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[Resenha] Um vento à porta - Por Madeleine L'Engle

11 abril 2018

Título: Um vento a porta
[Uma dobra no tempo #2]
Autor (a): Madeleine L'Engle
Páginas: 224
Editora: HarperCollins Brasil
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Sinopse: Charles Wallace está em perigo. E o mundo todo também.
Quando a família Murry pensava que os problemas haviam terminado, um novo desafio surge. Charles Wallace agora tem seis anos de idade e na escola o menino se tornou um problema. Sofrendo bullying constante, Meg acha que o novo diretor da escola deveria ser responsável pelo menino, mas Charles Wallace fica terrivelmente doente antes que ela possa ajudá-lo.
Mas há algo estranho acontecendo. Charles Wallace diz a Meg que há dragões no quintal de casa e ela descobre que os dragões na verdade são Proginoskes, querubins feitos de asas, vento e chamas. E mais uma vez este é só o começo de uma nova aventura, onde Meg e seu amigo Calvin precisam correr contra o tempo para salvar seu irmãozinho. E, para fazer isso, eles devem partir em uma viagem para dentro do corpo do menino e lutar para restaurar a brilhante harmonia do universo.
Junte-se a Meg, Calvin e Charles Wallace nesta nova aventura repleta de seres incomuns, mundos novos e muitos heróis que precisam ultrapassar seus medos para salvar o mundo!



Resenha anterior: 
Um dobra no tempo #1 - Uma dobra no tempo 


Meg Murry está de volta a sua casa e sua família, agora completa, está a salvo. Tudo está bem, até que chega a hora de seu irmão mais novo, Charles Wallace, frequentar o colégio. Toda a paz que cercava a família nos últimos tempos parece ruir. Peculiar, às vezes mais expressivo do que deveria e sempre capaz de enxergar coisas que a maioria das pessoas não enxergam, Charles acaba se tornando alvo de piadas e zombarias na escola, bem como sendo agredido fisicamente.

"— Tem uns dragões na horta dos gêmeos. Ou tinha. Agora eles foram para o pasto mais ao norte.
Meg voltou à geladeira sem responder. Quando Charles Wallace dizia algo estranho, não adiantava nada se apressar para dar uma resposta.
— Acho que vou fazer de alface e tomate, o de sempre. Mas eu queria mesmo era uma coisa nova, diferente, empolgante.
— Meg, você me ouviu?
— Sim, ouvi. Acho que vou comer salsicha de fígado com cream cheese.
Ela pegou os ingredientes, mais uma garrafa de leite, e deixou-os sobre a mesa da cozinha. Charles Wallace ficou aguardando com paciência. Ela olhou para ele, fechando a cara com a tensão que não queria admitir a si. Viu os rasgos nos joelhos da calça jeans do irmão, os riscos de sujeira incrustados na camiseta, um roxo na maçã esquerda do rosto que ia ficar mais escuro.
— Dessa vez foi o quê? Os grandões que te derrubaram no pátio do colégio, ou foi quando você desceu do ônibus?
— Meg, você não está me ouvindo.
— É que eu me importo com o fato de você estar no colégio há dois meses e não ter uma semana sequer em que não tenha levado uma sova. Se é porque você anda falando de dragões no jardim ou sei lá onde, está tudo explicado."

Porém, as coisas tendem a piorar quando a mãe das crianças, junto a seus experimentos biológicos, descobre motivos para acreditar que o filho mais novo está ligado a algo muito mais arriscado do que os maus tratos sofridos no colégio, e que sua vida pode estar em perigo.

"— Charles, quando foi que você viu esses… dragões?
— Um bocado de dragões, uma manada de dragões, uma revoada de dragões — respondeu Charles Wallace, ofegante. — Depois que cheguei do colégio. A Mãe ficou chateada porque eu fiquei muito sujo. Meu nariz ainda estava ensanguentado.
— Eu também fico chateada.
— Meg, a Mãe acha que isso não é só dos socos que eu levo dos mais velhos.
— É mais o quê?
Charles Wallace teve que fazer esforço, com embaraço e dificuldade que não lhe eram características, para passar do pequeno muro de pedra que delimitava o pomar.
— Eu fico sem fôlego.
— Por quê? O que a Mãe disse? — perguntou Meg na mesma hora.
Charles foi caminhando devagar pela grama alta do pomar.
— Ela não disse. Mas é tipo um radar que apita para mim."

Acompanhada de um tal professor, tão ou mais peculiar do que o irmão, e do diretor do colégio onde estudam, Meg embarcará em uma aventura que pode salvar a vida de Charles... ou colocar em risco a sua própria e a de outras pessoas que ela ama. Uma jornada que lhe ensinará muito sobre lealdade e amor.

"— Margaret. — Uma voz surgiu atrás de Meg.
Ela deu um giro completo.
Era o Sr. Jenkins. Ela olhou para ele absolutamente pasma.
— Seu irmãozinho achou que eu a encontraria aqui, Margaret — disse ele.
Sim, Charles teria como saber, saberia dizer onde ela estava. Mas por que o Sr. Jenkins teria conversado com Charles Wallace? O diretor nunca fora à casa dos Murry — nem de pai algum. Todas as conversas haviam se dado no anonimato seguro da sua sala. Por que ele andaria pela grama molhada e pelo pomar, ainda pingando água, para procurar por ela em vez de mandar um dos gêmeos
— Quis vir e encontrá-la por conta própria, Margaret — disse ele —, porque acho que lhe devo uma desculpa pela minha rispidez quando conversamos na semana passada.
Ele estendeu a mão, pálida ao luar que oscilava entre as nuvens.
Absolutamente confusa, ela estendeu a mão para tocar a dele. Quando fez isto, Lousie se ergueu no muro às suas costas,
sibilando e fazendo um estrépito estranho, de alerta. Meg virou-se para ver a cobra, que parecia imensa e encapuzada como uma naja, sibilando feroz para o Sr. Jenkins, erguendo seus grandes anéis negros para o ataque.
O Sr. Jenkins gritou, de um modo que ela nunca imaginara que um homem pudesse gritar. Um berro alto e penetrante.
Então ele subiu ao céu noturno como um grande pássaro batendo asas, e voou, gritando pelo céu, até virar um arranhão, um vazio, um rasgo de nada…"








Um vento a porta é dividido em doze capítulos e narrado em terceira pessoa, sempre do ponto de vista de Meg.






Embarquei na leitura de Um vento a porta logo após o término de uma dobra no tempo (livro que o antecede), e novamente me encantei com toda a inocência presente na história, o carisma infantil que ronda os personagens principais. Mais uma vez notei que é um enredo que fala muito e implicitamente sobre amor, como ele salva, transforma etc. Além disso, as descrições feitas não somente acerca dos senários, mas também da própria fantasia que é a base do livro (cobras que voam, insetos que tem ligação com humanos, rasgo no céu), tudo isso foi muito bem descrito pela autora, tal como no primeiro livro, de modo que eu pudesse me sentir parte das cenas até quando elas eram as mais inimagináveis. Esses foram os pontos mais positivos para mim.






Por outro lado, o que não me incomodou, exatamente, mas me causou uma certa tristezinha, foi que esse segundo livro tem um foco muito específico em Meg. Seus sentimentos, suas ações, suas decisões. Ela é uma personagem que eu adorei, sim, mas confesso que senti falta de outros pontos de vista, de uma aparição maior de Charles, por exemplo. E, claro, não dá para deixar de dizer que eu senti uma saudade extrema das três senhorinhas que foram um dos pontos mais positivos do livro anterior, na minha opinião, mas que infelizmente não fizeram parte desse.






Por fim, considero que Um vento a porta é uma história repleto de fantasia, aventura e emoção, que eu recomendo para qualquer um que curta adentrar realidades totalmente surreais por meio de um livro, vez ou outra.















Isabela Rocha
Estudante de jornalismo. Apaixonada incorrigível pelas palavras.
Aventuro-me por todos os gêneros,
desde romances água com açúcar, até os temíveis terror / suspense.
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1 comentários:

  1. Amei sua resenha, ainda não conhecia esse livro e me interessei muito!

    http://submersa-em-palavras.blogspot.com.br/

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