RESENHA DE A MULHER NA JANELA – POR A.J. FINN
RESENHA DE CONTAGEM REGRESSIVA – POR KEN FOLLETT
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[Resenha] Os segredos dos olhos de lady Clare – por Carol Townend

07 junho 2018
Título: Os Segredos dos Olhos de Lady Clare [Cavaleiros de Champagne #2]
Autor (a): Carol Townend
Páginas: 256
Editora: Harlequin Brasil
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Compre: Amazon


Sinopse: Enquanto investiga a causa do aumento de bandidos em Troyes, sir Arthur Ferrer encontra a misteriosa Clare, uma possível filha ilegítima do conde de Fontaine, da Bretanha. Ele então percebe que ela pode ser a chave para a sua própria salvação. A honra exige que Arthur a leve até o pai para que possa ser reconhecida, mas o desejo prefere que ela fique em seus braços.
Será possível conciliar honra e desejo?
A autora Carol Townend mais uma vez convida as leitoras para uma viagem inesquecível de volta a condados, cortes e reinos e às incríveis histórias de amor entre nobres da (nem tão) alta sociedade da época.

Clare fugia de seu passado quando fora encontrada por Sir Geoffrey na beira de uma estrada, maltrapilha e com fome. Sir Geoffrey, um cavaleiro, a acolheu e em troca pediu apenas que ela ajudasse a cuidar de Nicola, sua mãe, que estava doente. Clare aceitou com prazer a tarefa e se afeiçoou muito à Nicola e à Nell, uma garotinha, irmã mais nova de Geoffrey. Clare estava feliz e sentia-se parte de uma família pela primeira vez na vida. 

Quando algo inesperado acontece e Geoffrey é morto, Clare promete cuidar de Nicola e Nell. No entanto, o passado de Clare está mais próximo do que ela imaginava e não lhe resta alternativa senão fugir, deixando para trás a única família que já conheceu.

Sir Arthur Ferrer, capitão dos Cavaleiros Guardiões do conde Henry, nunca tinha visto aquela moça que acompanhava Nell, a irmã mais nova do falecido Sir Geoffrey, mas algo nos olhos dela lhe parecia extremamente familiar. Ficara com aqueles olhos incomuns (um verde e o outro acinzentado) na cabeça durante dias, até se dar conta de que eram iguais aos do conde Myrrdin de Fontaine. Será que ela seria filha ilegítima do conde de Fontaine?

Quando Arthur a procura para especular sobre o assunto, descobre que Clare havia fugido. Ao informar o ocorrido ao conde Henry, seu suserano, este envia Arthur atrás de Clare e ordena que ele a escolte até o conde Myrrdin, na Bretanha. A viagem durará semanas e Arthur não está feliz com isso, mas cumpre as ordens que recebeu e parte atrás de Clare naquela mesma tarde.





Olá Orbitantes.
Hoje venho falar de um romance medieval. Já li livros que se passam nesse período, mas nunca com foco no romance, por isso, devo admitir que demorei um pouco para me adaptar à leitura e achei o livro um tanto lento a princípio. Mas depois me acostumei e acabei me apegando bastante aos personagens e ao universo criado pela autora.

Durante anos, ela rezara pela liberdade, mas só agora compreendera que ninguém era completamente livre. A filha de um conde não era livre. Nem mesmo Arthur, que havia conseguido subir de padrão, mas ainda devia lealdade ao conde de Champagne.

Essa é literalmente a história da donzela em perigo que é salva pelo cavaleiro da armadura brilhante montado em seu cavalo branco. O Arthur encontrou a Clare em péssimas condições depois de sua fuga. Estava frio e ela não tinha roupas adequadas para o clima, não tinha comida e com certeza não tinha dinheiro. Quando Arthur contou à Clare suas suspeitas de que ela fosse filha ilegítima de um nobre, e que estava incumbido de levá-la até seu suposto pai, Clare achou aquilo um absurdo, mas ficou feliz por agora ter um destino, companhia e proteção, tudo em um pacote só.

Eu achei que a atração entre a Clare e o Arthur surgiu de forma um tanto repentina. Mas o romance em si surgiu aos poucos e de forma convincente, conforme os personagens se conheciam e começavam a confiar um no outro. 

Agora eu vou mencionar um aspecto que considero negativo, mas é compreensível se considerarmos a época em que o livro é ambientado. Estou um pouco cansada de ler livros que giram em torno de problemas que poderiam ser resolvidos com uma simples conversa, e isso acontece no decorrer de todo esse livro. Por exemplo, o Arthur pensava que, por não ter descendência nobre, e, por conseguinte, não ter propriedades, nunca poderia cortejar uma mulher ou se casar. E a Clare, por conta de traumas e segredos do passado, que ela não revelava nem mesmo ao Arthur, pensava que casamento era uma desculpa para os homens se comportarem como monstros e uma forma de escravidão.

Para Clare, o casamento era apenas um nível acima da escravidão.

Então, quando os dois começaram a desenvolver sentimentos um pelo outro, o Arthur não se achava digno da Clare e todo indício de rejeição que ele sentia por parte dela atribuía ao fato de ter descendência humilde, e acabava se afastando. Por sua vez, a Clare, pelo menos a princípio, não acreditava que aquele cavaleiro incrível e honrado poderia realmente querê-la e acabava se afastando ou rejeitando-o para se proteger. Resumindo: acabavam os dois se afastando, os dois sentindo-se rejeitados, sendo que não era nada do que estavam pensando e uma conversa seria capaz de resolver tudo entre os dois.

A experiência de Arthur se restringia apenas ao amor comprado, e era tudo o que um cavalheiro sem-terras podia arcar. Clare o levava a sonhar com um tipo diferente de amor. Se bem que ele próprio não conhecia outro tipo de amor.

E essa foi a única razão pela qual tirei uma estrelinha do livro, gostaria que os personagens tivessem conversado mais ao invés de saírem deduzindo o que o outro estava pensando. Outra coisa que quero ressaltar, é que a Clare não é aquele estereótipo da mocinha que acha o mocinho bom demais para ela ou que fica se menosprezando enquanto coloca o mocinho em um pedestal. Pelo contrário, ela mostrou uma evolução incrível no decorrer da história e é muito mais forte e determinada do que a maioria das mocinhas que tenho encontrado nos romances ambientados nos tempos atuais.

Ninguém desviava a atenção de Clare, que esticou as costas. Não é minha culpa ter origem humilde. Também não é pecado.

Como o próprio título ilustra, o enredo envolve alguns segredos. A Clare guarda dois segredos sobre seu passado, que o leitor já conhece desde o início, mas que ela não quer revelar a ninguém, por mais que confie e goste da pessoa, por medo de ser rejeitada. E o tempo todo eu ficava brigando com o livro: “Conta logo, Clare, pelo menos para o Arthur, quando mais tempo demorar, pior vai ser!” Só que ela meu ouviu? Claro que não! E o leitor também fica na expectativa para saber se o conde Myrrdin é realmente o pai da Clare e, se for, como irá recebê-la. E se não for, para onde Clare irá? Isso prendeu bastante minha atenção.

Quanto aos personagens secundários, eu me afeiçoei muito a uma personagem que ficou sem desfecho nesse livro, por isso pensei que poderia ser um gancho para uma continuação e fui pesquisar. Eis o que descobri: Os segredos dos olhos de Clare é o segundo livro de uma série chamada Cavaleiros de Champagne, composta por quatro livros, que já foi integralmente publicada pela editora Harlequin, mas está sendo republicada agora. Então, o primeiro livro da série, O campeão de lady Isobel (encontre aqui), foi republicado esse ano (2018) e creio que os outros dois deverão ser republicados em breve.

Agora, para minha surpresa, a personagem que chamou minha atenção não é protagonista de nenhum dos livros dessa série. Então pesquisei pelo nome da autora e encontrei um livro que foi publicado pela editora Harlequim ano passado (2017) e que traz essa personagem como protagonista (Aeeeeeeee!!!!!!!). Sendo que o nome do livro é Cartas para uma falsa dama (encontre aqui), que pretendo ler e trazer resenha em breve.

Assim, quem quiser ler como série, sugiro que leia nessa ordem:

Lembrando que as histórias são independentes e os livros não precisam ser lidos como uma série, eu só procurei saber mais porque realmente gostei da personagem e queria que ela tivesse um final feliz, mas talvez ela nem chame a atenção de outras pessoas. 

O livro é narrado em terceira pessoa, ora através do ponto de vista da Clare, ora através do ponto de vista do Arthur. A narrativa é fluida e a autora fez um bom trabalho na construção dos personagens, e como ela estudou história, creio que as descrições dos ambientes, costumes e roupagens sejam razoavelmente fiéis à realidade da época. Gostei muito também do carinho que a editora teve ao republicar esse livro, a capa está muito mais bonita e elegante que a original e o cuidado com o miolo também é claro, não encontrei erros de revisão.

Enfim, é um ótimo livro, dentro do que a autora se propôs a escrever. E eu indico para quem busca uma leitura despretensiosa, leve e gostosa, literalmente a história da donzela em perigo que é salva pelo cavaleiro na armadura brilhante. Mas nem por isso a mocinha é boba e inexpressiva, pelo contrário...

Espero que tenham gostado da dica.
Fiquem de olho que logo tem mais!






Barbara M. Cabalero
Advogada, concurseira e apaixonada por livros desde criança.
Meu gênero favorito é fantasia, mas sou bastante eclética,
leio quase todos os gêneros.

[Resenha] O selvagem – por Kristen Ashley

31 maio 2018

Título: O selvagem [O Homem dos Meus Sonhos # 2]
Autor (a): Kristen Ashley
Páginas: 464
Editora: Fábrica 231
Skoob || Goodreads
Compre: Amazon 


Sinopse: Romance, aventura e uma boa dose de erotismo são os ingredientes que dão liga a O selvagem, segundo da série O Homem dos Meus Sonhos. Depois de O estranho, a norte-americana Kristen Ashley conta agora a história de Brock Lucas, um típico brutamontes que não mede esforços para conseguir o que quer, e Tessa O’Hara, uma mulher doce que esconde um grande segredo. Quando ele a convida para uma cerveja, Tess não imagina que Brock é um agente que se aproximou dela para investigar os crimes de seu ex-marido. Ao descobrir a verdade, ela tenta se convencer de que Brock não é o homem dos seus sonhos e tem certeza de que precisa pôr fim a este relacionamento. Mas ele não está disposto a deixá-la ir. Pelo contrário, Tess tornou-se um vício incontrolável para Brock. E o agente selvagem está mais disposto do que nunca a finalizar seu trabalho. E a conquistá-la de vez.




Barbara M. Cabalero
Advogada, concurseira e apaixonada por livros desde criança.
Meu gênero favorito é fantasia, mas sou bastante eclética,
leio quase todos os gêneros.

[5x5] Literalmente amigas - por Laura Conrado e Marina Carvalho

30 maio 2018


Hoje, na coluna 5x5, trago para vocês 5 motivos para ler um dos livros que já entrou para a lista dos melhores do meu ano e foi com certeza a leitura mais deliciosa que eu fiz nesse mês de maio, além, claro, de 5 quotes para vocês se divertirem e se encantarem tanto quanto eu. Estou falando do Literalmente Amigas, das autoras Laura Conrado e Marina Carvalho.




Isabela Rocha
Estudante de jornalismo. Apaixonada incorrigível pelas palavras.
Aventuro-me por todos os gêneros,
desde romances água com açúcar, até os temíveis terror / suspense.

[Fale♥] Prócer Zombie I e II - Por Silva Bros (Andrés e Leonardo Silva)

29 maio 2018


Olá novamente orbitantes da Galáxia de Ideias, como vão vocês? Esperando uma resenha, reportagem, claquete de série ou filme ou quem sabe uma nova tag?

Dessa vez resolvi falar de uma ideia fantástica que dificilmente você encontra em qualquer lugar ou é feita por qualquer pessoa. Dessa vez vamos viajar a um pequeno país da América Latina, o Uruguai e conhecer a graphic novel Prócer Zombie, cujo segundo volume saiu agora no começo de maio, de autoria dos irmãos Andrés e Leonardo (Leo) Silva, donos do estúdio Silva Bros, de ilustração e desenho, localizado em Montevidéu, capital uruguaia. Abaixo, a sinopse do primeiro volume...

Prócer Zombie I - Sinopse: 165 anos depois, mediante uma força do universo desconhecida, um antigo prócer da América volta à vida para estabelecer ordem e equilíbrio na cidade de Montevidéu. Seu estado inicial é um tanto amnésico, mas lentamente vai recuperando a memória.
Por outro lado, não se reconhece nas tantas representações de sua figura na cidade e nem consegue compreender porque a sociedade tem essa imagem imaculada de sua pessoa. Sendo consciente dessa situação e de tudo o que ela implica, toma como objetivo converter-se no libertador que a sociedade acredita que ele é.
Agora, o propósito de seu retorno cobra sentido, porém, não será nada fácil, pois deverá voltar à sua antiga luta enfrentando velhos rivais.




Renata Cezimbra
Professora desempregada, leitora voraz,
escritora doida e vampiróloga amadora.

[Resenha] Literalmente amigas - por Laura Conrado e Marina Carvalho

25 maio 2018

Título: Literalmente amigas
Autor (a): Laura Conrado e Marina Carvalho
Páginas: 300
Editora: Bertrand Brasil
Skoob
Compre: Amazon


Sinopse: Duas das mais populares autoras brasileiras da nova geração, as mineiras Laura Conrado e Marina Carvalho se juntaram pela primeira vez para escrever Literalmente Amigas.
Quando Gabi e Lívia, duas apaixonadas por livros, se conheceram em uma comunidade sobre literatura em uma extinta rede social, não imaginavam que se tornariam melhores amigas e que criaram um blog de resenhas literárias, o Literalmente Amigas.
Desde então, elas são inseparáveis, apesar das personalidades muito diferentes! Gabi é um pouco avoada, desorganizada financeiramente, de riso fácil e vive uma história de conto de fadas com o namorado de longa data. Já Lívia é assertiva, firme e possui planos bem delineados para seu futuro, embora ainda não tenha encontrado o emprego dos sonhos nem um romance arrebatador como o de seus livros favoritos.
Juntas, elas enfrentam as dificuldades da juventude, seja na profissão, seja no amor, até tudo começar a mudar quando ambas são selecionadas para a mesma vaga — para a qual as duas se inscrevem, sem contar uma para outra — na principal editora do país. Será que a paixão pelos livros, que antes unia as amigas, agora se tornará o motivo do término da amizade?





Tamara Padilha
Leitora compulsiva com foco em quase todos os gêneros
(exceto os romances de época e ficção científica).
Apaixonada por escrita, e em breve bacharel em direito.
 
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