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[Resenha] Baía dos suspiros - por Nora Roberts

06 julho 2018

Título: Baía dos Suspiros
[Trilogia dos Guardiões #2]
Autor (a): Nora Roberts
Páginas: 288
Editora: Arqueiro
Skoob || Goodreads
Compre: Amazon


Sinopse: Nora Roberts tem mais de 500 milhões de livros vendidos no mundo. Segundo volume da trilogia Os Guardiões. Para celebrar a ascensão ao trono de sua nova rainha, as deusas da lua criaram três estrelas, de fogo, água e gelo. Mas a deusa da escuridão as fez cair do céu, pondo em risco o destino de todos os mundos. Os seis guardiões, três homens e três mulheres de natureza especial, seguem unindo forças na busca pelas estrelas. Com sua bússola mágica, Sawyer King os transporta para a ilha de Capri, onde está escondida a Estrela de Água. Agora, eles vão precisar contar ainda mais com a sereia Annika. Nova neste mundo, sua pureza e beleza são de tirar o fôlego, assim como sua lealdade e disposição em proteger os novos amigos. Sawyer logo se vê atraído por seu espírito alegre. Mas Annika deve voltar para o mar em breve, e ele sabe que, se permitir que ela entre em seu coração, nenhuma bússola será capaz de guiá-lo para a terra firme… Enquanto isso, na escuridão, Nerezza está furiosa com a primeira derrota e planeja um retorno ainda mais maligno. Ela perdeu uma estrela para os guardiões, mas ainda há tempo para derramamento de sangue. Pois uma nova arma está sendo forjada. Algo mortal e imprevisível.

Resenha anterior:
Trilogia dos Guardiões #1: Estrelas da sorte


"– Eles a derrotaram! – insistiu Luna.
– Sim, por enquanto. Lutaram bravamente, arriscaram tudo, dedicaram-se por inteiro à busca. Mas…
Ela olhou para Celene, que assentiu.
– Sim, vejo mais sangue, mais batalha, mais medo. Luta e escuridão, em que dor e morte terríveis podem surgir em um instante e durar uma eternidade.
– Eles não se renderão – disse Luna.
– Provaram que têm coragem. E a coragem é mais real quando há medo. Não duvido deles, irmã. – Arianrhod olhou para a lua, para o lugar onde, tanto tempo antes, três estrelas brilhantes estiveram dispostas em curva. – Mas também não duvido da avidez e da fúria de Nerezza. Ela vai caçá-los e atacá-los sem descanso."

Há muito tempo, quando uma nova rainha ascendeu ao trono, três deusas da lua criaram três estrelas como uma forma de celebração. No entanto, uma deusa da escuridão, que apenas almejava poder e dor para os que viviam, fez com que essas caíssem do céu, e então determinou-se que para que os mundos não se extinguissem, seis guardiões que descenderiam das deusas da lua deveriam encontrar as três estrelas e levá-las novamente para seu lugar. Ao se reunirem, Sasha, Bran, Annika, Sawyer, Riley e Doyle uniram também suas forças, e sabiam que eram os guardiões de tais estrelas. Assim, depois de muita dor e sofrimento, conseguiram encontrar a estrela de fogo, que foi posta em segurança até que a próxima fosse encontrada, e então, lhes restou a tarefa de encontrar a estrela de água.



"O dever vinha em primeiro lugar, e ela jamais se esquivaria dele, mas podia nutrir em seu coração a esperança de não só cumprir seu legado, mas também de conhecer o amor antes de voltar ao mar para sempre."

Esta estava, pelo que tudo indicava, em Capri, na Itália, para onde os seis foram juntos. Com uma união que se consolidava a cada dia e com a confiança crescendo entre os seis que se tornavam cada vez mais uma família, os poderes de Nerezza, a deusa da escuridão também cresceram, tentando derrubá-los, e com ela montou-se também um exército, que tornava a vida dos seis mais difícil. Porém, com a união dos poderes de cada um, mais uma vez os guardiões deram tudo de si na busca da estrela, a fim de cumprirem sua missão e deixarem os mundos finalmente em paz.
Nesse meio tempo, enquanto Sasha e Bran se fortaleceram enquanto casal e assim fortaleceram a busca da estrela de fogo, dessa vez Annika e Sawyer descobrem um afeto crescente entre eles, e desenvolvem um romance lindo e quase impossível. Porém, com o amor pode vir a dor, e Nerezza irá fazer tudo que estiver a seu alcance para causar dor àqueles que se amam, e para assim tentar enfraquecer o sexteto.

"Algumas pessoas têm vidas inteiras; outras, apenas momentos. Tento lembrar a mim mesmo que o importante é o que fazemos com esses momentos."

Com narrativa ágil, uma trama maravilhosa e uma fantasia crível, Nora Roberts solidifica em Baía dos suspiros, segundo livro da trilogia dos guardiões, a reputação de essa ser uma das trilogias mais bem construídas e eletrizantes da autora, e nos faz prender o fôlego da primeira até a última página, à espera do que virá pela frente.

"– Você vive há muito tempo. Deve ter havido pessoas que… – ela levou a mão ao coração de Doyle – …foram importantes para você, que significaram muito para você.
– Depois de algum tempo, a gente tenta não deixar isso acontecer.
– Mas acontece. Nós somos importantes para você, e não apenas como guardiões e guerreiros. Somos importantes.
Ele olhou para Annika, a incrível sereia, e pensou nos outros, um a um.
– Sim, vocês são importantes.
– Como você diz adeus?
Doyle largou o pano de prato porque entendeu que ela precisava de uma resposta verdadeira.
– Nunca encontrei um modo fácil. Se fosse fácil, então não seriam pessoas importantes."a





Assim que li o primeiro livro da trilogia dos Guardiões, imediatamente me vi encantada e querendo mais desses personagens. Então, assim que o segundo livro foi lançado, eu corri para lê-lo no dia em que foi liberado no kindle, e o devorei, mas admito que a cada página minha paixão por essa trilogia só cresce, e eu ainda fiquei querendo muito mais desses personagens, e suponho que após a leitura do terceiro, ainda sentirei saudades.

Esse se mostra um livro difícil de descrever, e não tenho certeza de qual seria o meu preferido, o Estrelas da sorte, primeiro da trilogia, ou esse segundo. No entanto, posso dizer que fui arrebatada de forma igual pelos dois, e bem como o nome já diz, Baía dos suspiros, eu suspirei muito nesse livro, pois ele é ao mesmo intenso e lindíssimo, trazendo uma aura meio mágica que conseguiu me encantar e deixar tão emocionada com aquele sentimento de ter o coração aquecido com a leitura e de um grande afeto por cada um dos personagens que compõem a história.

Ao contrário do primeiro livro que foi carregado de batalhas intensas que deixavam o coração em suspense todo o tempo, esse livro não teve tantas batalhas, mas quando elas existiram também foram as mais intensas e dolorosas, a ponto de arrancar lágrimas de leitores mais sensíveis, o que não ocorreu comigo. Mas, para mim, o ponto mais perfeito da história foi o romance, e ele foi construído de uma forma tão sutil e ímpar, que se tornou impossível não se sentir completamente maravilhada com ele. Mas não, não pense que é aquele tipo de romance intenso, carregado de palavras como eu te amo e afins, na verdade ele é belo pela sutileza como foi construído, e a personagem Annika traz uma leveza e o personagem Sawyer traz um sentimento de compaixão, de cuidado que se tornou um equilíbrio ótimo, e ficou parecendo um daqueles amores que vão além da vida e que vão muito além de palavras. E, por falar nesse romance, adorei o fato de ele ser sim uma presença constante no livro mas não ser exatamente o único foco, aqui encontramos muitas passagens com os seis personagens, e o romance se torna um acréscimo a mais, que tem seu brilho assim como a fantasia o tem, sem que nenhum tome demais o espaço do outro.

Como este foi o segundo livro, ele já não traz  mais toda aquela parte meio introdutória e de apresentação que o primeiro trouxe. Então, conseguimos nessa história acompanhar com mais facilidade todo o lado de fantasia, que por sinal é muito bem conduzido e nos faz imaginar que tudo poderia ser muito verdadeiro, e também abre espaço para conhecermos mais intimamente cada personagem, suas histórias de vida, seus gostos, a união entre eles e a amizade que vai se construindo de forma breve e intensa. Além disso, mais uma vez vale destacar o cenário, que dessa vez foi a Itália, mais propriamente Capri. À medida que os personagens vão conhecendo e se encantando com cada lugar, bem como descobrem fragmentos da história local, nós leitores também vamos fazendo essa viagem, e em alguns momentos conseguimos nos sentir lá, diante de tudo que está sendo visto.

Até esse momento para mim a trilogia tem se mostrado impecável, e não encontro nada que não seja positivo a destacar sobre ela. Talvez, o ponto de ser uma trilogia com bastante fantasia pode incomodar algum leitor, mas posso também adiantar que eu sou uma leitora muito pouco adepta desse gênero, e ainda assim, estou encantada com ela porque não se trata de algo de outro mundo, com fatos mirabolantes e afins, apenas cada um dos personagens possui algum tipo de poder fantástico ou habilidade, mas ainda assim todos tem seu lado muito humano e durante a trama podemos ver bem isso.

Os personagens são uma questão a parte, e foram os mais encantadores, a ponto de eu ter passado a vê-los como pessoas muito reais e são daqueles personagens dos quais temos vontade de nos tornarmos amigos. Mas, sem sombra de dúvida Annika é a grande personagem desse livro, e ela chama atenção também nos outros livros da trilogia. Seu jeito ingênuo, cativante, atencioso e muito puro nos toca profundamente, e é bem difícil não gostar de uma personagem que demonstra tanta pureza e bondade no coração, mas não chega ao ponto de ser sem sal, e a autora criou ela de forma muito verossímil, a ponto de nos fazer acreditar que sereias poderiam realmente existir, e posso dizer que é uma das personagens mais peculiares e fascinantes de toda a obra da autora.  Já Sawyer também é um protagonista muito encantador, e seu fascínio por Annika e também sua compaixão o tornam um mocinho perfeito, e ele foge muito daquele velho estereótipo de personagem mulherengo que não gostaria de se entregar e perder sua liberdade e etc que temos visto em muitos livros modernos. Há aqui até certo receio de se envolver, mas esse se dá mais pela suposta impossibilidade de Annika e Sawyer viverem juntos, mas também não ficou um tema chato e não houve mimimis quando ambos se entregaram à relação. Os outros personagens são igualmente cativantes, e no próximo livro encontraremos a história de Doyle e Rilley, bem como a busca pela terceira e última estrela.

Os vilões desse livro vieram bastante carregados, e a maldade e escuridão está com todo o gás, mas, embora Nerezza continue toda venenosa quanto no primeiro livro, aqui ela não me assustou tanto como ocorreu em Estrelas da sorte, talvez por eu já conhecê-la melhor.

Baía dos suspiros é dividido em 19 capítulos, narrado em terceira pessoa e é necessariamente uma continuação do primeiro livro, sendo indispensável ler primeiramente Estrelas da Sorte para que depois se compreenda o que se passa aqui, caso contrário a compreensão pode se tornar mais difícil e muitas coisas podem ficar sem sentido.

Se você já leu o primeiro livro dessa série, precisa ler logo o segundo, porque é igualmente maravilhoso. E se ainda não leu mas adora as características de fantasia, romance e muita amizade e união, essa talvez seja a trilogia que vai lhe arrebatar nesse ano.






Tamara Padilha
Leitora compulsiva com foco em quase todos os gêneros
(exceto os romances de época e ficção científica).
Apaixonada por escrita, e em breve bacharel em direito.
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