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[Defesa literária] O estranho – por Kristen Ashley

19 julho 2018
Título: O estranho [O homem dos meus sonhos # 1]
Autor (a): Kristen Ashley
Páginas: 576
Editora: Fábrica 231
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Compre: Amazon

Sinopse: Primeiro da série bestseller O Homem dos Meus Sonhos, da norte-americana Kristen Ashley, que chega ao Brasil pela coleção erótica Violeta, "O Estranho" conta a história de Gwen Kidd, uma mulher bonita, atraente e determinada, que se entrega a um relacionamento peculiar com um perfeito sedutor que aparece todas as noites em sua cama, envolvendo-a num excitante jogo de sensações, e a deixa sem que ela perceba, antes do amanhecer, sem que ela saiba ao menos o seu nome. Mas quando Gwen precisa ajudar a irmã, que se envolveu com uma gangue da pesada, e as duas passam a correr perigo, o lado protetor de seu amante misterioso vem à tona. Será que aquele louco relacionamento pode se revelar algo bem mais complexo?



Olá orbitantes.
Hoje venho aqui fazer algo que nunca imaginei que faria: defender um livro de uma resenha que eu mesma escrevi (QUE FASE!!!!!).

Depois que eu publiquei a resenha sobre o livro O estranho recebi um monte de comentários, a maioria de pessoas afirmando que não leriam o livro por conta de alguns elementos que destaquei no decorrer do meu texto, e me senti mal por isso, porque definitivamente minha intenção não era desestimular as pessoas a lerem essa obra.

Assim, decidi reler meu texto e percebi algumas coisas: normalmente, em uma resenha, destaco os pontos positivos e negativos do livro, e claro, esses são aspectos subjetivos, questão de gosto pessoal, por isso menciono o que gostei ou não e explico o porquê. E costumo ressaltar também aspectos que sei que algumas pessoas poderiam não gostar.  

Só que, nessa resenha em específico, por temer soltar algum spoiler, eu acabei deixando algumas coisas não muito claras. Por isso, venho por meio deste post fazer algumas retratações e esclarecimentos. Deixando claro que esse texto não contém spoilers do livro! Então, bora lá?



1. Livro erótico?

A referida resenha recebeu comentários como: “capa e título típicos do gênero, que não leio, por isso passo a dica”. O que é normal, ninguém é obrigado a gostar de determinado gênero. Apesar de que deixo claro durante a resenha que não acho que o livro deveria ser enquadrado no gênero erótico, porque tem poucas cenas eróticas e elas não são muito detalhadas, sendo um livro mais focado no romance, com uma boa dose de ação. Mas, novamente, ninguém é obrigado a gostar e muito menos a querer ler o livro. 



2. Mocinha pamonha?

O que mais incomodou as pessoas que leram a resenha (e a mim mesma durante a leitura) foi o fato de a mocinha perder a vontade própria quando está frente a frente com um homem bonito. Eu até chamei a mocinha de pamonha durante a resenha e confesso que não gosto de mocinhas muito bobas, mas essa está longe de ser a pior que já encontrei. 

Na verdade, eu tenho uma gradação para mocinhas bobas. E abaixo da mocinha pamonha está a mocinha alface. E sim, é uma referência ao livro Perdida da Carina Rissi, quem leu vai entender. A mocinha alface é aquela inocente e virginal, totalmente submissa e moldada pela vontade do mocinho. Exemplares dessa categoria são a Ana de 50 tons de cinza e a Júlia de O inferno de Gabriel.

A Gwen, de O estranho, eu categorizei como pamonha. E expliquei mais ou menos os motivos porque não queria correr o risco de soltar spoiler, entretanto, tendo em vista a natureza dos comentários, eu deveria ter me explicado melhor. Então vamos lá:

A irmã da Gwen arrumou confusão pesada mesmo com algumas gangues e estava fugindo da polícia E dessas gangues. Então os membros dessas gangues (sim, mais de uma) começaram a ameaçar a família dela, para obrigá-la a sair do esconderijo, o que colocou a Gwen e os pais em perigos VERDADEIROS.

Nisso, a Gwen estava há um ano e meio dormindo de tempos em tempos com um homem que ela nem ao menos sabia o nome, mais casual impossível. Só que quando a segurança da Gwen começou a ser de fato ameaçada, e aqui estou falando de tiroteios, explosões, incêndios, e coisas do tipo, esse homem apareceu para salvá-la, demonstrando saber tudo sobre a vida dela. 

E a Gwen ficou extremamente irritada com a situação, de não saber nada sobre aquele homem e ele aparecer do nada, querendo mandar nela, aparentemente pelo bem da sua segurança, demonstrando saber tudo sobre a vida dela, sendo que ela não sabe nada sobre ele (nem mesmo qual a profissão que o permite conseguir protegê-la tão bem e ter “amizade” com policiais E membros de gangue). Então ela decide afastar-se dele e não aceitar a ajuda que ele oferece.

Até aí uma mocinha de respeito, certo? Então por que a chamei de pamonha? O Estranho a ignorou totalmente quando ela disse que não queria sua ajuda, e instalou sistema de segurança completo na casa dela, o que incluía câmeras, e colocou escolta para protegê-la. E as tentativas da Gwen de impedi-lo e impor sua vontade foram, no mínimo, débeis. Mas o que me incomodou mesmo foi o lenga lenga, porque ela estava “decidida” que não queria mais ficar com ele, mas era só ele aparecer que ela caia nos braços dele de novo. Ele ia embora, ela “decidia” de novo que não queria mais, daí o ciclo recomeçava. E ficou nisso até mais ou menos metade do livro. Assim, eu só fui realmente conhecer e começar a gostar dos personagens quando esse lenga lenga acabou.

Deixando claro, essa primeira parte, que tem esse lenga lenga todo, é a parte que tem mais ação, o que compensa um pouco. Então não fica focado só nas indecisões emocionais desses dois.

Mas, voltando ao que eu estava comentando, já pensaram se todos os autores criassem somente mocinhas fortes e bem resolvidas, que não se deixam levar pelos sentimentos? Além de irreal, com o tempo ficaria chato.

E, só para resssaltar: a Gwen não abandona toda a sua vida para ficar com o estranho. Ela continua tendo um emprego, totalmente independente dele e no qual ele não se envolve, continua tendo amigos (homens e mulheres) e continua tendo uma convivência saudável com a própria família e outras pessoas, sem a interferência dele. O que me leva ao próximo ponto.



3. Mocinho mandão e possessivo?

Escrevi na resenha que o Estranho é mandão e possessivo e as pessoas logo devem ter imaginado um Grey, de 50 tons de cinza, da vida. Mas o Estranho não é bem assim.

Sendo sincera, fiquei incomodada com as coisas que ele fazia em nome da segurança da Gwen, como instalar câmeras na casa dela e colocar alguém para vigiá-la 24h por dia. Mas tenho que admitir também que, no contexto criado pela autora, tais medidas são aceitáveis, até porque salvaram a vida dela mais de uma vez, e a situação que ela estava era realmente perigosa.

E ele não é possessivo e ciumento no sentido de querer controlar cada aspecto da vida da Gwen, mas lembram que eu comentei lá em cima que ela perdia a vontade própria quando estava com um homem bonito? Então, isso acontecia com QUALQUER homem. Mesmo quando ela estava com o Estranho, ela não conseguia resistir quando um homem bonito dava em cima dela. E isso é capaz de incomodar qualquer pessoa, não?

O que realmente me incomodou em relação ao Estranho e que destaquei na resenha é que ele tinha o costume de segurar a Gwen, ou segurar o rosto dela no lugar quando ele queria falar alguma coisa e ela não queria escutar. Não gostei por ela ser obrigada a fazer algo que não queria. 



4. Relacionamento abusivo?

Outros comentários focaram bastante no que escrevi sobre o relacionamento dos personagens e as pessoas ficaram com a impressão de que o livro retrata um relacionamento abusivo. 

Eu já escrevi um post comentando sobre a romantização do abuso na literatura (aqui) e acho extremamente importante haver esse tipo de discussão porque sei, por experiência própria, o quanto é difícil, na vida real, reconhecermos e conseguirmos nos livrar de um relacionamento abusivo. 

Entretanto, no próprio post que escrevi, ressaltei que minha intenção não era censurar os autores, e sim colocar o assunto em pauta, para que exista discussão, informação e reflexão sobre o assunto. Até porque o livro é voltado ao entretenimento e o(a) autor(a) leva o enredo para onde bem entender. Por exemplo, uma coisa que considero extremamente nociva na vida real é aquilo de a pessoa acreditar que pode mudar alguém com a força do seu amor. As pessoas só mudam quando e porque querem, e aquela pessoa que se doa tanto para ajudar normalmente sai sozinha e extremamente prejudicada da situação. 

Mas nos livros tudo é possível e basta um estalar de dedos do(a) autor(a) para o personagem mudar da água para o vinho e os dois viverem um lindo romance. E vamos ser sinceros? Esse é um dos clichês mais comuns, nos mais diversos gêneros, e as pessoas adoram. 

Onde quero chegar com isso? Vários elementos configuram um relacionamento abusivo e outras situações nocivas na nossa vida real. E os autores, em tese, teriam que se desviar de todos esses elementos? 

Em relação a isso, um dos comentários mais sensatos que recebi no meu post sobre a romantização do abuso na literatura ressaltou que o(a) autor(a) muitas vezes narra a sociedade e as relações sociais tal qual elas são. Então, da mesma forma que uma pessoa pode não perceber que está em um relacionamento abusivo, o(a) autor(a) pode não se dar conta de que está retratando um relacionamento assim. 

Agora, sendo extremamente sincera e sem querer ser hipócrita, mesmo tendo em mente que é ficção, quando sei que o livro contém determinados elementos, eu não leio. Por exemplo, li recentemente uma resenha sobre um livro no qual o mocinho estupra a mocinha e os dois são felizes para sempre no final. Isso é algo que eu sei que me irritaria a ponto de me impedir de gostar de outros aspectos do livro, por isso nem arrisco a leitura quando é assim.

Por fim, acho que ainda não respondi exatamente a pergunta central, o livro retrata um relacionamento abusivo? Particularmente, acho que contém alguns elementos sim, principalmente porque não gostei de algumas atitudes do Estranho. Mas é algo bem menos acentuado do que encontrei em outros livros muito aclamados por aí e foi suficiente para gerar em mim certo desconforto enquanto lia, mas não foi suficiente para que eu desgostasse da leitura como um todo. 

Então, caso você tenha se sentido minimamente curioso(a) em relação ao enredo, vale a pena conferir e tirar suas próprias conclusões. 

Espero que tenham gostado do post.
Fiquem de olho que logo tem mais!






Barbara M. Cabalero
Advogada, concurseira e apaixonada por livros desde criança.
Meu gênero favorito é fantasia, mas sou bastante eclética,
leio quase todos os gêneros.
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16 comentários:

  1. Oie, achei muito sensível de sua parte explicar o contexto da sua resenha e achei engraçado também algumas palavras usadas por você. É que as vezes a gente se empolga né? Eu não curto muito escrever tais palavras como pamonha ou alface em minhas resenhas, já que isso pode acabar deixando o texto confuso né?
    Pelo livro relatar relacionamento abusivo é um livro que deveria ser lido assim! Feminicídio é algo sério e homens tem feito barbaridades por pouco viu.

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    1. Oi.
      Então, eu costumo tratar minhas resenhas mais como uma conversa com outras pessoas que gostam de ler. Já escrevo e leio textos técnicos praticamente o dia inteiro, então evito formalidades nesse cantinho. E normalmente minhas resenhas não ficam confusas, apesar das brincadeiras, o problema dessa, especificamente, foi que eu fiquei com medo de soltar spoiler e acabei dando informação de menos.
      E o elemento que pode ser considerado abuso trazido por esse livro é algo muito subjetivo. Pessoalmente, eu não gosto que me segurem ou segurem meu rosto quando falam comigo, mas conheço pessoas que consideram algo normal, até mesmo questão de "pegada". Então, em suma, é algo que eu não gosto, mas que não é tão grave desde que não evolua para algo mais sério.
      E eu vivencio situações de abuso e agressão na minha profissão e acho que o mais importante é falarmos sobre o assunto, para que ele deixe de ser um tabu e cada vez mais pessoas tenham acesso a informação.
      Obrigada pelo comentário.
      Beijos.

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  2. Oi Barbara!
    Achei muito interessante o seu post e em alguns momentos até engraçado. Quando estamos escrevendo uma resenha, acabamos nos empolgando ou até deixando o texto até um pouco confuso por causa das nossas opiniões.
    Mas mesmo com os seus comentários complementares, ainda não leria o livro. E isso se encaixa no primeiro tópico: o gênero. Não curto livros eróticos e mesmo que você diga que o foco nem é tanto o erótico não é o tipo de romance que gosto de ler.
    Mas achei seus comentários bem interessantes e importantes também!
    Bjss

    http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com/

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  3. Oi, Bárbara.
    Achei muito bacana essa sua iniciativa. Nem sempre a gente consegue ser clara na hora de escrever uma resenha e se as pessoas ficaram com tantas dúvidas, foi bom mesmo esclarecer as pessoas.
    Independentemente de qualquer coisa, eu não me animo a ler essa série porque no momento estou curtindo outro tipo de história. Já tive minha fase de ler livros assim, mas ultimamente estou numa onda de suspenses, policiais e romances de época!! Rs...
    Mas a dica fica anotada para o futuro... Quem sabe?!
    Beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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  4. Achei seu post super necessário, eu amo DEMAIS essa série, a escrita da autora é muito boa e apesar de ser um livro relativamente grande, você gosta da história e não quer que acabe, eu só achei estranho esse lance do cara entrar do nada na casa dela a noite, tipo, poderia ser um ladrão, um stalker! No mais, concordo com tudo que voce disse e defendo essa série o quanto posso haha.

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  5. Adorei a proposta da postagem e como na outra resenha eu tinha ficado super em cima do muro se leria ou não esse livro eu coloco ele na lista de recomendações positivas. Lá eu tinha dito que queria ler só para saber se amaria ou odiara, agora sei que preciso fazer essa leitura.

    Abraços.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com/

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  6. Olá, Barbara!

    É a primeira vez que vejo um post de "defesa literária".rsrs Sou muito emotiva, dada a explosões nas minhas resenhas, o que é muito mais evidente quando amo muito um livro (e chove palavras de amor na resenha) ou o odeio demais (e aí não economizo nas palavras de raiva). E sei que já fiz resenhas em que fazia questão de ressalvar os pontos negativos do livro porque o tinha odiado, porque ele possuía agressão e/ou estupro praticados pelo mocinho e eu fiquei furiosa por tudo ser retratado como normal. Enfim... E aí já utilizei palavras como "lixo", "porcaria", "coisa dos infernos" para me referir a esses livros e/ou mocinhos. E embora depois que a raiva diminui eu me arrependa de ter sido tão emotiva não edito a resenha. Porque sou sempre muito sincera ao falar de uma história. Ao fazer uma resenha minha preocupação não é se ela vai influenciar a pessoa a ler ou fugir de um livro, mas sim tentar expressar o que eu senti com a leitura e é isso que os leitores do meu blog gostam de encontrar nele.

    Entendo o que te levou a fazer esse post. Mas mesmo com a sua defesa do livro eu sigo sem desejar lê-lo. Todos os pontos discutidos só me levam a saber que não é uma história que me agradaria. Tanto por culpa da mocinha quanto do mocinho.

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    1. Oi.
      Na verdade eu tive a ideia de criar a coluna "defesa literária" para ressaltar pontos positivos de livros que as pessoas falam mal, mas que eu gosto. Já escrevi alguns posts assim aqui...
      Mas o que eu realmente preciso fazer é aprender a não me importar com comentários de quem não leu tudo o que escrevi, só comenta em cima de algumas palavras ou trecho que se destacaram... Tentar argumentar com isso é como tentar argumentar com o limbo...
      Obrigada pelo comentário.
      Beijos.

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  7. Olá, tudo bom?
    É tenso quando queremos passar algo e acabamos sendo mal interpretados né? Adorei o post de defesa e achei super válido que tenha feito, para que as pessoas possam dar uma chance ao livro e assim tirarem suas próprias conclusões. Tirando essa mocinha, que ainda não me atraiu em nada, achei que esclareceu bastante seu ponto de vista viu?
    Beijos!

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  8. Olá!
    Achei bem interessante sua defesa. Eu ainda não conheci essa série, mas já tive contato com a escrita da autora e gostei demais de como foram conduzidos os personagens e o enredo. Essa série chama atenção por vários elementos e espero curtir, mesmo não sendo muito fã do estilo da mocinha, mas acredito que isso também não seja um empecilho.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  9. Oi, tudo bem?
    Eu achei muito legal esse post e adorei seu gesto de explicar o contexto da sua resenha e detalhar melhor sua opinião sobre o livro. Eu não li esse livro, por não ser meu estilo, e acho que algumas coisas que te incomodaram também me irritariam. No entanto, sou sempre a favor de que as pessoas tirem as próprias conclusões, então, acho que quem tem curiosidade pelo enredo deveria ler sim.
    Por esse motivo, achei tão legal o seu post. Você passou sua opinião de uma maneira muito imparcial, sem desrespeitar a obra ou desestimular as pessoas a lerem. Adorei!
    Beijos!

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  10. Olá!

    Antes de tudo quero lhe desejar parabéns por essa sua atitude de explicar algo que acredita que ficou mal resolvido. O modo como nos expressamos é extremamente importante em uma resenha e hoje você colocou tudo a limpo de maneira excepcional.

    O problema do erótico é a mania dessas editoras de acharem que uma capa sexy atrai o leitor. Mas atualmente a realidade está sendo absolutamente outra.

    Beijão

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  11. Olá Bárbara!
    Adorei sua iniciativa de vir aqui e explicar melhor seus pontos de vista. Eu nunca entendi muito bem essa facilidade que as pessoas tem de desistir de algo sem experimentar por conta própria. Claro que alguns aspectos de um livro podem me incentivar a lê-lo imediatamente ou adiar um pouco mais a leitura, mas se for uma história que desejo mesmo ler não importa quantas críticas negativa receba, jamais desistirei e se eu desistir é porque não queria ler de verdade. Ainda mais quando se leva em consideração que opinião é algo extremamente individual, sem falar da interpretação, cada um absorve o que lhe convir de uma mesma história, então as pessoas precisam ter isso em mente e não desistir tão facilmente de uma obra só porque leu uma crítica.

    Abraços!
    Nosso Mundo Literário

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  12. Adorei o post e já pensei em fazer algo parecido com um livro que li no passado, mas não quis me desgastar e achei que o livor não merecia tanta atenção. Alguns pontos que você destacou, são de fato determinantes para se ler ou não ler um livor. Por exemplo, se o livro tem uma capa mais apelativa nos reportando para um livro erótico, eu mesma deixo passar porque não e um gênero que eu leia ou me interesse muito. Quatro a mocinha pamonha, acho que realmente não precisamos mais deste tipo de personagem na literatura, já deu tá na hora de termos mulheres mais fortes e determinadas no nosso lazer ficcional. Já o mocinho mandão e o relacionamento abusivo precisam se manter como temas relevantes porque sabemos que isso infelizmente precisa ser discutido e refletido. Enfim, amei profundamente o texto e principalmente a sua preocupação com a mensagem que você trouxe na resenha.
    Beijos

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  13. Olá Barbara, tudo bem?

    Acho que esse é o maior medo de todo blogueiro literário: ser mal interpretado em suas conclusões acerca da leitura de algum livro. Eu tento fazer o mesmo que você, enaltecer os pontos positivos, além de mostrar SIM o que de fato não gostei no livro. Mas as vezes acabamos nos excedendo sem perceber. Relaxa que acho que isso acontece com todo mundo, pelo menos uma vez na vida!

    E acredite, eu gostei da proposta desse livro. Já vou procurar saber mais sobre ele.

    Beijos
    @blogodiariodoleitor

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  14. Olá,

    Lembro de ter lido sua resenha, entendo seu ponto de vista sobre ser mal interpretada, pois às vezes optamos por sermos vagas e fica um vácuo mesmo haha, estão pensando que é fácil fazer resenha? Não é não haha. Só não me interessei pelo livro por fazer parte de uma série, apesar de poder ler independente, me conheço e sei que ficaria incomodada, tendo assim que ler os outros.

    Beijos,
    oculoselivrosblog.blogspot.com.br/

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