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[Resenha] A Fogueira - Por Krysten Ritter

17 janeiro 2018

Título: A Fogueira
Autor (a): Krysten Ritter
Páginas: 288
Editora: Rocco - Fabrica 231
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Sinopse: Com lançamento simultâneo no Brasil e nos EUA, A fogueira é o livro de estreia da atriz Krysten Ritter, protagonista do premiado seriado da Netflix Jessica Jones e conhecida também por seus papéis em Os defensores e Breaking Bad, entre outros filmes e séries. Na trama, Abby Williams é uma advogada de 28 anos especializada em questões ambientais. Hoje uma mulher independente vivendo em Chicago, Abby teve uma adolescência problemática numa cidadezinha no estado de Indiana que até hoje ela luta para esquecer. Mas um caso de contaminação envolvendo uma grande empresa obriga Abby a voltar à pequena Barrens e confrontar seu próprio passado. Quanto mais sua equipe avança nas investigações sobre a Optimal Plastics, mais Abby se aproxima também da verdade sobre o misterioso desaparecimento de sua antiga melhor amiga anos atrás e de outros acontecimentos até então sem resposta.


"Kaycee foi a primeira. Fez sentido. Ela foi a primeira a fazer tudo: perder a virgindade, experimentar um cigarro, dar uma festa.
Kaycee andava à frente das amigas como um lobo alfa liderando a alcateia. No refeitório, decidia onde se sentar, e as outras a seguiam; se ela comesse o almoço, as outras comiam também; se movesse a comida de um lado para outro na bandeja ou só almoçasse um saco de balas de goma Swedish Fish, as amigas faziam o mesmo."

Há segredos que, por mais que se queira remexer, é melhor (ou mais seguro) que permaneçam no passado. É isso que Abi, uma advogada que deixou há muitos anos a pequena cidade onde crescera, Barrens, descobrirá, quando retornar à tal cidade a trabalho. Um trabalho que envolve investigar o passado, desvendar os mistérios do presente e, especialmente para ela, solucionar o paradeiro de sua ex melhor amiga, Kaycee. De volta a Barrens, Abi também terá de lidar com seus temores e pesadelos mais antigos: a morte da mãe; um pai com o qual ela jamais se dera bem; antigos colegas de classe, agora já adultos e com suas vidas formadas, lembranças dolorosas de uma adolescência em que fora auvo de bullying. Mas tudo isso é necessário.


"Para o restante da equipe, este é apenas outro caso. Para mim, é uma oportunidade de finalmente enfrentar os demônios. Desenterrar os segredos feios. Eu queria poder dizer que estava aqui para conseguir justiça para quem não tem voz, para aqueles que não têm poder, como antigamente eu não tinha. Desejaria até poder dizer que quero que os bandidos sofram.
Mas só desejo saber – ter certeza, de uma vez por todas, para sempre. Por uma década, as mesmas perguntas pipocaram, sem parar, em minha cabeça. Só a verdade pode obrigá-las a se calar."

A juventude da qual Abi se lembra é um tanto quanto perturbadora. Um grupo de garotas cuja líder era a manipuladora Kaycee, que outrora já fora sua melhor amiga, mas que agora apenas parecia querer lhe humilhar. Fotos de garotas nuas sendo feitas e distribuídas entre os alunos da escola, terminando em um trágico suicídio. Uma doença que supostamente acometeu Kaycee e suas súditas, como Abi as chamava, e que acabara com a primeira desaparecida. Na época, a hipótese era que tudo não passara de uma mentira. Uma invenção de meninas para chamar atenção. Abi, no entanto, tem lá suas dúvidas. E mesmo após tantos anos, está disposta a embarcar nesta perigosa caixa de segredos para descobrir o que realmente aconteceu.

"eu voltei para enterrar o passado, mas, em vez disso, é o passado que me enterra."





A Fogueira é distribuído em 44 capítulos, mais um prólogo e epílogo, escrito em uma narrativa em primeira pessoa.

Resolvi ler esse livro há poucos dias, impulsionada por uma resenha motivadora. E, ao longo da leitura, foram diversas as sensações e opiniões que me cercaram.







Um dos pontos mais positivos que encontrei foi, sem dúvidas, o suspense imposto na história. A cada página tive uma intuição diferente a respeito do paradeiro de Kaycee, por exemplo, horas sentia que estava viva e a espreita em algum lugar, horas que estava morta. Além disso, os detalhes que ligam o presente ao passado, pessoas e acontecimentos, são intrigantes e nos faz querer saber mais, cavar mais fundo a história de Abi e seus colegas.

As personagens, por sua vez, não me cativaram tanto. A protagonista, Abi, é determinada e ótima no que faz, o que me causou imensa admiração em vários momentos, mas confesso que senti uma certa falta de emoção em sua personalidade, bem como na das personagens secundárias. Não consegui sentir aquela proximidade que, normalmente, o leitor procura ter com os amigos literários.







Não foi um livro que me deixou impactada mas, ainda assim, não foi nem de longe uma leitura ruim. É um enredo bem construído, com suspenses e mistérios que suprem, de certo modo, a falta de carisma das personagens. Uma escrita inteligente que nos leva a questionar e refletir acerca de determinadas atitudes e de suas consequências em nossas vidas. Não é uma história que arranca lágrimas, nem tão pouco gargalhadas, mas que intriga e envolve o leitor, mesmo assim. Eu recomendo para qualquer um que curta um bom suspense com pitadas de drama.










Isabela Rocha
Estudante de jornalismo. Apaixonada incorrigível pelas palavras.
Aventuro-me por todos os gêneros,
desde romances água com açúcar, até os temíveis terror / suspense.
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5 comentários:

  1. Oi.
    Tudo bom?
    Gostei muito da trama da historia é com certeza e um tipo de livro que me agrada, mas é uma pena personagens não terem lhe conquistado.
    Beijos

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  2. Olá, tudo bem Isabela?
    Eu já li outras resenhas sobre esse livro e fiquei interessado em realizar a leitura de "A Fogueira". É uma pena que o livro não tenha te conquistado totalmente, gostei da sinceridade!
    Abraço!

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  3. Adoro quando um personagem é bem atormentado... parece que ele ganha mais dimensão, mais caráter de gente verdadeira, e a possibilidade da gente se identificar de alguma forma (mesmo que não tenha passado pelas mesmas coisas) é sempre maior. Mas talvez, por conta da Abi ter passado por tanto, a autora quis que ela fosse mais fria, mais apática, e daí a sua impressão... Pra 44 capítulos, ele parece ter uma leitura bem rápida também, o que é ótimo quando envolve esses temas de mistério. :)

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  4. Oii, tudo bem?
    Tenho muita curiosidade de ler esse livro, uma pena que as personagens não tenham te ganhado tanto assim. Adoro uma história com bastante suspense então acho que irei tentar a leitura. Obrigada pela dica!
    Beijos,
    Blog Meio Wandinha

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  5. pena vc não ter se envolvido mtto com os personagens, mas pela trama achoque vale a pena dar uma chance pra leitura...faz tempo que não leio algo no gênero...
    sugestão anotada...
    bjs

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