito bem projetados e os olhos injetados de vermelho, criando uma imagem realmente monstruosa que até então era inédita embora, como já comentei, esse detalhe já tivesse sido mostrado no México em 1957, quando lançaram El vampiro, mas sem o sangue que, em 1958, estava nas presas de Lee. Cuja imponência e capacidade de intimidar sem precisar fazer muito acabaram consagrando o ator como o intérprete de Drácula por excelência.




Por fim, sei que perguntarão se recomendo O Vampiro da Noite. Respondo que com certeza recomendo para quem quer conhecer como se fazia cinema antigamente. Mas se você é daqueles que gosta de um mainstream, esse filme é o que você procura e o que Lady Trotsky recomenda.






Renata Cezimbra
Professora desempregada, leitora voraz,
escritora doida e vampiróloga amadora.
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12 comentários:

  1. Muito legal estes filmes antigos porque eles usavam o potencial cenográfico sem aqueles estilos cheios de efeitos especiais. Eu fiz a cadeira de cinema e adorei por tudo o que aprendi vendo filmes e as cores e enquadramentos que eles usam. Muito legal o seu post.

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    Respostas
    1. MUITO obrigada! Fiz esse post com todo o amor que uma cinéfila pode possuir!

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  2. Olá, adoro filmes antigos assim eu e o meu marido sempre assistimos juntos, adorei seu post, vou anotar essa dica para o próximo dia de cinema em casa.
    Beijos

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  3. Olá, tudo bem?

    Adorei! Quero assistir! E, queira ou não, é um filme clássico, tanto pela época em que foi filmado, quanto pela história que retrata. Gostei das ponderações que fez, e realmente quero assistir. Drácula é um personagem que amo!

    Beijo!

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  4. Oi Renata.

    Adorei sua dica de filme, pois eu não conhecia O Vampiro da Noite e sua opinião despertou minha curiosidade. Principalmente por ser do cinema antigo. Parabéns pela dica e com certeza vou conferir.

    Bjos
    http://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com.br/

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  5. Oi, Renata.
    Bem legal essa sua crítica de um filme antigo!
    Mesmo não sendo fã de terror, os vampiros são meus seres sobrenaturais preferidos e adoro encontrar as diferentes representações e mitologias usadas ao longo do tempo!!
    Beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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  6. Oi Rê.
    Sendo sincera, eu não costumo assistir filmes antigos. Mas seu post despertou meu interesse, principalmente pelo conhecimento que você demonstrou. Fiquei com vontade de pesquisar mais sobre e isso é sempre bom.
    Adorei o post.
    Beijos.

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  7. Olá! gosto muito da temática vampiresca, embora de alguns anos pra cá, ela e mais outras tantas criaturas tenham sido romantizadas demais para venda, eu sempre fui fascinada. Gosto de filmes antigos porque achamos muitas obras primas que hoje são consideradas ultrapassadas. Adorei a dica de filme, ainda mais com Lee, que por seu papel em LOTR me conquistou de maneira a eu procurar saber sobre todos os seus trabalhos. Obrigada pela dica!


    Bjoxx ~ www.stalker-literaria.com

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  8. Olá, gostei muito de conferi suas considerações sobre o filme, tenho curiosidade de vê-lo não só pela popularidade do personagem no quesito vampiros mas também por me interessar realmente pelo cinema de décadas atrás.

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  9. Olá!
    Nossa que nostálgico. Suas dicas são um achado pra quem curte filmes de terror, com vampiros e sobrenatural. Não sou muito apreciadora desses filmes antigos, mas vou indicar pro meu pai que adora esse estilo.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  10. Gente eu não conhecia essa filme haha sou apaixonada por filmes antigos e com certeza vou dar uma chance a ele, adorei post moça.

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  11. Oi, tudo bem?
    Eu já sabia que o Christopher Lee tinha interpretado o papel do Drácula algumas vezes, mas ainda não tinha ouvido falar sobre ele. Gostei bastante do post e achei interessante saber das mudanças que ele representou, ainda mais na época em que foi feito.
    Não curto filmes ou livros de terror, por isso nunca me interessei pela história do Drácula e não tenho intenção de assistir esse filme. Mas, para quem gosta do estilo, parece ser uma indicação interessante.
    Beijos!

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