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[5 motivos para ler] As Filhas da Noiva - Por Susan Mallery

11 julho 2018

Sabe aquele livro que reúne bom humor, drama, romance e nos causa uma ressaca literária gigantesca? Esse é as filhas da noiva, um chicklit delicioso que com certeza já entrou para as minhas melhores leituras do ano. Por isso eu trouxe para vocês, na coluna 5x5 de hoje, 5 motivos pelos quais todos deveriam embarcar nessa leitura apaixonante e, claro, 5 quotes para que vocês conheçam um pouquinho dessa história. Vamos lá?


1) É um livro família

Não sei vocês, mas eu amo enredos cujos personagens ou o foco principal não é um, exatamente, mas sim um grupo inteiro. As filhas da noiva abrange o momento de uma mãe viúva que está prestes a se casar, bem como as histórias e os conflitos das vidas de suas três filhas. Ele nos traz um climinha familiar muito cativante e, ao fim da leitura, é como se já fôssemos um parente próximo e nos sentíssemos parte daquela união toda.






2) É um livro que nos possibilita acompanhar igualmente os pontos de vista das três protagonistas e esse foi um dos pontos mais positivos para mim

Não é como a maioria dos enredos, em que ou gostamos ou não da personagem principal, ou nos identificamos ou não com ela e, em qualquer que seja o caso, observamos tudo sob a visão dela. Não. As filhas da noiva é narrado em terceira pessoa, sempre de forma alternada entre as três irmãs, o que nos permite simpatizar, torcer e nos identificar com mais de uma, como aconteceu comigo, por exemplo.






3) Como o próprio nome já insinua, é um livro que fala de casamento 

E eu, particularmente, amo de paixão livros que falam de casamento. Todas aquelas descrições bem feitas e detalhadas das cores, comidas, doces, senários, roupas de noivas e madrinhas, decorações, todo aquele climinha festivo e de preparação me encanta muito e leva minha imaginação longe.





4) É um livro que nos faz refletir 

Apesar da história leve e consideravelmente clichê, é um livro que nos induz a refletir muito sobre as escolhas que fazemos e as que deixamos de fazer por medo, sobre como a gente se esconde do mundo às vezes e peca com as pessoas à nossa volta, sem se quer notar isso. Ele tem um jeito sutil de nos fazer repensar decisões e questionar sentimentos.






5) É um livro que te deixará de ressaca literária 

 E, como já dito no início desse post, esse livro me deixou com uma ressaca literária infinita e essa com certeza foi a melhor parte de todas, o sabor de "quero mais" que eu senti quando fechei a última página, a vontade de guardar aqueles personagens todos, aquela trama toda e aquelas cenas fofas, divertidas e levemente dramáticas para revisitar, sempre.



"Você faz coisas demais.
Não eram palavras que os chefes costumavam dizer, percebeu Courtney, mas Joyce não era como os outros chefes.
Joyce Yates tinha começado a trabalhar no hotel Los Lobos em 1958. Tinha 17 anos e fora contratada como camareira. Em duas semanas, o dono do hotel, um cara bonito de trinta e poucos anos, solteirão, havia se apaixonado perdidamente por sua nova funcionária. Eles se casaram três semanas depois e viveram felizes por cinco anos, até ele morrer de ataque cardíaco repentinamente.
Joyce, na época com 22 anos e com um filho pequeno para criar, assumiu o hotel. Todo mundo tinha certeza de que ela fracassaria, mas sob seu comando, o local cresceu. Décadas depois, Joyce ainda cuidava de todos os detalhes e conhecia a história de todos que trabalhavam para ela. Era chefe e mentora para a maioria de seus funcionários e sempre tinha sido uma segunda mãe para Courtney.
A bondade de Joyce era tão lendária quanto seus cabelos brancos e os terninhos clássicos. Era justa, determinada e excêntrica o suficiente para ser interessante.
Courtney a conhecia desde sempre. Quando ela era um bebê, seu pai morreu inesperadamente. Maggie, sua mãe, se viu com três filhas e um negócio. Joyce passou de cliente a amiga em questão de semanas. Provavelmente porque também já tinha sido uma jovem viúva com filho pequeno para criar."

"Courtney se abaixou e beijou o rosto de Joyce, e então se endireitou, virou-se e trombou com Kelly Carzo — garçonete e, até aquele momento, uma amiga.
Kelly, uma bela ruiva de olhos verdes, tentou segurar a bandeja com xícaras de café que estava carregando, mas o impacto foi grande demais. As xícaras saíram voando, o líquido quente espirrou para todos os lados e, em menos de três segundos, Courtney, Joyce e Kelly estavam ensopadas, com os cacos de seis xícaras espalhados no chão.
O restaurante já estava relativamente silencioso antes. Naquele momento, o silêncio reinou absoluto quando todos se viraram para olhar. Pelo menos, só havia dois hóspedes e alguns funcionários. Mesmo assim, Courtney sabia que a notícia de sua mais nova trapalhada iria se espalhar.
Joyce ficou de pé e tirou Sarge de perto para ele não se machucar, e mandou Pearl se afastar.
— O que sua irmã diz em momentos assim?
Courtney puxou a saia molhada para longe do corpo e sorriu para Kelly de forma a se desculpar.
— Que estou “dando uma de Courtney”."

"Rachel esperou mãe e filha saírem para contar a gorjeta. Fora generosa, o que sempre a deixava feliz. Ela queria que as clientes — e suas mães — ficassem satisfeitas com seu trabalho. Mas se uma milionária excêntrica entrasse, adorasse seu trabalho e deixasse uma gorjeta de alguns milhares, seria ótimo. Assim, poderia adiantar seu financiamento, e deixaria de se preocupar com a falta de um fundo emergencial. Além disso, John precisava de uma nova luva para o time de beisebol, e seu carro andava fazendo um barulho esquisito que indicava que o conserto não seria barato.
Rachel acreditava que, se tivesse dito uma dessas coisas à mãe de Lily, a mulher recomendaria que conversasse com Greg. Era para isso que os maridos serviam.
Só havia um problema naquela ideia: ela e Greg não eram mais casados. O garoto mais incrível da escola, capitão do time e o rei do baile havia mesmo se casado com ela. Mas, algumas semanas antes de completarem dez anos de casados, Greg a havia traído e ela pediu a separação. Agora, aos 33, Rachel se via como uma criatura infeliz: uma mulher divorciada com um filho prestes a entrar na puberdade. E não havia olho esfumado nem mecha colorida que tornassem aquela situação bonita."

"Sienna era a coordenadora de doações da Helping Store, uma de vários funcionários contratados. O local grande e movimentado era gerenciado por voluntários. Todos os lucros da loja, além do dinheiro arrecadado com as doações, iam para um abrigo para mulheres que eram vítimas de violência doméstica. Escapar do agressor era metade da luta. Ao longo dos anos, a Helping Store havia conseguido comprar vários imóveis de dois andares nos limites da cidade. Eram simples, mas limpos e, mais importante para as mulheres que fugiam, ficavam longe de seus agressores.
O chefe dela meneou a cabeça em direção à parte da frente do prédio.
— Pronta para sapatear?
Sienna sorriu ao se levantar.
— Não é assim. Gosto do meu trabalho.
— Você faz uma boa apresentação. — Ele ergueu a mão. — Pode acreditar em mim. Não estou reclamando. Você é a melhor. Meu maior medo é que uma ONG gigante na cidade grande faça uma oferta que você não possa recusar e eu fique sem Sienna. Não consigo pensar num destino mais triste.
— Não vou a lugar nenhum — prometeu ela. Ah, claro, de vez em quando imaginava em como seria morar em Los Angeles ou em São Francisco, mas essas ideias passavam. Aquela pequena cidade costeira era tudo o que tinha. Sua família estava ali.
— David não é de algum lugar do leste? — perguntou Seth.
Sienna abriu a gaveta da escrivaninha, tirou a bolsa e caminhou até o corredor.
— St. Louis. Toda a família dele está lá.
Seth resmungou.
— Me diga que ele não tem interesse em voltar.
Havia muitas implicações naquela frase. Que ela e David tinham envolvimento suficiente para ter aquela conversa. Que um dia se casariam e, se ele quisesse voltar para sua cidade, Sienna iria junto.
Ela deu um tapinha no braço do chefe.
— Carroça, volte para trás dos bois. Você está se empolgando. Namoramos há poucos meses. As coisas não estão tão sérias. Ele é um cara legal e tal, mas...
— Não tem aquele algo mais. — A voz de Seth era de solidariedade. — Droga."

"— Você tem bom gosto, mãe. Ninguém está preocupado — garantiu Courtney. Algo que tinha sido herdado por duas de suas filhas. Sienna conseguia transformar um vestido de chita em alta costura, e Rachel ganhava a vida fazendo cabelo e maquiagem. Courtney sabia que era a única sem o gene do estilo na família.
A mãe sorriu.
— Você deveria se preocupar um pouco. Comecei a planejar meu casamento quanto tinha 14 anos. Tenho muitas ideias acumuladas. — Ela olhou para a piscina. — Essa água é tratada com cloro?
Joyce pareceu um pouco assustada com a pergunta.
— Claro que sim. Por quê?
— Ah, eu estava pensando que seria bacana colocarmos uns cisnes. Mas eles não podem nadar em água com cloro, não é?
Courtney sentiu os olhos se arregalarem.
— Não, e cisnes fazem muito cocô, mãe. Limpar a piscina depois do fato seria um pesadelo.
A mãe suspirou.
— Que pena. Porque eu sempre quis cisnes."

Isabela Rocha
Estudante de jornalismo. Apaixonada incorrigível pelas palavras.
Aventuro-me por todos os gêneros,
desde romances água com açúcar, até os temíveis terror / suspense.
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