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[5x5] Motivos pelos quais todo mundo deveria ler "É assim que acaba" da autora Colleen Hoover

21 fevereiro 2018

Hoje, na coluna 5x5 aqui do Galáxia de Ideias, trago para vocês 5 motivos (que na verdade poderiam ser uma lista infinita de itens que caracterizaram uma das minhas melhores leituras da vida) e 5 quotes do livro que, sem dúvidas, foi o mais marcante que li em 2018 até agora. Estou falando de É Assim Que Acaba, lançamento da Colleen Hoover. Eu bem que gostaria de começar esse post dizendo que o simples fato de ter sido escrito pela Colleen Hoover já é um motivo e tanto para qualquer um realizar esta leitura, porque ela é minha escritora favoritinha e querida mesmo. Mas caso ela ainda não seja a sua, vamos lá, eu vou te apresentar 5 razões pelas quais o seu novo livro, e melhor, na minha opinião, merece ser lido.




1) É Assim Que Acaba traz para nós um climinha gostoso, sabe? 

É o tipo de história que nos faz sentir em casa e de coração quentinho. Que nos leva a desejar fazer parte daquele grupo de amigos, viver o que eles estão vivendo, seja no momento em que comem pizza juntos, por exemplo, ou nos instantes em que dão força uns aos outros. Todos os personagens são apaixonantes e construídos de modo que possamos nos aproximar deles, enxergá-los como pessoas de quem gostamos, pelas quais sofremos ou vibramos.








2) Narrativa alternada

A narrativa do livro é feita alternadamente entre presente e passado, sendo esta última em forma de uma espécie de diário escrito e lido pela própria protagonista, o que particularmente para mim, trouxe um tempero a mais à história. É legal acompanhar as evoluções dos personagens, suas mudanças, as lições que aprenderam e o quanto amadureceram. Além disso, a narração fluída e envolvente faz com que devoremos o livro em poucas horas, como aconteceu comigo.








3) Um livro transformador

Penso que este seja o motivo mais importante, aquele que tornou a obra ainda mais especial para mim. Fiquei tentando encontrar palavras para definir o que todo este enredo significou, e acho que a mais adequada foi "transformador". É um livro transformador. É difícil explicar sem soltar spoilers, mas ao término dele eu me senti realmente transformada. Eu tive minha visão acerca de coisas que eu julgava serem indiscutíveis, modificadas em capítulos. Passei a ver aquilo que outrora me parecera tão simples, como algo muito, muito mais complexo do que eu jamais imaginei. Como isso aconteceu? Eu não sei. O que eu sei é que raras vezes em uma história eu me senti na pele da protagonista, como me senti a cada página durante esta. Sabe quando a gente lê um livro, vê a mocinha cometendo uns erros óbvios, por exemplo, e pensa "para, você não pode fazer isso"? O que aconteceu foi justamente o contrário. Eu quis errar junto com ela, mesmo sabendo que não devia. Fui inundada de impatia e compreensão, ao passo que, em tantos outros casos semelhantes já observados ou em livros com a mesma premissa, eu só conseguia pensar "para que tá feio, moça". Para mim, este é o diferencial; o que o torna o melhor livro da autora, mesmo que eu ame de paixão todos os outros: o fato de que ela conseguiu fazer com que a personagem principal e nós, leitores, nos tornássemos uma só pessoa.








4) Cheio de reflexões

É uma história que nos causa reflexões, e não são poucas, viu? Fiquei dias receosa em iniciar uma nova leitura, pois meus pensamentos não conseguiam se desvencilhar dos temas abordados no enredo. Saí feito louca incentivando minhas amigas a lerem também, porque precisava desesperadamente de alguém para comentar, discutir, refletir comigo.








5) Totalmente impactante

 Provavelmente isso já nem precisa ser dito, né? Mas é um livro impactante. E não simplesmente por ser um enredo que a gente não esquece facilmente (isso também), mas porque ele nos causa emoções que não saem da gente. Dores e aprendizados que ficam, mesmo após tempos de leitura. Eu sinto que, daqui pra frente, todas às vezes que me deparar com histórias semelhantes por aí, eu vou olhá-las com mais sensibilidade e menos julgamento. Vou conseguir deixar a minha visão de lado, ao menos por alguns minutos, e enxergar o que o outro enxerga. Acho que a capacidade de se colocar no lugar de alguém é algo que nos faz pessoas melhores, então, é isso. É Assim Que Acaba me fez uma pessoa melhor.






Antes que eu me prolongue e arranje mais motivos para escrever, vamos aos quotes.

"No início, fiquei nervosa. Afinal, era o funeral do extraordinário Andrew Bloom. Prefeito idolatrado de minha cidade natal: Plethora, no Maine. Dono da agência imobiliária de maior sucesso da cidade. Marido da idolatrada Jenny Bloom, a mais reverenciada professora auxiliar de toda Plethora. E pai de Lily Bloom, aquela garota estranha, de excêntrico cabelo ruivo, que certa vez se apaixonou por um mendigo e envergonhou toda a família.
Eu sou Lily Bloom, e Andrew era meu pai."

"Sinto a voz no estômago. O que não é nada bom. As vozes deviam parar nos ouvidos, mas, às vezes — não é nada comum, na verdade —, uma voz penetra em meus ouvidos e reverbera por meu corpo. Ele tem uma dessas vozes. Grave, confiante e um pouco parecida com manteiga."

"Reconhece a frase, Ellen? É o que Dory diz para Marlin em Procurando Nemo.
“Continue a nadar, nadar, nadar”.
Não sou muito fã de desenho animado, mas parabéns por esse. Gosto de desenhos animados que nos fazem rir, mas que também nos fazem sentir algo. Depois de hoje, acho que esse é meu desenho animado preferido. Porque ultimamente sinto como se eu fosse me afogar, e às vezes as pessoas precisam lembrar que só devem continuar a nadar."

"— Sabe de uma coisa? — perguntei.
Ele deslizou os dedos entre os meus e apertou minha mão.
— O quê?
— Você é minha pessoa preferida.
Senti ele rir um pouco, o que me fez sorrir.
— Entre quantas pessoas? — perguntou ele.
— Todas.
Ele beijou minha cabeça e disse:
— Você também é minha pessoa preferida, Lily. De longe."

"Sinto o calor de sua mão passar pela camisa, e fecho os olhos. Apesar do ressentimento que guardo no coração, minhas emoções continuam presentes. Não paramos de amar uma pessoa só porque ela nos magoou. Não são suas ações que magoam mais. É o amor. Se não houvesse amor ligado à ação, a dor seria um pouco mais fácil de suportar."











Isabela Rocha
Estudante de jornalismo. Apaixonada incorrigível pelas palavras.
Aventuro-me por todos os gêneros,
desde romances água com açúcar, até os temíveis terror / suspense.
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