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[Resenha] Kaori e o Samurai Sem Braço - Por Giulia Moon

07 agosto 2018
Título: Kaori e o Samurai Sem Braço
Autor (a): Giulia Moon
Páginas: 200
Editora: Giz Editorial
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Sinopse: Março de 2011, Brasil. Uma bela vampira, Kaori, procura confortar seu amigo Takezo, que sofre com as notícias alarmantes sobre o tsunami que devastou o Japão, sua terra natal. As lembranças de outra catástrofe semelhante do passado levam Kaori a recordar o ano de 1782, quando conheceu um certo samurai sem braço: Migitê-no-Kitarô, um exterminador de monstros.
Kaori narra ao amigo as aventuras eletrizantes que viveu junto com Migite-no-Kitarô e a sua fiel companheira Omitsu, a mulher-raposa, enfrentando demônios e espectros do folclore japonês. O objetivo do trio é exterminar um terrível monstro devorador de almas, mas essa missão os levará ao mais arriscado dos confrontos: o desafio de enfrentar a si mesmo, às próprias fraquezas e arrependimentos, numa luta de vida ou morte!


Kaori é uma vampira de mais de trezentos anos que vive na São Paulo de 2011 enquanto o Japão, sua terra natal há muito apenas parte de suas lembranças, está passando por um tsunami, o pior de sua história em muito tempo. Tal acontecimento é sentido não só por vampiros, mas por outros seres sobrenaturais, que ficam desabrigados, à mercê de fraquezas e até de exterminadores.

É esse ocorrido, após uma discussão um pouco séria com seu discípulo Takezo por conta de uma decisão que ele particularmente não aprova, a bela vampira oriental conta uma história para confortá-lo de sua angústia relacionada à catástrofe...

De como a terra lhe engoliu durante a Era Tenmei e disso nasceu uma estranha parceria entre uma kyuketsuki, Kitarô, um samurai sem um braço que esconde nesse toco um pedaço demoníaco que usa para combater demônios e uma kistsune, Omitsu, que dependendo da situação, pode ser traiçoeira ou boazinha. Os três, por um ano, estão em busca de Shinkû, um ser que se apodera de corpos para manter-se vivo e ficar cada dia mais forte, mas, o preço a ser pago por outros é alto demais: um extermínio em massa.

Embarque na jornada de Kaori pelo Japão da Era Tenmei e sinta-se envolto pelo perfume da vampira.






Queridos orbitantes, tudo bem com vocês? Hoje estou trazendo um livro, na realidade parte de uma franquia, que particularmente é um dos meus queridinhos desde MUITO tempo! Inclusive eu tenho os três livros (até agora) da Kaori autografados pela autora e ainda tenho a honra de ser amiga e conhecer pessoalmente.

Bem, sem mais delongas vamos comentar sobre Kaori e o Samurai Sem Braço, publicado pela Giz Editorial em 2012, que conta, em menos de duzentas páginas, uma aventura vivida pela personagem título em um Japão que hoje existe somente em arquitetura, museus, livros de história, romances, animes e mangás. Uma maravilhosa história que começa quando a vampira oriental se vê no meio de um terremoto e a partir desse momento, em que ela ainda é uma desmorta maltrapilha (palavras da própria Kaori) que acha sua beleza uma grande maldição, encontra um samurai sem um braço que a salva da morte certa. Tal encontro faz com que ela acabe tendo uma dívida de gratidão com ele que Kitarô, nosso personagem, sugere que ela cumpra dentro de um ano e nenhum dia a mais (novamente palavras dela, mas também de Kitarô, que foi quem propôs isso).






Essa parceria de doze meses consiste na busca de um monstro invisível chamado Shinkû, que significa literalmente “vazio” em japonês, idioma recorrente no livro, onde aparecem várias palavras e expressões, que a Giulia traduz devidamente nas notas de rodapé, que também explicam as várias referências históricas contidas no livro, que se passa no século dezoito, durante a Era Tenmei, em 1782, dentro do Período Edo, que foi até 1868, quando iniciou a Restauração Meiji, que marcou a abertura das fronteiras do Japão e a modernização do mesmo. A riqueza de detalhes nesse ponto é simplesmente um colírio aos olhos de quem gosta de uma boa viagem literária.






Mas não é só isso. Kaori, descobre, durante essa jornada de um ano, que por mais difícil que a situação seja, é preciso manter aquele fio de esperança. A mesma coisa que Omitsu e Kitarô fazem, pois eles sabem que, se não fizerem pelo menos um pouco, quem sofre vai continuar sofrendo e quem se aproveita disso vai permanecer causando mal. A vampira demora a entender isso, já que ela vive completamente sozinha e é bastante arredia com relação a companhias, já que dificilmente alguém não a acha uma mera adolescente muito bonita e perfumada, não passando disso, mas muitas vezes ultrapassando o limite, se entendem o que digo. Sim, o kanji na capa do livro é o nome dela escrito em japonês, que traduzido significa “perfume”. Razão pela qual o primeiro livro da personagem chama-se Kaori – Perfume de Vampira, que futuramente vai ganhar resenha por aqui.





Mas o que eu estou resenhando aqui é um livro cuja trama vem bem antes do primeiro livro, escrito lá em 2009, quando a personagem ainda não tem uma marcante característica que depois se torna sua marca registrada. Que tem uma história MUITO bem desenvolvida e detalhada, onde a autora prova que tem um talento sem precedentes para escrever e deixar os leitores ávidos por mais histórias e conhecimento sobre o antigo Japão. Sem contar que ver Kaori aprendendo a sorrir para um mundo que aparentemente não quer lhe dar esse sorriso é uma bela demonstração que mesmo uma bakemono pode ter um coração bondoso e sorrir para o mundo (palavras da Omitsu). Ainda, a exemplar e sincera jornada de Kitarô em busca de eliminar um mal sem precedentes e reencontrar a si próprio é digna de aplausos.

Para finalizar, eu sei que a resenha ficou bem menor do que geralmente eu faço, mas esse livro é aquele caso em que você precisa ler para entender o que eu quis passar com essa resenha. Com certeza eu recomendo com muito amor e carinho esse livro.









Renata Cezimbra
Professora desempregada, leitora voraz,
escritora doida e vampiróloga amadora.
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