RESENHA DE A MULHER NA JANELA – POR A.J. FINN
RESENHA DE CONTAGEM REGRESSIVA – POR KEN FOLLETT
RESENHA DE UM SEDUTOR SEM CORAÇÃO – POR LISA KLEYPAS

[Precisamos falar sobre] SPOILERS: O que aconteceu entre Kit Butler e Freyja Bedwyn? [Saga Os Bedwyns – por Mary Balogh]

20 setembro 2018

Resenhas relacionadas:

Os Bedwyns #0.5: Um noite de amor
Os Bedwyns #0.6: Um verão inesquecível
Os Bedwyns #01: Ligeiramente casados
Os Bedwyns #02: Ligeiramente maliciosos




ESSE TEXTO CONTÉM SPOILERS DO LIVRO "UM VERÃO INESQUECÍVEL" (OS BEDWYNS #0.6 – POR MARY BALOGH)

A saga Os Bedwyns despertou meu interesse depois que li uma resenha de um dos livros dessa série que tem o seguinte enredo: um homem, de origem nobre, é ferido durante a guerra e é encontrado e cuidado por uma prostituta e acaba se apaixonando por ela. Achei o enredo diferente para um romance de época e quis ler, mas percebi que esse é o quinto livro de uma série composta por seis livros, sendo que cada livro traz como protagonista um dos irmãos Bedwyn. Como eu tenho alguns probleminhas, jamais conseguiria iniciar uma série pelo quinto livro, por isso decidi lê-la desde o início. E já adianto que não me arrependi: apesar de serem romances de época, cada um dos livros traz uma reflexão, sem precisar ser um constante tapa na cara e os personagens são à frente do seu tempo, então não fiquei passando raiva com costumes arcaicos.

Só que existe um porém: desde o primeiro livro é citado um amor do passado da Freyja Bedwyn, que é a protagonista do terceiro livro, sem que fossem dadas muitas explicações sobre o ocorrido. Pensei que o livro no qual ela é protagonista traria as explicações necessárias, mas isso não aconteceu. Sabe quando você lê um livro e percebe que existem referências a outras histórias que você não conhece? Então, eu tive essa sensação durante a leitura. Foi quando decidi pesquisar e descobri a autora lançou dois livros cujos enredos se passam antes dos eventos narrados na série Os Bedwyns, sendo que um desses livros traz como protagonista o amor do passado da Freyja. Entretanto, esses livros não foram lançados no Brasil, encontrei somente uma versão lançada em Portugal e acabei lendo porque a curiosidade estava me consumindo.

Sendo sincera, eu li esses dois livros na versão lançada em Portugal e amei as histórias e os personagens. Mas são livros difíceis de encontrar, por isso decidi escrever esse post contanto o que aconteceu entre a Freyja e o Kit para quem quer saber a história, mas não quer ler o livro antes que seja lançado no Brasil (o que espero muito sinceramente que aconteça!). Ressaltando que vou deixar registrado aqui somente o ponto de vista do kit, já que o ponto de vista da Freyja é facilmente encontrado no terceiro livro da série Os Bedwyns, e esse post não vai estragar a experiência de quem quiser ler Um verão inesquecível, já que vou dar spoilers de uma pequena parte do livro, juro que tem muito mais história e que a leitura vale muito a pena para quem gosta do gênero. Vamos lá, então?

A família da Freyja é vizinha da família do Kit, sendo que a Freyja tem cinco irmãos e o Kit tem 2, e todos cresceram brincando juntos. A Freyja foi prometida em casamento ao irmão mais velho do Kit, o Jerome, desde que nasceu, e a situação não os incomodava já que nutriam grande carinho um pelo outro, apesar de não serem apaixonados.

Acontece que, em um determinado verão, o Kit voltou para casa da guerra, extremamente traumatizado e totalmente tomado pela culpa por algo que aconteceu enquanto estava em uma missão. Nesse verão, ele se aproximou da Freyja, em busca de consolo, já que ela sempre foi sua amiga e os dois acabaram se apaixonando e vivendo uma tórrida paixão. O Kit pediu a Freyja em casamento e pediu que ela voltasse com ele para a guerra e o seguisse nos campos de batalha. E a Freyja aceitou. 

Quem não aceitou muito bem foram as duas famílias, tendo em vista que o herdeiro do título era o Jerome, irmão mais velho do Kit. Assim, percebendo a aproximação entre o Kit e a Freyja, as duas famílias se apressaram em formalizar o noivado da Freyja com o Jerome. 

O Kit não reagiu muito bem à notícia e acabou dando um soco no irmão mais velho e depois foi à casa dos Bedwyn com o intuito de ouvir da boca da Freyja que ela aceitara se casar com o Jerome. Chegando lá, não quiseram recebê-lo e o Rannulf Bedwyn, irmão da Freyja e melhor amigo do Kit, saiu para conversar com ele, mas o Kit estava descontrolado e os dois acabaram trocando socos. Foi então que a Freyja saiu da casa e simplesmente o olhou com desdém. 

Transtornado, Kit voltou para casa e encontrou a ira de seu pai por todos os transtornos que ele causara à família naquele verão (não foi só a aproximações com a Freyja). Então Kit foi expulso de casa e desterrado, voltou para a guerra e passou dois anos sem ter qualquer tipo de contato com a família. Durante esse período, pensou que o romance com a Freyja fora uma ilusão da sua cabeça e algo totalmente unilateral. Até que recebeu uma carta do seu pai informando que Jerome havia falecido e agora ele era o herdeiro do título e deveria voltar para casa. 

Depois de receber a carta, Kit vendeu sua patente do exército e voltou para a Inglaterra, mas não para casa. Permaneceu em Londres, onde levou uma vida libertina durante um ano, até que recebeu outra carta do seu pai, dessa vez informando ter acordado um casamento entre ele e a Freyja e que ele deveria voltar para casa para anunciar o casamento, preferencialmente como um presente, na festa de aniversário da avó que aconteceria dali alguns dias.

Poderíamos pensar que o Kit ficou feliz com a notícia, mas isso não aconteceu, pelos seguintes motivos:
1. Ele fora embora de casa brigado com o pai e interpretou esse acordo de casamento como uma maneira de o pai controlar sua vida;
2. Durante o período em que ficou afastado ele não sabia se a Freyja havia casado ou não com seu irmão, então sentiu que estava herdando a noiva do irmão;
3. Kit pensou que aquele verão fora uma ilusão, que somente ele se apaixonara pela Freyja, mas sem ser correspondido. Imaginou que ela estava sendo obrigada a assumir o compromisso com ele. E não queria ser humilhado novamente.

Então Kit traçou um (nada) brilhante plano para fugir da situação: encontrar uma noiva insípida, uma dama perfeita, que seu pai não pudesse desaprovar, e, voltar para casa com ela, afastando assim qualquer acordo de casamento que seu pai poderia ter feito. Seus amigos e companheiros de libertinagem apontaram Lauren Edgeworth como a mais perfeita dama, mas alertaram que ela era fria como o  Ártico e não estava nem um pouco interessada em pretendentes, ainda mais um com a fama do Kit. E Kit se viu encantado com a situação: ele adorava desafios e conquistar Lauren parecia ser um dos bons, e tudo ficou ainda melhor quando descobriu que a moça era muito bonita.

A empolgação foi embora rapidamente quando Kit percebeu que Lauren era realmente muito fria a totalmente imune aos seus encantos. O que faria agora? A franqueza mostrou ser o melhor remédio. Kit contou para Lauren os motivos de estar tentando cortejá-la e Lauren, para surpresa de Kit, achou a situação interessante. Lauren fora abandonada no altar um ano antes e agora só queria ficar em paz, então sugeriu a Kit que eles forjassem um noivado, que Lauren romperia no final do verão, afastando assim todos os seus pretendentes e conquistando sua liberdade.

Kit aceitou o acordo e, conforme passavam o tempo juntos, se conhecendo melhor, e com Lauren conquistando e se afeiçoando à família do Kit, os dois acabaram se apaixonando. 

Mas e a Freyja, como ficou nessa história toda? Bom, a Freyja pensou que Kit encontrara uma noiva para se vingar dela pelo que tinha acontecido três anos antes, achou a Lauren sem graça e totalmente incompatível com o Kit. Então a Freyja tentou atrapalhar (quase conseguiu!) o relacionamento dos dois demonstrando para Lauren, sempre que tinha oportunidade, que ela era muito mais compatível com o Kit. 

E o tapado do Kit, por sua vez, só percebeu que a Freyja também se apaixonara por ele naquele verão (e ainda estava apaixonada!), quando ela deu uma investida um pouco mais agressiva (ao estilo Freyja Bedwyn), mas nesse momento o Kit já estava totalmente apaixonado pela Lauren e tentando conquistá-la. Assim, ele se viu obrigado a “dar um fora” (não muito delicado) na Freyja, que continuou pensando que tudo não passava de uma vingança e que o Kit nunca se apaixonaria por uma mulher tão insípida quanto a Lauren até depois que eles casaram. E ela pensa assim até o momento em que o terceiro livro começa a ser narrado. Então, se você se interessou, vai ter que ler o a série para saber o que acontece depois disso.

Espero que tenham gostado do post.
Fiquem de olho que logo tem mais!







Barbara M. Cabalero
Advogada, concurseira e apaixonada por livros desde criança.
Meu gênero favorito é fantasia, mas sou bastante eclética,
leio quase todos os gêneros.

[Resenha] Um verão inesquecível – por Mary Balogh

13 setembro 2018
Título: Um verão inesquecível [Os Bedwyns #0.6]
Autor (a): Mary Balogh
Páginas: 316
Editora: ASA (Portugal)
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Sinopse: Kit Butler é um dos mais afamados solteirões de Londres, casar é a última coisa que lhe passa pela cabeça. Mas a sua família tem outros planos. Para contrariar o casamento que o pai lhe arranjou, Kit precisa de encontrar uma noiva... e depressa. Entra em cena Miss Lauren Edgeworth. Lauren foi abandonada em pleno altar pelo seu noivo, Neville Wyatt. Destroçada, decide que não voltará a passar pelo mesmo: nunca casará. O encontro entre estas duas forças da natureza é tão intenso como uma tempestade de verão... e ambos engendram um plano secreto. Lauren concorda alinhar na farsa em troca de um verão recheado de paixão e aventura. No final, ela romperá o noivado - o que afastará possíveis pretendentes - deixando-os a ambos livres. Tudo corre na perfeição, até que Kit faz o impensável: apaixona-se por Lauren. E um verão já não é suficiente para ele. Mas o tempo não para e Kit sabe que terá de apelar a mais do que as suas vulgares armas de sedução para conseguir convencer Lauren a entregar-lhe o seu coração... na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, para o resto das suas vidas.

Resenhas anteriores:

Os Bedwyns #0.5: Uma noite de amor

Depois de ser abandonada no altar, um ano antes, Lauren está cansada: cansada de receber olhares de pena, cansada dos parentes encontrando pretendentes por ela na tentativa de ajudá-la, cansada de saber que nunca será uma mulher tão interessante quanto a atual esposa do seu ex noivo, e, mais: está cansada de saber que nunca mais se colocará em uma situação em que possa ter o coração partido daquela forma novamente... Tudo que ela quer é firmar residência em Bath e viver em paz como uma solteirona para o resto da vida. Mas como fazer com que os parentes entendam e aceitem isso? Para surpresa da Lauren, a resposta aparece na forma do libertino com a pior reputação de Londres: Kit Butler. 



Barbara M. Cabalero
Advogada, concurseira e apaixonada por livros desde criança.
Meu gênero favorito é fantasia, mas sou bastante eclética,
leio quase todos os gêneros.

[Resenha] Pérola - O Ano do Dragão - Por Georgette Silen e Rosana Rios

11 setembro 2018

Título: Pérola - O Ano do Dragão
Autor (a): Georgette Silen e Rosana Rios
Páginas: 456
Editora: Callis
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Sinopse: China - Yuet Shing - 1356 - dinastia mongol Yuan
- Está aqui - disse, sem coragem para fitá-la.
Retirou um colar dourado que trazia sob a túnica rasgada. Algo na ponta Do cordão brilhou com a escassa luz; o clarão foi tão intenso que fez o discípulo desviar o rosto e atraiu o olhar da grande ave.
E ainda, a velha nada dizia. Observava Hien abrir o alforje e depositar junto ao colar peças de ouro, prata, jade branco e verde lapidado, que deviam valer fortunas. Quando terminou, Hien enxugou as lágrimas com as mãos e declarou, com simplicidade:
- Vim para morrer.
Brasil - São Paulo - ano do Dragão
Sombras surgiram, o clamor de gritos de sofrimento a alcançou e a pele foi tocada por dedos frios e quentes.
"A Lágrima da Ostra desperta o Dragão", disse uma voz feminina, fazendo-a estremecer. Lila piscou, refazendo-se das estranhas sensações. Um pânico silencioso tomou conta dela, que tentou tirar o bracelete do pulso. Puxou a joia de leve, depois com vigor.
Sacudiu o punho, afrouxou os dedos para que deslizasse, e até o mordeu. Nada. Não podia tirá-lo.
Uma trama repleta de mistérios e aventuras, em que o passado e o presente se encontram. Pérola e Hien estão conectados de alguma forma, mesmo pertencendo a tempos e locais tão distantes.

Pérola vive em São Paulo, no Ano Chinês do Dragão. Adolescente que não está nos seus melhores dias: odeia seu nome, preferindo ser chamada de Lila, é perseguida por colegas chatas que se acham mais que todo mundo, tem uma mãe que acredita em magia, foi abandonada pelo pai ainda criança e ainda vai precisar lidar com situações bem mais complicadas.

Hien, porém, vive muitos séculos antes, roubando para sobreviver em uma China antiga onde a Dinastia Yuan governa. Sem acreditar em nada e ninguém, ele se vira como pode em seu nada nobre ofício de ladrão.



Renata Cezimbra
Professora desempregada, leitora voraz,
escritora doida e vampiróloga amadora.

[Resenha] Getsêmani - A Verdade Oculta - Por James Andrade

04 setembro 2018

Título: Getsêmani - A Verdade Oculta
Autor (a): James Andrade
Páginas: 295
Editora: Giz Editorial
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Compre: Amazon || Saraiva || Submarino


Sinopse: Um homem desperta em uma cama de hospital, Sem memória. Sem passado.
Assim começa esta alucinante aventura. A busca obstinada do personagem pro si mesmo e, consequentemente, pela "verdade oculta", que esta intimamente ligada com a sua situação atual, é o centro desta intrincada trama.
Caminhe lado a lado com este homem em uma jornada recheada de perigos sobrenaturais e inesperadas reviravoltas, se relacinone com vários personagens inusitados e descubra, junto com ele, quais são os seus aliados e quais são os inimigos.
Com uma forte veia místico-religiosa, a obra tem na Bíblia e nos apócrifos cristãos grandes fontes que o autor usou para compor esta inovadora obra e se maravilhe em descobrir personagens que todos julgavam conhecer intimamente. Até agora.
Imortalidade, maldições, magia e Pactos Místicos são recorrentes no decorrer desta trama, que mistura, em um mesmo cotidiano, lobisomens, vampiros, demônios, gênios, deuses pagãos e pessoas comuns. O suspense é mantido desde o primeiro capítulo, onde um mendigo sem memória é apresentado, até o último, onde, em meio a trágicos eventos, toda a trama é revelada. No último capítulo "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".

Um homem sem memória está internado em um hospital. Nada de muito extraordinário se ele não estivesse determinado a saber de seu próprio passado e junto com isso, viesse uma encrenca atrás da outra, incluindo assassinatos horrendos e contatos com pessoas, que deveríamos conhecer bem, de uma certa publicação cristã.

Qual será “a verdade oculta”? Quem realmente é o protagonista desmemoriado? O que espera por ele nessa jornada por vários lugares diferentes do mundo?

Por último e mais importante, você está realmente pronto para saber?




Renata Cezimbra
Professora desempregada, leitora voraz,
escritora doida e vampiróloga amadora.

[Claquete] Belgrano (2010)

28 agosto 2018


Sinopse: Os últimos oito anos da vida do prócer argentino Manuel Belgrano são relatados em uma alternância entre o presente em 1820, quando Belgrano já está moribundo em razão de sua saúde debilitada e o passado, quando passou de advogado a general, tendo sido vitorioso nas batalhas de Tucumán e Salta, além de ter criado a bandeira argentina.

Título: Belgrano
Título Original: Belgrano, la pelicula
Lançamento: 2010
Duração: 1h21min
Diretor(a): Sebastián Pivotto
Gênero: Drama Histórico.
 

Manuel Belgrano já teve seus dias de glória, mas em 1820 já não é mais o "general acidental" que venceu as batalhas de Salta e Tucumán nos inícios de 1810, impedindo, com seu sucesso, que as tropas realistas espanholas descessem até Buenos Aires.

Afetado por anos de uma saúde fraca e acometida por inúmeros problemas hoje facilmente curáveis ou detectáveis, ele está à beira da morte física, mas antes disso, padece de uma grande decepção misturada a desilusão e outros sentimentos igualmente negativos em relação ao rumo que as coisas tomaram anos depois, quando a Independência Argentina foi enfim declarada em 1816.




Renata Cezimbra
Professora desempregada, leitora voraz,
escritora doida e vampiróloga amadora.
 
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