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[Resenha] A voz do Grande Chefe - por Felipe Pigna

08 maio 2018

Título: A voz do Grande Chefe
Autor (a): Felipe Pigna
Páginas: 560
Editora: Planeta de Livros (Sede Argentina)
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Sinopse: José de San Martín é um dos homens mais nomeados e mais homenageados da Argentina, mas por outro lado, um dos menos conhecidos em toda a sua dimensão. Com a minuciosa investigação e o estilo fluido que o converteram em um dos historiadores latino-americanos mais lidos, nesta nova obra, Felipe Pigna escreve a biografía do prócer máximo da Argentina. O autor indaga a possível origem mestiça do herói, sua rigorosa formação intelectual e militar, suas adesões ideológicas e projetos políticos, os questionados motivos de sua renúncia e seu estranho esquecimento final. A voz do Grande Chefe detalha os mitos e debates que rodeiam a figura de San Martín, para nos mostrar o homem público e privado em todas as suas dimensões.

José Francisco de San Martín y Matorras nasceu na localidade argentina de Yapeyú em 25 de fevereiro de 1778.
Muito cedo mudou-se com a família para Cádiz, na Espanha e lá começou a carreira militar com tão apenas doze anos de idade. Ninguém, nessa época teria imaginado que aquele jovenzinho, vinte e dois anos depois, voltaria à América do Sul com um propósito em mente motivado pela crueldade e arrogância dos reis da Espanha, além de tudo o que testemunhou e viveu como membro do exército espanhol: a libertação da América Espanhola dos colonizadores espanhóis.
A partir desse dia e mais de duzentos anos depois, o tempo seria o encarregado de fazer José de San Martín e sua incrível história ganharem o mundo.
O historiador argentino Felipe Pigna, em A voz do Grande Chefe, conta, em detalhes profundos e muitas vezes cheios de tristeza, a história de um homem que amou sua pátria, a um preço muitas vezes alto demais, como ninguém fez melhor.





Começo, amados orbitantes da Galáxia de Ideias, dizendo que um monte de blogueiras, recentemente, andam usando a seguinte frase com relação a alguns autores: que leria até a lista de supermercado.

Bem, orbitantes, cá estou eu dizendo A MESMA frase com relação ao historiador argentino Felipe Pigna, autor do que se tornou, até o momento, a minha leitura favorita do ano: La voz del Gran Jefe. Pois eu juro que leria até o pensamento do autor, se fosse possível. Porque não apenas a edição em e-book, a única possível de ler no meu caso porque o livro não foi lançado em português, é muito linda e bem diagramada, como também tem uma excelente fonte de leitura, com o tamanho ideal.

Porque A voz do Grande Chefe não é apenas uma biografia do prócer máximo da História Argentina. É um livro emocionante, para alegria e para a tristeza, dolorido, humano, de cuja leitura você dificilmente vai sair sem ter mudado pelo menos um pouco. Difícil de ler em uma sentada apesar da fluidez com que o Felipe Pigna conta a história de José de San Martín, ainda que as muitas cartas pessoais transcritas nas páginas deem aquela quebrada na narrativa, porém, elas são essenciais para entendermos a verdade por trás do mito. Porque na maior parte do tempo você sente como se pudesse entrar na própria mente do personagem, que se mostra alguém que certamente viveu traumas que com certeza foram decisivos para que ele se dedicasse, a partir de 1812, a um único propósito: libertar a América Latina do jugo da coroa espanhola.

Inclusive, lá em 1817, de 19 de janeiro a 8 de fevereiro, ele enfrentou nada menos que a própria e implacável Cordilheira dos Andes. Na época quase sem nenhum povoado ou até habitações que pudessem dar alguma ajuda ao exército composto de mais de 5000 homens e equipados com armas, animais e suprimentos a mais de 3.000 METROS DE ALTURA! Com o intuito de avançar rumo à independência dos países que hoje são parte da América do Sul, dos quais efetivamente ele libertou três: a Argentina, o Chile e o Peru, cujo vice-reino, na época, era o mais poderoso, que ficava na atual capital peruana Lima. Hoje, na História, El cruce de los Andes é considerado uma das maiores façanhas militares de todos os tempos. Mas claro que antes disso...

Pensemos em um homem que começou a carreira militar com apenas DOZE ANOS de idade. Em alguém que se viu, forçado pelas circunstâncias, a amadurecer cedo demais. Numa pessoa que viu de perto TODO o descaso com que os reis espanhóis tratavam os súditos e inclusive as incontáveis crueldades do exército de Napoleão, ainda que indiretamente. Simplesmente torna-se impossível ficar indiferente ao fato de que tantos inocentes foram chacinados pelo exército francês porque os soberanos que deveriam cuidar do povo só se preocupavam em manter o poder nas mãos. É de dar raiva ler, com a maior riqueza de detalhes possível, como os reis espanhóis basicamente deixaram o povo à mercê dos franceses. A indignação é tal que eu me perguntava como é que teve gente capaz de chamar o rei Fernando VII (#MALDITOSEJA) de “O Desejado”. Nessa parte eu só ficava me perguntando onde estava a vergonha na cara do pessoal nessa vibe louca.

Sem imaginar que algo MUITO PIOR me esperava na parte em que finalmente Don José vai para a América. Claro que bem antes disso, Felipe Pigna faz uma enorme contextualização da época, para que possamos entender claramente como realmente funcionava a cabeça do San Martín, pois até 2014, ano de publicação da obra, não existia uma biografia do prócer (acredito eu que ele odiaria fortemente esse rótulo se estivesse vivo) que realmente mostrasse o ser humano José Francisco por trás do General Libertador San Martín. Porque gente, vamos reforçar o que já falei no meu post sobre Beco da Ilusão (resenha aqui): não é porque você segue ordens que necessariamente você concorda com o que está sendo dito e a História serve para que não cometamos os mesmos erros novamente. Ainda, todo e qualquer personagem histórico, antes disso, era uma pessoa com defeitos e qualidades.

No caso de San Martín, eu honestamente acredito que, pelo que pude entender da leitura, ele era realmente uma pessoa muito bondosa e fortemente dedicada àquilo que acreditava, ainda que ele tivesse um defeito, que honestamente também tenho: esperar que todo mundo se dedique com o mesmo afinco quando sabemos que isso geralmente nunca é assim. Claro que ele tinha alguns “rasgos” (defeitos típicos) daquela época, mas, todo mundo que lê um livro de História ou até romance de época fictício, tem que entender que as coisas naquele tempo “funcionavam” de outro modo. Uso funcionavam com aspas porque a coisa nunca foi realmente assim e Pigna, sem medo de polêmica, mostra que muita gente daquele tempo que foi ligada com San Martín não era nada santa. Sem contar as partes sobre as repressões que os vice-reis faziam com relação às rebeliões americanas de antes da chegada do San Martín, o que contribuiu para que eu desejasse com ainda mais força que eles estejam todos no colo do Capeta. (Busquem no Google e como eu, fiquem de estômago revirado de repulsa.)

Bernardino Rivadavia e Carlos de Alvear sendo duas dessas ligações e com certeza OS PIORES vultos históricos desse livro. O primeiro, só se importava com Buenos Aires, na parte econômica e com o próprio rabo e estava pouco ligando se ia acontecer uma desgraça caso o San Martín não tivesse empreendido a Travessia da Cordilheira dos Andes (El Cruce de los Andes, que tem um livro somente para ele e que se Deus quiser, lerei, do mesmo autor. Cujo fato comentei mais acima.). Como ele chegou a ser presidente, é uma pergunta que eu ainda estou me fazendo por mais que a resposta eu já saiba. O segundo, eu confesso que nem Freud, Jung ou qualquer corrente psicológica conhecida explica a sociopatia psicótica desse homem porque fica muito claro que o ódio do Alvear pelo San Martín era doentio, horroroso, obcecado. O que fica MUITO evidente quando Felipe Pigna transcreve vários parágrafos do panfleto Primeira parte da vida do General San Martín, cuja leitura me revirou o estômago, mas também me fez chorar muito porque fiquei certa de que Don José jamais mereceu todo o sofrimento que veio a passar por conta dos detratores que se dedicavam com afinco a fazer dele uma figura má.

A cada avanço na leitura de A voz do Grande Chefe, a minha alma chorava como nunca achei que um livro histórico-biográfico fosse capaz de fazer e isso que li livros que me deixaram com as emoções à flor da pele. Mas esse me quebrou o coração em milhões de pedaços enquanto me encaminhava para seu fim porque, apesar de todos os pesares, ele jurou NUNCA derramar o sangue dos próprios conterrâneos e cumpriu, mesmo com todos os revezes, esse juramento até o fim dos dias dele, mas nunca deixando de se preocupar com o país que ajudou a construir ainda que fosse obrigado a ler desaforos que outros falavam dele. Além de ter sido um pai exemplar e um avô profundamente dedicado às duas netas que, junto com a filha, se tornaram as razões da alegria dele quando ele precisou escolher entre continuar arriscando a vida ou se tornar o pai que a filha precisava depois que a menina ficou órfã de mãe, morta de tuberculose em 1823. Mesmo que isso tenha custado ao general um exílio perpétuo na Europa, onde ele viveu na Bélgica e na França, onde morreu cego aos 72 anos de idade, em 1850.

Até aqui, estou dizendo tudo o que senti lendo essa biografia, mas sendo honesta, essas minhas palavras nem perto chegam da sensação de ler o livro por si mesmo ainda que eu espero que possam compreender, por essa resenha, o porquê de eu ter amado tanto ele.

Portanto, se querem treinar o espanhol de vocês e conhecerem uma figura tão maravilhosa, além de depois da leitura não mais serem as mesmas pessoas, A voz do Grande Chefe é o livro que você procura e que a Lady Trotsky indica.






Renata Cezimbra
Professora desempregada, leitora voraz,
escritora doida e vampiróloga amadora.
25 Comentários | BLOGGER
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25 comentários:

  1. Tudo bem? Não conhecia o livro, infelizmente dessa vez passo a dica. Apesar de seu excelente texto estou em uma fase diferente de leituras.
    Não curto biografias.Raramente as leio.
    Fico contente que a leitura tenha conseguido te atingir dessa forma, é muito bom quando isso ocorre.
    Beijos.

    www.alempaginas.com

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    1. Oi, querida, tudo bem?
      Honestamente, seria uma excelente chance pra tu mudar de ideia, ^^. Esse livro é uma das melhores coisas que já li na vida!

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  2. Olá
    Juro que quando vi que se tratava de uma biografia desanimei na hora, mas você fala tão bem do livro que dá até curiosidade em ler.
    Um dia quem sabe dou a chance.
    Beijuh

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    1. Oi! Como vai, xará? XD!
      Não tenha medo, pode ir que vai valer a pena! Duvido que saias da leitura a mesma pessoa que entrou.

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  3. Por mais que o livro tenha te agrada tanto aponto de você desejar ler os pensamentos do autor, confesso que não me chama muito atenção por ser uma obra biográfica de alguém que eu não conheço, o que pode ser uma coisa boa, já que lendo esse livro eu aprenderia muito sobre San Matíni e a Argentina, ainda mais sabendo que a leitura te tocou profundamente, então fico em cima do muro, talvez devesse ler.

    Abraços.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/

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    1. Do meu coração, eu posso te falar que essa leitura vai te fazer pensar MUITO sobre o que estamos fazendo hoje para mudar o amanhã e como as nossas atitudes refletem na vida dos outros na maior parte das vezes. Com sinceridade, é uma leitura que faz da gente alguém muito melhor.

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  4. Olá,

    Eu amo livros de biografia, e esse parece ser bem emocionante. Não conheço absolutamente nada sobre a vida do general San Martín, e fiquei bem interessada.... mas sei quase nada de espanto, será que vale arriscar?

    Beijos e parabéns pela resenha.
    www.blogancoraliteraria.blogspot.com.br

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    1. Ana Claudia, do fundo do meu coração, pode ter certeza de que vale MESMO a pena! Não irá se arrepender da leitura!

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  5. Oi Renata! Eu conheço um pouco sobre San Martín, mas claramente não o suficiente.Como professora de espanhol adoraria ler o livro em espanhol e conhecer um pouco mais dessa figura tão importante!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  6. Olá, tudo bem?

    Confesso que leio biografias muito raramente, e que são poucas que conseguem me despertar o interesse ao ponto de desejar lê-las. Mas é bacana ver quem curte e consegue mergulhar e aproveitar bem a leitura. Não conheço o personagem da história real contada, mas confesso que a premissa não me chamou muito a atenção. No entanto, que bacana que você curtiu tanto, e que o autor, apesar de estar trazendo uma biografia, conseguiu fazer com que flua bem para o leitor.

    Beijo!

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  7. Oi Renata!
    Eu não conhecia o livro, mas como só tem em espanhol, fica também difícil de conhecer. Como não leio em espanhol, não tem como ler, mas também não fiquei muito interessada em conhecer um pouco mais da história desse personagem tão importante para a Espanha.
    Portanto, dessa vez, passo a dica.
    Bjss

    https://umolhardeestrangeiro.blogspot.com.br/

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  8. Olá! Que resenha mais cheia de detalhes, tão completa e maravilhosa haha <3 Infelizmente eu não sei espanhol para ler esta obra e não vou entender bulhufas mas pela sua resenha deu para entender que trás muito da história do país e que de fato deve ser altas emoções saber que tudo isso de fato faz parte da realidade.. Amei a dica!

    Beijos,
    Conta-se um Livro

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  9. Ei Renata tudo bem?
    Não é meu gênero de leitura livros histórico-biográfico, mas achei bem interessante a resenha, mas que infelizmente para pessoas que amam livro nesse estilo não tenha ainda ele em português.

    Bjus** http://imagine-livros.blogspot.com.br/

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  10. Olá, tudo bem?
    É tão bom quando lemos um livro e gostamos tanto que queremos ler tudo mais que o autor escreveu. Confesso que eu não conhecia esse historiador e nem tinha ouvido falar sobre José de San Martín, mas nunca tive muita curiosidade pela história da Argentina, então, não sei praticamente nada sobre as personalidade importantes de sua história.
    De qualquer forma, gostei de ver o quanto esta leitura te tocou, mesmo se tratando de uma biografia. Parece que a história de vida dele foi realmente emocionante e que o autor fez um excelente trabalho retratando a vida dele.
    Infelizmente, não é uma leitura que me atraia e também eu não tenho facilidade para ler em espanhol, então, vou passar a dica. Mas adorei sua resenha e fico feliz que você tenha gostado tanto da leitura.
    Beijos!

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  11. Quando é uma história que me interesse eu curto muito ler biografias, eu não conhecia ainda esse livro e fiquei curiosa com a leitura, gostei de ver a sua impressão e espero poder ler a obra em breve.

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  12. A primeira coisa é que não entendo uma palavra de espanhol... O que tornaria a leitura do livro impossível. Mas tambem não curto obras com toda essa presença da história, nem biografias de quem não sei quem é, e muito menos qualquer tipo de livro que me embrulhe o estômago...
    Então esse não seria mesmo pra mim. Mas fiquei impressionada com a sua resenha e com o quanto a obra mexeu com você

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  13. Oi Renata.

    Apesar da sua resenha despertar interesse pelo livro, eu não conhecia essa biografia. Vou adicionar na minha lista de desejados, pois ás vezes, eu gosto de ler biografias. Parabéns pela dica.

    Bjos
    http://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com.br/

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  14. Essa coisa de "ler até a lista de supermercado" começou lá atrás, com o lindo do John Green em A Culpa é das Estrelas. Super te entendo em se envolver de primeira com um autor e espero que as próximas leituras dele sejam tao intensas quanto esta.
    beijos

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  15. Ola, resenha sensacional. Fico muito contente ao ver leitores gostando tanto assim de biografias, com certeza é um sinal de que o autor fez um bom trabalho, acredito que ainda não conhecia José de San Martín mas pelo seu post já fiquei curiosa para ler esse livro também.

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  16. Olá! Não conhecia nada sobre o livro ou José de San Martín. Pelo seu entusiasmo, dá pra notar que o autor fez um ótimo trabalho de pesquisa para contar sobre a vida deste homem. Não sou uma leitora de biografias, mas achei a dica valiosa e se tiver a edição em português algum dia, quem sabe não realizo a leitura. Parabéns pela resenha!


    Bjoxx ~ www.stalker-literaria.com

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  17. Oie...
    Gostei bastante de acompanhar os seus comentários sobre a obra e, inclusive, fico feliz que a leitura tenha sido tão prazerosa e satisfatória pra você, porém, não curto biografias, portanto, passo a dica.
    Bjo

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  18. Oi Renata!
    Acho muito interessante suas dicas de leituras. Não conhecia sobre San Martín, mas gostei de ver que o autor trouxe um bom apanhado sobre sua vida e carreira. Por sua resenha dá pra ver que é uma ótima dica para fãs de leituras biográficas.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  19. Olá!
    Esse livro parece que realmente mexeu com você, mas eu sinceramente não senti vontade de ler. Livros históricos nunca me chamaram atenção, acho que por isso não me interessei, por mais que a história dele pareça ser comovente.
    Beijos,
    Nay
    Traveling Between Pages

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  20. Não conhecia o livro, não sou muito de ler biogragias, mas algumas sempre nos chama atenção e foi o caso dessa... Adorei ler a sua opinião, dica adica anotada!

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  21. Uau, que livro interessante! Confesso que eu não conhecia essa obra, mas fiquei bastante curiosa, principalmente por conta desses relatos históricos e o quanto ele mexeu com você. A sua resenha está incrível, vou anotar na minha lista de leitura, com certeza. Bjss!

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